Fundos Imobiliários

Os fundos de investimentos imobiliários – FIIs – têm garantido boa rentabilidade para investidores. A aquisição de cotas de imóveis como shoppings centers, hospitais e hotéis podem se tornar variações importantes para a carteira de investimentos. 

Os fundos imobiliários permitem o investimento nesse segmento, sem a necessidade de comprar, vender, locar os imóveis. Na prática, é possível aplicar nas modalidades que exploram os empreendimentos. 

O que são os Fundos Imobiliários?

Os Fundos de investimento imobiliário – FIIs – são carteiras para quem deseja fazer investimento em ativos imobiliários, como escritórios corporativos, bancos, hospitais e shoppings centers. 

Esses fundos de renda variável são classificados em três tipos:

Fundos de tijolo – São investimentos em imóveis físicos como galpões logísticos, escritórios corporativos e shoppings centers. Essa opção é ideal para quem deseja investir em imóvel físico. 

Fundos de papel – São papéis de renda fixa, com ligação ao segmento imobiliário, como Letras de Crédito Imobiliário – LCI – e Certificado de Recebíveis Imobiliários – CRI. Eles dependem do desempenho dos indicadores como IGP-M e IPCA.

Fundos híbridos – são fundos de carteira mista que misturam títulos de outros fundos, títulos imobiliários etc. 

De uma forma simplificada, os fundos imobiliários são a forma mais simples de ter acesso a um imóvel sem a compra desse ativo. Por meio dos FIIs, é possível adquirir uma cota e se tornar proprietário de uma parte do empreendimento. O acionista recebe sua participação nos lucros, proporcionalmente a quantidade de cotas, chamada de dividendos. 

Na Bolsa de Valores brasileira – B3 – há mais de 500 fundos imobiliários atualmente, com diversas opções de ativos como hospitais, universidades, escritórios, galpões de logística, agências bancárias e hotéis. 

Há inúmeras vantagens para investir nos fundos imobiliários: possibilidade de receber aluguel dos FIIs, valor baixo de investimento, menos burocracia, entre outras. 

O retorno dos FIIS pode vir de duas formas: distribuição dos rendimentos realizada pelo administrador do fundo e a valorização da cota, a depender da negociação que ocorre na Bolsa de Valores.

Para quem deseja viver de renda, investir nos fundos imobiliários é uma ótima forma de independência financeira ou aposentadoria. 

Como é a rentabilidade dos fundos imobiliários?

Por se tratar um ativo de renda variável, é importante adotar a diversificação. A melhor forma de definir quais são os melhores fundos imobiliários é verificar seu rendimento. Para isso, é importante conhecer a distribuição dos dividendos e o comportamento das cotações. 

Para investir nos fundos imobiliários, você deve abrir uma conta em uma corretora, transferir seu dinheiro da conta bancária, escolher os melhores fundos imobiliários e investir. 

Custos

No investimento de FIIs, existem cinco custos básicos que variam dependendo da corretora ou do fundo. São eles:

Taxa de corretagem – tarifa cobrada no momento da venda ou compra da cota pela corretora. 

Taxa de Administração – taxa cobrada pelo fundo para cobrir a gestão e os custos de administração. 

Emolumentos – é a tarifa cobrada pela Bolsa de Valores – B3. É um percentual sobra a venda e compra de cotas. 

Taxa de Custódia – tarifa cobrada pela corretora para manter os investidores. Muitas corretoras estão deixando de cobrar essa taxa. 

Taxa de Performance – É cobrada quando o fundo rende mais que o esperado. 

Valor mínimo

Cada fundo imobiliário tem um valor determinado. O preço de cada cota varia conforme o patrimônio que está envolvido e o aporte do fundo. Há cotas que valem menos de R$ 5,00, outras valem mais que quatro mil reais. 

Os fundos imobiliários sofrem oscilações no mercado, nos percentuais de rendimento, pois são fundos de renda variável. Num período de 12 meses, os rendimentos dos fundos imobiliários podem variar entre 20% e 50%.

Como são pagos os dividendos de fundos imobiliários

Os dividendos dos fundos imobiliários são parte do lucro dessa aplicação e pagos em determinado período. 

A maioria dos FIIs pagam mensalmente. O lucro líquido de cada fundo varia. No caso dos fundos que investem em locação de imóveis, o lucro pode baixar se houver atraso no pagamento de aluguel. Isso acontece também se o imóvel precisa de reformas ou se permanece vazio por um tempo. 

