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Mercado Financeiro

Conheça 10 ações de empresas estrangeiras que podem ser bons presentes de Natal

Entre as sugestões estão recibos ligados a empresas internacionais do setor financeiro, comunicação, bens de consumo e tecnologia

Data de publicação:15/12/2021 às 07:00 -
Atualizado 7 meses atrás
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Estamos às vésperas do Natal e muita gente ainda não sabe o que comprar de presente para a família e amigos. Ativos financeiros ligados ao mercado internacional também podem ser uma boa pedida para fazer bonito e aumentar os investimentos do presenteado. Uma opção são ações de empresas estrangeiras, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Os queridinhos dos investidores em 2021.

Esses ativos se popularizaram rapidamente no mercado. BDRs são valores mobiliários emitidos no Brasil que possuem como lastro ativos internacionais. Além de ser um agrado diferente, pode fazer presença no bolso do investidor que mira no médio e longo prazo. Isso porque, além de representarem empresas com forte capacidade de caixa, ainda pegam carona da valorização do dólar frente ao real.

10 BDRs interessantes que podem ser bons presentes de Natal
BDRs podem ser boas opções de presente para quem ainda não sabe o que comprar no Natal - Foto: Envato

Por que as ações de empresas estrangeiras são um bom presente

O BDR ganhou relevância esse ano com o interesse cada vez maior dos brasileiros em fazer investimentos lá fora, seja por conta da desvalorização do real, pelo cenário fiscal e político cheio de incertezas, ou simplesmente como diversificação da carteira.

Segundo dados da B3, o número de investidores em BDRs atingiu 475 mil em novembro deste ano, um salto gigantesco nos últimos dois anos, quando a Bolsa não tinha nem 3 mil. E em termos de ativos, já existem mais de 820 à disposição do mercado.

Em outubro do ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou o acesso ao produto a pequenos investidores, tanto para negociar os recibos como também os ETFs (Exchange Traded Funds) de fora.

Esse tipo de ativo é considerado o caminho mais simples para acessar o mercado financeiro externo. Permite acesso a grandes multinacionais listadas em bolsas lá fora, por meio da Bolsa brasileira e com investimento feito em moeda local.

 Vantagens das ações de empresas estrangeiras

  • Simplicidade, já que não é necessário abrir conta em uma corretora americana;
  • Pode investir com taxa 0 de corretagem - muitas corretoras no Brasil já oferecem essa possibilidade;
  • Operações feitas em reais; 
  • Não tem spread cambial;
  • Ganhos obtidos tanto na valorização do ativo quanto no câmbio;
  • Não tem IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Desvantagens do investimento no exterior via BDRs

  • A compra não é de ações diretamente da empresa;
  • Há uma quantidade limitada de empresas disponíveis;
  • Dinheiro se mantém no Brasil;
  • É preciso intermediários para investir;
  • Incidência de 15% de Imposto de Renda sobre o lucro;
  • Retenção de até 5% nos dividendos.

Quais ações de empresas estrangeiras são uma boa pedida?

A XP conta com 10 BDRs em sua carteira atrelados a ações internacionais de empresas ligadas a diversos setores, como financeiro, bens de consumo, comunicação, tecnologia e consumo discricionário.

Segundo a casa de investimentos, “a carteira busca obter retornos superiores, com complementariedade setorial e mais concentrada que o MSCI All Country World Index, índice de ações globais”.

CompanhiaTickerSetorPreço-alvoUpside
Berkshire HathawayBERK34FinanceiroR$ 9520,5%
WalmartWALM34Bens de consumoR$ 6022,7%
Coca-ColaCOCA34Bens de consumo R$ 6119,9%
DisneyDISB34ComunicaçãoR$ 7538,3%
GoogleGOGL34Comunicação R$ 12718,1%
Mercado LivreMELI34Consumo discricionárioR$ 9887,1%
MicrosoftMSFT34TecnologiaR$ 8610,0%
NikeNIKE34Consumo discricionário R$ 1027,2%
TSMCTSMC34Tecnologia R$ 10724,3%
VisaVISA34Tecnologia R$ 7944,4%
Fontes: Bloomberg e XP Research


Saiba mais sobre as ações de empresas estrangeiras recomendadas

De varejistas, a alimentos, passando tecnologia, conheça as empresas que dão lastro aos investimentos.

Berkshire Hathaway (BERK34)

Dirigida pelo investidor bilionário Warren Buffet, a empresa é uma das mais procuradas pelo investidor que tem visão de longo prazo, segundo a XP. A holding tem participação em companhias de vários segmentos – de joalherias a refrigerantes.

De acordo com os especialistas, vários fatores atraem investidores para a companhia, como o compromisso de Buffet com um alto nível de governança corporativa, o histórico de sucesso dos investimentos da holding em empresas sólidas – o investimento mais recente foi feito na Apple e o forte alinhamento de interesses entre a administração e os acionistas.

Walmart (WALM34)

Focada na estratégia de oferecer produtos a preços baixos, a varejista possui forte presença global com operações em 26 países.

“Buscando expansão de sua presença online – ficando atrás apenas da Amazon - a companhia não hesita em fazer aquisições ou parcerias para aumentar sua pegada digital, sendo as mais recentes a parceria com a Shopify”, avalia a XP.

Coca-cola (COCA34)

Maior produtora, distribuidora e comercializadora de refrigerantes do mundo, a empresa tem seus produtos consumidos em mais de 200 países ao redor do globo.

