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Economia

Termina reunião de Análise de Mercado do Copom

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, e os diretores da instituição participam ainda hoje da reunião de Análise de Conjuntura

Data de publicação:15/03/2022 às 14:00 -
Atualizado 2 meses atrás
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Terminou às 12h45 (horário de Brasília) a reunião de Análise de Mercado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A sessão havia começado às 9h46.

Na tarde desta terça-feira, 15, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e os diretores da instituição ainda participam da reunião de Análise de Conjuntura, também no âmbito do Copom.

Termina reunião de Análise de Mercado do Copom
Roberto Campos Neto participou da reunião de Análise do Mercado que ocorreu durante a manhã desta terça-feira, 15 - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Na quarta-feira, 16, eles têm mais uma rodada de discussões antes de indicarem o novo patamar da Selic, taxa básica de juros do País, atualmente em 10,75% ao ano.

No Copom de fevereiro, após elevar a Selic em 1,50 ponto porcentual, o BC indicou a intenção de reduzir o ritmo de alta dos juros básicos.

Mas a reviravolta causada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, com impacto nos preços de commodities, tem levado à disparada das estimativas de inflação em 2022 e respingado em 2023, foco principal da política monetária, que vem se afastando do centro da meta (3,25%).

Revisão de estimativas

Em pesquisa feita pela Agência Estado, 44 de 53 instituições do mercado financeiro esperam alta de 1,00 ponto porcentual, para 11,75% ao ano. Oito apostam em aumentos maiores, seis de 1,25 ponto, a 12,00%, e dois de 1,50 ponto, a 12,25%, enquanto um estimativa aponta para elevação de 0,75 ponto porcentual, a 11,00%.

Mas nesta terça-feira, instituições como Citibank e Terra Investimentos passaram a prever aumento de 1,25 ponto. No mercado de juros futuros, as apostas embutidas na curva estão divididas entre avanço de 1,00 e 1,25 ponto porcentual.

Juros básico no maior patamar desde 2017

Caso a alta de 1,00 p.p, para 11,75% ao ano, seja confirmada, os juros básicos atingirão o maior patamar desde abril de 2017, quando a taxa estava em 12,25%. Será a nona alta consecutiva neste ciclo de alta de juros, que começou em março de 2021, com a Selic na mínima histórica de 2%, acumulando 9,75 pontos de ajuste.

A última vez que houve nove aumentos seguidos (completando um ano de aperto) foi entre abril de 2013 e abril 2014, mas, naquela época, o avanço foi mais modesto - de 7,25% para 11,00%, ou 3,75 pontos porcentuais - em meio à campanha de reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff. Já o choque de juros deste ciclo já é o maior desde 1999, quando em meio à crise cambial, o BC aumentou a Selic em 20 pontos porcentuais de uma vez só.

O Copom se reúne esta semana com dois desfalques. Os indicados para as diretorias de Política Econômica, Diogo Guillen, e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, Renato Dias Gomes, ainda não foram sabatinados pelo Senado./ com Agência Estado

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