A distribuição dos dividendos é feita em dinheiro, sendo creditado na conta dos acionistas. O valor é dividido conforme a quantidade de cotas de cada investidor. 

Dividen Yield

O dividend Yield (DY), ou rendimento de dividendos, é um indicativo que mensura a relação entre a cotação atual do fundo imobiliário e os dividendos que foram pagos por uma ação. 

Para fazer o cálculo do DY, basta seguir a fórmula: (dividendos distribuídos no período / preço da cota) x 100.

Importante dizer que este período incluído na fórmula geralmente refere-se ao acumulado de 1 ano.

Taxa Selic

Alguns tipos de fundos imobiliários como os híbridos e de papel estão atrelados ao CDI e à taxa Selic. Com isso, os fundos que acompanham as taxas podem sofrer impactos ou mesmo se beneficiarem com elas.

Por isso a importância de atentar-se aos detalhes dos FIIs que deseja investir.

Como escolher os fundos imobiliários?

Os fundos imobiliários são representados por dois índices: IMOB e IFIX

IMOB

É o Índice Imobiliário que representa os ativos com maior representatividade e os mais negociados do setor imobiliário. Ele compreende empresas da construção civil e as que atuam na exploração de imóveis (imobiliárias, corretoras etc.). O IMOB é composto por units e ações de 16 companhias. 

Para ser incluso no IMOB, o ativo deve estar entre os 99% mais negociados durante a vigência de 3 carteiras anteriores. Além disso, o ativo precisa estar presente 95% no pregão, desde o início da negociação. Esse índice reflete o impacto que a distribuição de dividendos tem para as empresas. 

IFIX

É o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários. Ele indica o desempenho médio das cotações dos fundos, e é considerado o índice oficial da bolsa de valores referente ao setor imobiliário.

Por meio desse índice, é possível mostrar o quão rentáveis estão os FIIs no pregão.

Nem todos os fundos imobiliários compõem o IFIX. A escolha dos ativos para montar a carteira do IFIX dependem da solidez, histórico, rentabilidade e desempenho de cada fundo. Atualmente são quase 90 ativos que fazem do IFIX. 

Os principais fundos imobiliários do IFIX têm mais de 2% na composição da carteira. Confira os 15 principais FIIS do IFIX:

  1. BBPO11 (Fundo Imobiliário BB Progressivo II)
  2. XPML11 (Fundo Imobiliário XP Malls)
  3. MXRF11 (Fundo Imobiliário Maxi Renda)
  4. KNIP11 (Fundo Imobiliário Kinea Índice de Preços)
  5. IRDM11 (Iridium Recebíveis Imobiliários)
  6. BCFF11 (Fundo Imobiliário BTG Pactual Fundo de Fundos)
  7. XPLG11 (Fundo Imobiliário XP LOG)
  8. KNRI11 (Fundo Imobiliário Kinea Renda Imobiliária)
  9. HGLG11 (Fundo Imobiliário CSHG Logística)
  10. HGBS11 (Fundo Imobiliário Hedge Brasil Shopping)
  11. BRCR11 (Fundo Imobiliário BTG Pactual Corporate Office Fund)
  12. KNCR11 (Fundo Imobiliário Kinea Rendimentos Imobiliários)
  13. JSRE11 (Fundo Imobiliário JS Real Estate Multigestão)
  14. HGRU11 (Fundo Imobiliário CSHG Renda Urbana)
  15. HFOF11 (Fundo Imobiliário Hedge Top FOFII 3)

Como escolher os melhores fundos imobiliários

Atualmente, há mais de 500 fundos imobiliários no mercado. Além do IFIX, para escolher os melhores fundos imobiliários para se investir, é importante levar em consideração os seguintes fatores:

Baixa Vacância – Os investidores devem adquirir cotas de fundos que têm poucos imóveis vagos. Com isso, terá bom rendimento e garantir pagamento de dividendos.

Boa liquidez – É sempre seguro investir nos fundos que tenham boa liquidez no mercado. Isso vai garantir que você compre e venda suas cotas com mais facilidade. Em geral, os fundos que compõem o IFIX possuem as melhores liquidez. 

Valor patrimonial coerente – fundos imobiliários que possuem preço adequado. A chance da cota se valorizar será maior. 

Multi-inquilino – Procure pelos fundos imobiliários que têm vários locatários. Eles são mais seguros, pois se algo acontecer com um inquilino, os outros serão capazes de garantir a renda do fundo. 

