Logo Mais Retorno
Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta sexta-feira, 11 de março

Especialistas apostam em um IPCA mais alto nos próximos dois meses por conta do efeito da guerra nos preços das commodities e dos alimentos

Data de publicação:11/03/2022 às 11:25 -
Atualizado 2 meses atrás
Compartilhe:
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter Mais Retorno
  • Telegram Mais Retorno
  • WhatsApp Mais Retorno
  • Email Mais Retorno

A Bolsa vem operando entre ganhos e perdas no pregão desta sexta-feira, 11, em alta, seguindo o ritmo das bolsas internacionais. Por aqui, os investidores acompanham as novas atualizações da guerra na Ucrânia e avaliam os dados locais de inflação de fevereiro, que vieram acima do esperado.

Às 12h14, o Ibovespa caía 0,36%, aos 113.254 pontos, e o dólar subia 0,41%, cotado a R$ 5,037.

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta sexta-feira, 11 de março
Investidores repercutem inflação elevada de fevereiro e mantêm a atenção nos desdobramentos da guerra na Ucrânia - Foto: Reprodução/Pinterest

Embora tivesse subido logo pela manhã, animada pelas bolsas internacionais, começou a pesar no mercado, a alta da inflação, alimentada pelo reajuste dos combustíveis, e a consequente perspectiva de alta dos juros.

Lá fora, o petróleo opera em baixa, com o preço da commodity tipo Brent recuando menos de 1%, negociada no patamar de US$ 108, e o tipo WTI, a US$ 105.

Inflação brasileira quase dobra em fevereiro

Além de acompanhar os desdobramentos da guerra da Rússia, o mercado absorve os dados da inflação local de fevereiro, cujo percentual de alta de 1,01% quase dobrou em relação ao mês anterior – 0,54%.

O resultado superou a mediana de 0,94% esperada pelo mercado. Além disso, registrou o maior avanço para o IPCA no mês de fevereiro desde 2015. No ano, a taxa acumulada ficou em 1,56% e em 10,54 nos últimos 12 meses.

Segundo especialistas, a inflação de fevereiro reflete a variação de preços apenas até o dia 25 de fevereiro, um dia após o início da guerra na Ucrânia. E foi esse evento que desencadeou a escalada de preços das commodities, como petróleo e minérios, além de alimentos.

Por isso, a expectativa é de uma inflação ainda mais elevada para os meses de março e abril. O reajuste nas refinarias de 24,9% no preço do óleo diesel, de 18,7% da gasolina e de 16% do gás de botijão, autorizado pela Petrobras a partir desta sexta, 11, deverá aumentar entre 0,5 e 0,6 ponto porcentual a inflação oficial do País, que, no ano, deve passar da casa de 6%, de acordo com cálculos de economistas.

O impacto deste reajuste no Índice de Preço ao Consumidor Amplo deve se concentrar neste mês e no próximo, elevando as projeções mensais de inflação, de março e abril, para algo mais próximo a 1%.

Até ontem, a aposta majoritária é de que o Copom eleve a Selic, taxa básica de juros do País, em 100 pontos-base na semana que vem, para 11,75% ao ano, mas uma dose de 125 pontos base não está descartada, assim como a curva de juros precifica chance de o ciclo de aperto se prolongar até agosto.

Juros futuros

Os juros futuros operam em alta nesta sexta-feira. Por volta das 10h20, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia a 12,12%, de 12,01% na abertura. O DI para janeiro de 2025 subia para 12,32%, de 12,21%, e o DI para janeiro de 2023 marcava 13,08%, mesmo patamar de abertura.

Guerra na Ucrânia: Putin sinaliza avanço nas negociações

Em relação à guerra na Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, indicou nesta sexta feira que houve avanços nas negociações com o país por uma solução diplomática para o conflito atualmente em curso entre os dois países.

"Há alguns desdobramentos positivos lá, como nossos negociadores me relataram", disse, durante encontro com o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, um de seus principais aliados no cenário internacional. O líder russo, entanto, não forneceu mais detalhes.

A declaração de Putin vem um dia depois de mais uma tentativa sem sucesso de entendimento de um cessar-fogo entre os dois países.

Enquanto forças russas continuavam a bombardear a cidade portuária de Mariupol, fotos de satélite mostraram que um enorme comboio que estava nos arredores da capital ucraniana se dividiu e se espalhou em cidades e florestas perto de Kiev, com peças de artilharia movidas para posições de tiro.

A condenação internacional aos bombardeios em Mariupol aumentou devido a um ataque aéreo no dia anterior que matou três pessoas em uma maternidade. Autoridades ocidentais e ucranianas classificaram o ataque como um crime de guerra.

