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O presidente da Berkshire Hathaway, Warren Buffet, reposicionou sua carteira de investimentos durante o primeiro trimestre de 2021. Enquanto o mercado se empolgava com recordes de pontuação dos índices americanos, o megainvestidor vendeu 13 ativos e comprou 5.

Warren Buffet entra para time dos US$ 100 bi
Conhecido como maior investidor de todos os tempos, vendeu suas posições na empresa brasileira Stone

Parte dos ativos dos quais se desfez são papéis da brasileira de software de pagamentos Stone, que rendeu lucros significativos a Buffet desde outubro de 2018. No ano passado, a empresa, listada na Nasdaq, mais que dobrou seu valor de mercado em meio à pandemia do novo coronavírus. O isolamento social favoreceu negócios associados ao ecossistema de comércio eletrônico em todo o mundo. Em 2021, no entanto, a companhia acumula queda de quase 30%, devido ao temor em relação à alta das taxas de juros

Buffet reduziu ou liquidou participações nos setores financeiro, farmacêutico e de energia. Iniciou apenas uma nova posição, no segmento de seguros, um de seus favoritos e reforçou investimentos antigos em supermercados e telecomunicações.

Ele vendeu mais da metade da participação em uma empresa cujas ações havia comprado no último trimestre de 2020. O movimento causou surpresa em investidores, já que Buffet é conhecido pela metodologia de investimentos de longo prazo. 

Nos Estados Unidos, investidores com mais de U$ 100 milhões aplicados precisam prestar contas à Comissão de Valores Mobiliários do país sobre suas transações no mercado acionário a cada três meses. Assim, os investidores podem saber o que algumas das personalidades mais ricas do planeta têm feito com suas fortunas. Nem todas as escolhas foram necessariamente feitas por Buffet, que pode ter delegado parte da gestão de ativos a executivos de sua confiança, como Ted Weschler e Todd Combs.  

Ações vendidas

U.S. Bancorp

O U.S. Bancorp é o quinto maior banco dos Estados Unidos em ativos e um dos investimentos mais antigos do portfólio da Berkshire Hathaway, que tem participação na instituição financeira desde o primeiro trimestre de 2006. 

Bristol Myers Squibb

Depois de iniciar participação de quase 33,4 milhões de ações da gigante do segmento farmacêutico no segundo semestre de 2020, Buffet reduziu sua posição. Vendeu 2,3 milhões de papéis da companhia no primeiro trimestre de 2021. 

GM

Com ações da quarta maior montadora de automóveis dos Estados Unidos desde 2012, Buffet aumentou sua participação na companhia em 2018, em 2019 e no terceiro trimestre de 2020. No último trimestre do ano passado e no primeiro de 2021, reduziu a posição em 7,5 milhões e 9 milhões de ações, respectivamente.

AbbVie

Buffett comprou a AbbVie no terceiro trimestre de 2020 como parte de uma aposta na indústria farmacêutica e aumentou a participação no quarto. Entre janeiro e março de 2021, reverteu o curso com venda de 2,7 milhões de ações.

Sirius XM Holdings

A Sirius XM Holdings é uma das várias apostas da Berkshire em empresas de comunicação e mídia incentivadas pelo negociador bilionário John Malone. A empresa de mídia atinge cerca de 100 milhões de ouvintes por meio de seu negócio principal de rádio por satélite e do Pandora, que adquiriu em 2018. A holding de Buffet vendeu 6,3 milhões de ações no primeiro trimestre de 2021. 

Stone

A empresa de software de pagamentos brasileira fazia parte do portfólio de Buffet desde 2018, mas a queda acumulada de quase 30% em 2021 fez com que o investidor pisasse no freio e se desfizesse de sua posição na empresa. 

Merck

Buffet comprou ações da Merck, gigante farmacêutica, pela primeira vez por Buffet no terceiro e quarto trimestres de 2020, mas se desfez de 10,8 milhões dos papéis no início de 2021. 

Axalta Coating Systems

A Axalta Coating Systems, que fabrica revestimentos e tintas industriais para fachadas de edifícios, dutos e carros, entrou no portfólio de Buffett em 2015, quando a Berkshire Hathaway comprou 20 milhões de ações. 

A redução da posição se deveu ao mal desempenho da companhia, que performou bem abaixo do S&P 500. 

Chevron

Depois de ganhar o posto de uma das maiores participantes no patrimônio da Chevron, a Berkshire reduz suas posições na companhia desde o terceiro trimestre de 2021. 

Liberty Global Class A

Outra aposta de John Malone no setor de comunicação e mídia, a Liberty Global faz parte da lista de vendas de Buffet. A Berkshire agora possui apenas 1,9% das ações da companhia em circulação, ante 4,5% no final de 2020.

Wells Fargo

No portfólio da Berkshire desde 2001, a Wells Fargo era uma das ações favoritas de Warren Buffett, que praticamente liquidou sua posição na companhia. O banco enfrenta escândalo de abertura de milhões de contas falsas, modificação de hipotecas sem autorização e cobrança indevidas de seguros de automóveis. 

Buffett vendeu as ações da Wells Fargo em vários trimestres desde o início de 2018.

Synchrony Financial

A Berkshire iniciou uma posição Synchrony, um grande emissor de cartões de cobrança para varejistas, durante o segundo trimestre de 2017. Desde então, entregou um retorno total de 75%, acima do S&P 500, e Buffet decidiu realizar o lucro.

Suncor Energy

A Berkshire entrou pela primeira vez na Suncor Energy, gigante de energia integrada cujas operações abrangem desenvolvimentos em areias petrolíferas, produção offshore de petróleo, biocombustíveis e até energia eólica, no fim de 2018. Depois de seguidas vendas, Buffett abandonou sua posição restante de quase 14 milhões de ações no primeiro trimestre de 2021.

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