Multiativo – fundos que têm vários imóveis. Eles serão mais seguros, como os fundos multi-inquilino. 

Sem Renda Mínima Garantida – É importante evitar fundos imobiliários que pagam os rendimentos mensais com o próprio dinheiro do patrimônio, por um determinado período. Isso dará uma falsa sensação de rendimento. 

Além de observar esses fatores acima, é importante que você busque as melhores alocações para possuir uma carteira de investimentos com fundos diversificados. 

Os fundos imobiliários e pandemia de 2020

A pandemia do coronavírus em 2020 provocou uma crise econômica em todo mundo. O alto grau de incerteza fez que os investidores acreditassem que uma das melhores alternativas de investimento eram os fundos imobiliários. 

Em outubro de 2020, a quantidade de pessoas que investiram nos FIIs ultrapassou o número de 1 milhão. Mesmo sendo um produto de renda variável, os fundos imobiliários se tornam atrativos para qualquer tipo de perfil de investidor

Mesmo durante a pandemia de 2020, o investimento em imóveis cresceu bastante, mesmo com um cenário de taxa de juros reduzida.

Os fundos de investimentos imobiliários movimentam cerca de 100 bilhões de reais, representando 2% do segmento de fundos brasileiros, que totaliza uma média de 5 trilhões de reais. 

Mercado volátil

Mesmo com esse efeito positivo, o desempenho do IFIX na pandemia afetou principalmente o setor dos shoppings centers. Eles possuem uma alta representatividade no mercado dos FIIs, correspondente a quase 20%. Diante do fechamento desses estabelecimentos durante boa parte da pandemia, eles deixaram de pagar dividendos, pois ficaram sem receita. No pico da crise, a queda da receita atingiu 90%. 

O mercado ainda está muito volátil e depende da recuperação econômica desses estabelecimentos. Apesar disso, os fundos imobiliários são uma alternativa muito segura e resiliente, uma vez que eles combinam geração de renda mensal. Além disso, a taxa de Selic a 2% ano impulsionou também os fundos imobiliários. A reabertura consciente e gradual dos shopping centers e centros comerciais vai contribuir para um cenário mais positivo. 

Além disso, investidores que apostam em fundos imobiliários no segmento de logística continuaram tendo uma renda mensal consistente, pois parte dos seus ativos estão relacionados ao e-commerce. Durante a pandemia, esse segmento avançou. 

Oportunidade do mercado imobiliário

Com a crise gerada pela pandemia, o mercado financeiro oscilou no curto prazo, gerando pânico aos investidores. Durante dias, a Bolsa de Valores sofreu com a suspensão de negociações, devido à volatilidade alta. Esse efeito é chamado de circuit breakers. Com isso, o preço dos ativos despencou muito, acima de 50%. O IFIX chegou a 2.169 pontos, o menor índice desde outubro de 2018.

Durante o ano de 2020, a indústria de fundos imobiliários sofre grande desafio. Houve momentos de queda, quando o mercado projetou falência de empresas e inquilinos deixando seus imóveis. No primeiro momento, todos os fundos imobiliários, sejam eles de shopping, de desenvolvimento ou de logística sofreram queda. 

Mas também ocorreu uma boa recuperação do mercado, considerando um dos pontos positivos, pois a gestão desses fundos tornou as operações imobiliárias mais resilientes. As principais ações por parte dos gestores para tornar o cenário mais atrativo para os investidores foram:

  • Constante contato com inquilino para monitorar a situação dos imóveis.
  • Suspensão ou redução do recebimento referente a taxa de administração durante o tempo da pandemia. 
  • Descontos para locatários, que permitiu que eles pagassem os aluguéis.
  • Manutenção dos rendimentos mensais em caixa, para garantir capital em caso de agravamento. 

Com a atuação pontual, proativa e correta dos gestores de fundos, permitiu-se o enfrentamento da crise. Como visto, os fundos de shopping foram os que mais sofreram o impacto, uma vez que eles permaneceram fechados durante meses. 

Aos poucos, o mercado de fundos imobiliários está voltando a se equilibrar diante do cenário atual. No entanto, o país sofre com uma nova onda do coronavírus, provocando o fechamento dos estabelecimentos comerciais novamente. Muitos FIIS vão apresentar queda em suas ações, gerando uma procura maior por eles. 

Setores mais afetados

Muitos escritórios corporativos implementaram o home office e podem seguir essa tendência pela oportunidade de redução de custos. Os restaurantes passaram a operam no modelo delivery, que podem agregar receita após a reabertura física. Os shoppings foram os mais afetados, o que causa uma maior resistência na recuperação de cotas dos fundos desse segmento. 