Sobe e desce da Bolsa

Maiores altas

Magazine Luiza (MGLU3)+3,19%
CSN Mineração (CSNA3)+2,62%
Gol (GOLL4)+2,43%
Via (VIIA3)+1,83%
BTG Pactual (BPAC11)+2,13%

Maiores baixas

MRV (MRVE3)-6,41%
Méliuz (CASH3)-3,26%
Marfrig (MRFG3)-3,04%
Eztec (EZTC3)-2,40%
Natura&Co (NTCO3)-2,21%
Fonte: B3 (dados atualizados às 11h40)

Exterior

NY: mercados em alta

Nos Estados Unidos, os mercados operam em alta, com a guerra no radar e o cenário econômico no centro das atenções.

Após apresentar um índice de preços ao consumidor preocupante – que eleva a inflação para o maior patamar em 40 anos – o Senado americano aprovou o pacote de US$ 1,5 trilhão para financiar o governo federal no ano fiscal de 2022.

A conclusão se dá após meses de disputa entre democratas e republicanos para enviar ajuda rápida à Ucrânia, que receberá uma verba de US$ 13,6 bilhões.

O projeto também fornece mais de US$ 3 bilhões para a apoio a missões de operações do Comando Europeu, envio de pessoal para a região próxima à Ucrânia e apoio de inteligência.

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse que os militares do país não entrarão na Ucrânia, mas que o país enviará tropas, sistemas de defesa aérea e outros equipamentos para a Polônia e outros estados da Otan no Leste Europeu.

Índices/bolsas americanas

  • S&P 500: +0,95%
  • Dow Jones: +0,96%
  • Nasdaq 100: +0,33% (dados atualizados às 11h49)

Europa: bolsas no positivo

Seguindo os futuros americanos, as bolsas europeias também seguem no terreno positivo. Durante a manhã, vários dados econômicos de países do bloco foram divulgados. Entre eles, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da Alemanha, que subiu 5,1% em fevereiro ante 4,9%, segundo a Destatis, agência de estatísticas do país.

Na comparação mensal, o CPI da maior economia da Europa subiu 0,9% em fevereiro. Os números de hoje vieram em linha com as expectativas de analistas e confirmaram estimativas preliminares.

No Reino Unido, a produção industrial do Reino Unido subiu 0,7% em janeiro deste ano ante dezembro de 2021, segundo dados publicados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) do país. O resultado ficou bem acima da projeção dos analistas, que previam acréscimo de 0,1% na produção.

Já produção manufatureira britânica aumentou 0,8% no mesmo período. Já na comparação anual, a produção geral da indústria do Reino Unido teve alta de 2,3% em janeiro, maior do que o avanço projetado de 1,8%.

Apesar do "risco ainda maior que antes da guerra" na Ucrânia de que a inflação na zona do euro fique acima de 2% ao ano por um período extenso de tempo, o aumento do juro não virá imediatamente pois "há tempo" para realizar o aperto da política monetária, segundo avalia o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Banco Nacional da Eslováquia, Peter Kazimir.

Em texto publicado no site do BC eslovaco hoje, o dirigente garantiu que o ritmo e o período para o aperto monetário serão determinados de acordo com as condições da economia do bloco, além de indicadores acompanhados pelo BCE. "Faremos tudo o que for necessário para garantir a estabilidade da economia e dos mercados financeiros", reforçou.

Para Kazimir, a inflação causada pelo conflito no Leste Europeu deve se espalhar para outros setores e produtos se não houver um cessar-fogo em breve. "Isso representa um risco para a economia, incluindo fortes pressões sobre salários mais altos", alertou o banqueiro central, que destacou ainda o inevitável impacto de sanções à Rússia sobre a economia europeia como um todo.

Bolsas europeias/principais índices

  • Stoxx 600 (Europa): +2,04%
  • DAX (Frankfurt): + 3,31%
  • FTSE 100 (Londres): + 1,36%
  • CAC 40 (Paris): +2,40% (dados atualizados às 10h58)

Bolsas asiáticas fecham em baixa

Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, 11, em meio às incertezas da guerra na Ucrânia e temores com a persistência da inflação alta nos EUA. / com Tom Morooka e Agência Estado

Bolsas asiáticas/fechamento

  • Nikkei (Tóquio): -2,05% (25.162 pontos)
  • Hang Seng (Hong Kong): -1,61% (20.553 pontos)
  • Kospi (Seul): -0,71% (2.661 pontos)
  • Taiex (Taiwan): -0,97% (17.264 pontos)
  • Xangai Composto (China continental): +0,41% (3.309 pontos)
  • Shenzhen Composto (China continental): +0,56% (2.173 pontos)
  • S&P/ASX 200 (Sydney): -0,94% (7.063 pontos)
Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.