Para os analistas, a companhia deve se beneficiar da recuperação do consumo no pós-pandemia, bem como das melhorias que implementou nos últimos anos em seu portfólio de produtos.

A XP acredita que a empresa de entretenimento possui vantagens competitivas de longo prazo. “O poder da marca, combinado com a produção de animações em um mundo onde as pessoas consomem cada vez mais conteúdo digital, é a fórmula para a companhia gerar valor e lucro no longo prazo”.

Google (GOGL34)

Subsidiária da Alphabet, a empresa possui 86% do mercado global de ferramentas de pesquisa e 75% do mercado de compartilhamento de vídeos, por meio da plataforma YouTube. Além disso, 75% dos aparelhos móveis do planeta possuem o sistema Android instalado.

“A Alphabet é um depósito de dados que são convertidos em anúncios direcionados em suas plataformas, gerando 85% do faturamento da empresa. Os outros 14% são compostos por serviços (Google Play) e nuvem (Google Cloud) e o 1% são os Moonshots, ou seja, negócios em estágio inicial, mas com potencial revolucionário”, reforça a casa.

Entre as apostas estão a expansão do YouTube, de soluções de inteligência artificial, direção autônoma e tecnologia ligada à saúde.

Mercado Livre (MELI34)

Dona do maior e-commerce da América Latina, a companhia argentina está presente em 18 países e é a segunda maior empresa do continente sul-americano, atrás apenas da Vale.

Além de ter dobrado o seu faturamento no ano passado, ante 2019, a empresa fechou o período com 133 milhões de usuários, um aumento de 78%, principalmente pela adesão em massa do mercado latino-americano ao e-commerce. “Ao investir na empresa, a carteira passa a ter exposição a diversos países do continente, uma vez que a Argentina e o México são responsáveis por 25% e 15% do faturamento da companhia”, aponta a equipe de Research.

Microsoft (MSFT34)

Líder absoluta no mercado global de sistemas operacionais, a Microsoft atingiu o feito de ter o Windows instalado em 75% dos computadores pessoais do planeta. Seu faturamento está diluído em três segmentos: computação pessoal produtividade e processos e computação em nuvem. Cerca de 50% de suas receitas são provenientes de mercados de fora dos Estados Unidos.

Segundo a XP, as apostas de crescimento estão relacionadas à expansão do trabalho remoto – crescimento do Office 365 – da computação e games em nuvem e das plataformas sociais, incluindo o LinkedIn.

Nike (NIKE34)

Mais de 90% das receitas da companhia provêm da venda de calçados – marcas Nike e Converse - e roupas, com quase 60% das vendas concentradas fora da América do Norte.

“Uma marca forte combinada com uma estratégia disruptiva de vendas digitais sustentam o crescimento da empresa. Olhando para frente, o destaque é para as vendas online, o que deve impulsionar as margens”.

TSMC (TSMC34)

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company possui a maior capacidade de produção de semicondutores do planeta e detém cerca de 50% do mercado global. A companhia fornece para clientes de alto padrão de tecnologia, como Apple, AMD, Nvidia e Intel.

“Olhando para frente, o setor automotivo (5% das receitas) deve prover uma longa avenida de crescimento com a eletrificação dos veículos, bem como os temas estruturais da expansão do 5G, computação em nuvem e inteligência artificial”, aponta a XP.

Visa (VISA34)

Inserida no centro da revolução da transição do papel-moeda para o dinheiro digital, a empresa está presente em mais de 200 países, com 3,3 bilhões de cartões ativos conectando consumidores ao redor do mundo.

Os analistas da casa de investimentos apostam no crescimento da companhia por meio de parcerias com produtoras de aparelhos móveis e acessórios que integram os meios de pagamentos, integração com veículos e “aumento das transações sem papel-moeda em ecossistemas cada vez mais digitais e eficientes”.

Como investir em BDRs?

Para investir em BDR basta acessar o site ou aplicativo da sua corretora de valores brasileira (ou abrir uma conta em uma corretora de valores) e comprar os ativos, como se fosse adquirir ações de empresas no Brasil.

Tipos de BDRs

Os BDRs podem ser divididos em dois tipos: BDR patrocinado e BDR não patrocinado. 

O BDR patrocinado é minoria na Bolsa, sendo aqueles recibos emitidos pela própria empresa estrangeira que demonstra interesse em distribuir suas ações em um determinado país. Ele pode se enquadrar em outros três subgrupos divididos por níveis:

  • Nível 1: a empresa não precisa de registro na CVM e os papéis só podem ser negociados em determinados ambientes. Há uma limitação de 50 investidores.
  • Nível 2: há a necessidade de registro na CVM, além de ser permitida a negociação no pregão da B3. No entanto, só poderá receber ofertas públicas de “esforços restritos”.
  • Nível 3: os BDRs deste nível também exigem o registro na CVM e podem ser negociados no pregão da B3. Estes podem receber ofertas públicas bem amplas, desde que haja o registro na comissão. 

Os BDRs não patrocinados são todos os outros recibos que não são emitidos pela empresa de origem mas, sim, pela empresa depositária – a corretora de valores. 

Neste caso, a empresa compra as ações americanas e emite os recibos que representarão aqueles ativos na sua carteira. Lembrando que mesmo o BDR não sendo a ação em si, sua valorização é correspondente e fiel às ações originais. 

Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.