Todos esses imóveis são ocupados por empresa que refletem diretamente no mercado imobiliário. A longo prazo, os fundos de escritório e de shopping podem ser afetados negativamente. O ponto positivo foram os fundos de galpões logísticos que se beneficiaram pelo crescimento das compras virtuais. 

Para cada tipo de fundo imobiliário, as mudanças podem ser menores ou maiores, mas todos tiveram redução de rendimentos a curto prazo devido à concessão de descontos, proteção ao caixa, não pagamento de taxas administrativas etc. 

Felizmente, todos esses impactos são temporários. E como visto, em toda crise econômica surgem boas oportunidades. Mas é importante não ignorar os ricos que cada aplicação tem. Todos os fundos, inclusive os imobiliários, sofrem exposição da política monetária brasileira. É fundamental, observar o mercado e os possíveis riscos e projetar os cenários. 

Está claro que os shoppings, escolas e universidades ainda vão sofrer um pouco no curto prazo com essa pandemia. Mas aos poucos, eles vão retomar o fluxo anterior. O importante é manter o equilíbrio e calma e encontrar alternativas para reduzir os riscos. Uma delas é a diversificação da carteira.

Fundos imobiliários que mais pagaram dividendos em 2020

Mesmo com toda crise econômica causada pelo Covid-19 em 2020, alguns fundos imobiliários apresentaram crescimento contínuo, tanto no pagamento de dividendos aos acionistas quanto nas cotações. 

Os dividendos são proventos gerados pelo lucro líquido das empresas. Os Dividendos Yield – DY – são a divisão os dividendos distribuídos por cada cota e o valor unitário da cota dos fundos imobiliários. Esse valor é multiplicado por 100. Dessa forma, quanto mais alto for o DY, melhor será o pagamento de dividendos. 

Há vários fatores que impactam diretamente a rentabilidade dos dividendos:

Preço de entrada – quando valor da cota aumenta, o DY reduz. 

Liquidez – quanto mais investidores negociam o fundo, maior vai ser a liquidez. 

Imóveis – é importante conhecer os imóveis que compõem o fundo imobiliário e onde eles estão localizados. Isso indica se os imóveis são valorizados ou não. 

Confira a seguir os 30 fundos imobiliários com maiores percentuais de rendimentos de dividendos – DY em 2020:

N.Fundo Imobiliário CódigoDividendo Yield (12 meses)
1GR LouveiraGRLV1136,85%
2RB Capital Renda IIRBRD1128,30%
3XP Corporate MacaéXPCM1125,92%
4CSHG Top FOF IIFOFT1117,75%
5Hedge TOP FOFIITFOF1117,56%
6Renda de EscritóriosRDES1117,39%
7XP Corporate MacaéXPCM1116,53%
8BTG Pactual Corporate OfficeBRCR1116,16%
9Hectare CEHCTR1114,93%
10Edíficio Almirante BarrosoFAMB11B14,63%
11BB ProgressivoBBF111B14,27%
12Mérito Desenvolvimento Imobiliário IMFII1114,02%
13Bradesco Carteira ImobiliáriaBCIA1113,88%
14Caixa Rio Bravo Fundo de FundosCXRI1112,65%
15Max RetailMAXR1112,47%
16RB Capital Renda IFIIP11B12,69%
17Hedge Top Fundo de fundos 3HFOF1111,87%
18SP DowntownSPTW1111,72%
19Tordesilhas EITORD1111,49%
20REC Recebíveis ImobiliáriosREC1111,77%
21Rio Bravo IFIXRBFF1110,99%
22XP PropertiXPPR1110,98%
23Habitat RecebíveisHABT1110,91%
24VBI CRICVBI1110,59%
25UBS BR OFFICERECT1110,06%
26TG Ativo Real TGAR119,88%
27Capitânia CPTS119,81%
28Barigui RendimentosBARI119,73%
29Brasil Plural Absoluto Fundo de FundosBPFF119,15%
30Maxi RendaMXRF119,12%

Esse indicativo é muito importante, mas não é o único. Há outros fatores que devem ser analisados para selecionar os melhores fundos imobiliários. 

Os melhores fundos imobiliários de 2020

O mercado dos fundos imobiliários tem menos volatilidade do que o mercado 

de ações. Por isso, durante a pandemia de 2020, a queda não foi tão brusca quanto as ações. No entanto, a recuperação do IFIX será mais lenta. 

Apesar do ano difícil, foi possível elencar os melhores fundos imobiliários de 2020. Para isso, alguns pontos são importantes de serem analisados: Dividend Yield, índices do setor e histórico da gestora. O ranking acima foi baseado apenas nos rendimentos dos dividendos – DY. 

Para elencar os melhores fundos imobiliários de 2020, foi preciso identificar o desempenho dos fundos imobiliários, conhecer a reputação da gestora dos fundos e a variação da cota. Com base nisso, conheça os melhores fundos imobiliários de 2020: 

HCTR11

Um dos maiores destaques entre os fundos de investimentos de 2020 foi o Hectare CE (HCTR11). É um fundo de recebíveis, focado no Certificado de Recebíveis Imobiliários – CRI. Os ativos desse fundo estão concentrados em sua maioria em São Paulo, equivalente a 40% do patrimônio. A rentabilidade do HCTR11 foi de + 20,12%.

CPTS11

Fundo de papel também baseado nos CRIs. Tem de administração de 1,05%.

BARI11

Outro fundo que se destacou em 2020, foi o Barigui Rendimentos (BARI11). Esse fundo também está focado nos CRIs, com 75% do seu patrimônio investido neles. A rentabilidade do BARI11 foi de + 13,49%. 

KNIP11

O Kinea índice de preços (KNIP11) tem como meta o investimento de mais 50% do seu patrimônio na compra de CRIs. O fundo tem taxa de administração de 1% e fechou o ano com Dividendo Yield mensal de 0,89%.

RECR11

Outro fundo imobiliário baseado nos CRIs. O REC Recebíveis Imobiliários (RECR11) rendeu + 13,31%.

VILG11

O fundo da Vinci Logística (VILG11) é o fundo de tijolo focado no patrimônio de galpões logísticos. Os rendimentos anuais ultrapassaram 6% mais o valor do IPCA. Sua taxa administrativa é de 0,95% e DY atual é de 0,48%.

KNRE11

O fundo Kinea II Real State é também é um fundo de tijolo com foco no patrimônio residencial e empreendimentos em desenvolvimento. O Dividend Yield atual é de 3,92%. 

BRCO11

O fundo Bresco Logística é focado no aluguel dos galpões para grandes empresas: Natura, Pão de Açúcar, BRF. Esse fundo é resistente pois boa parte desses contratos são ao longo prazo. 

GRLV11

O fundo GR Louveira é o fundo de tijolo focado em logística. Ele é formado por condomínios fechados de duração indeterminada. O DY anual foi de 36,85% e a taxa de administração é de 0,6%. 

HGRU11

O fundo CSHG Renda Urbana é um fundo tipo tijolo que divide seu patrimônio em empreendimentos urbanos comerciais e institucionais, como empresas educacionais YDUQS e Ânima, e supermercados BIG. A taxa administrativa é de 0,9% anual. 

VINO11

O Vinci Offices (VINO11) é um tipo de fundo imobiliário tijolo voltada para empreendimentos comerciais, principalmente os escritórios corporativos. A taxa de administração é de 1,2% anual e o DY atual é de 0,58%.

BCFF11

O BTG Pactual Fundo de Fundos (BCFF11) tem um portfólio bastante diversificado: hotéis, faculdades, logísticas, shopping centers, lajes corporativas, entre outros. 

XPLG11

O fundo XP Log é um fundo do tipo tijolo, com foco em empreendimentos de logística. A Dividend Yield atual é de 0,45% e a taxa administrativa é baixa 0,25% anualmente. 

Piores de 2020

Nem todos os fundos imobiliários tiveram desempenho positivo. Alguns fundos tiveram suas cotas desvalorizadas em 2020.

Continental Square Faria Lima (FLMA11): -37,03%.

Pátria Edifícios Corporativos (PATC11): -38,31%

Bradesco Carteira Imobiliária Ativa (BCIA11): -42,13%

Previsão para 2021

Os impactos causados pelo novo coronavírus direcionaram o comportamento do mercado de fundos imobiliários. No momento da crise, esses papéis foram considerados os mais seguros. Muitos imóveis físicos sofreram bastante como shoppings, hotéis e lajes corporativas. 

Para 2021, a expectativa é diferente. Com o início da vacinação, muitos analistas acreditam que o mercado dos fundos imobiliários vai melhorar ainda mais. Para os investidores mais arrojados, será um ótimo momento para adquirir cotas de fundos imobiliários de lajes corporativas e shoppings centers. 

Além disso, alguns fatores tornam os fundos imobiliários aplicações mais atrativas. Confira os principais:

  • Isenção no Imposto de Renda sobre os rendimentos mensais;
  • Taxa Selic ainda baixa, com percentual de 2,75%
  • Taxas de corretagem gratuitas;
  • Aumento da liquidez substancial desde 2019;
  • Volatilidade menor em relação aos fundos de ações;
  • Facilidade em investir no mercado imobiliário;
  • Resiliência dos fundos imobiliários durante a crise do Covid-19.

Melhores fundos imobiliários para 2021

Especialistas analisaram o mercado imobiliário e 5 fundamentos, como: liquidez, taxa de ocupação, preço de cota no último ano, Dividend Yield e P/VPA. A partir daí, foi previsto os 10 melhores FIIS para 2021:

XPLG

É o fundo imobiliário de tijolo, voltado para o setor logístico. Principais clientes: Unilever, Panasonic, Leroy Merlin, Renner e Via Varejo. Possui alta liquidez. NO IFIX, sua composição é de 3,38%. 

HGLG11

Também é um fundo imobiliário de tijolo do semento logístico. Gerenciado pela Credit Suisse, o fundo é a 4ª maior participação do IFIX e tem 14 ativos. 

KNIP11

É o fundo imobiliário de papel de recebíveis. Sua gestão é focada na compra de títulos LCI, CRI. Todos de renda fixa. Possui menos volatilidade do que outros fundos imobiliários, acompanhando a taxa de juros ao longo prazo. Não há cobrança de performance e seu DY atual é de 0,68%.

MXRF11

É o fundo imobiliário de papel do setor híbrido. O Maxi Renda tem um preço atrativo e baixo, voltado para investidores iniciantes. Além de investir em outros fundos, o MXRF11 também compra letras financeiras. 

É o fundo imobiliário de maior liquidez da bolsa de valores, com mais de 1 milhão de negociações por mês. Seu preço atual de cota é de aproximadamente 11 reais. No último ano, o Maxi Renda distribuiu rendimentos acima de 8%. 

VISC11

O Fundo Imobiliário Vinci Shopping Centers é um fundo de tijolo com maior participação em shoppings. São 15 ativos no total. Sua rentabilidade está acima do IFIX, 14,5%. O fundo retomou a cobrança integral dos aluguéis dos lojistas, por consequência, o rendimento para os cotistas aumentou. 

XPML11

O fundo imobiliário do segmento de shopping tem alta diversificação com 3 ativos imobiliários, em seis diferentes estados. O fundo tem alta liquidez e a taxa de ocupação é muito alta, acima de 95%.

HSML11

É o fundo imobiliário HSI Malls do segmento de shoppings. Possui 8 ativos e é considerado o 3º maior fundo imobiliário de shoppings do IFIX. A distribuição de rendimentos tem aumentado nos últimos meses. O HSML11 tem liquidez alta, com 91 mil negociações por dia. 

BCFF11

O fundo BTG Pactual Fundo de Fundos é um fundo de papel com mais de 10 anos de existência. Sua carteira é bastante diversificada de diferentes setores. 

HFOF11

O Hedge Top FOFII3 é um fundo imobiliário de papel e conta com uma carteira diversificada. Seu valor de mercado é superior a 2 bilhões de reais. É considerado pelos especialistas um dos fundos mais sólidos e o 3º maior fundo de papel na Bolsa de Valores. A valorização de cota ao ano é de 14,7%. 

RECT11

O REC Renda Imobiliária é um fundo híbrido de lajes corporativas. Seu destaque é ter alto dividend yield, acima de 10% ao ano. O fundo tem planos bem ousados para expandir nos próximos anos. 

Vale a pena investir nos fundos imobiliários?

Os fundos imobiliários são excelentes alternativas para investidores iniciantes que desejam diversificar sua carteira, investindo em renda variável. 

Como visto no artigo, é possível obter rendimento dos fundos imobiliários de duas formas: o recebimento de dividendos mensais sobre os aluguéis e a valorização das costas. 

No entanto, é importante analisar o cenário político e econômico, principalmente durante crises como a ocorrida em 2020. Além disso, você deve conhecer e estudar os fundos imobiliários para garantir um bom retorno financeiro. Escolher e diversificar sua carteira é a melhor maneira de criar uma reserva emergencial de dinheiro. 

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