Última modificação em 9 de abril de 2021

Quem é Roberto Campos Neto?

O economista Roberto Campos Neto é um nome de grande destaque no mercado financeiro e é o atual presidente do Banco Central (em referência a 2021). Defende a autonomia da instituição para garantir a separação entre o ciclo político e ciclo de política monetária.

Segundo o economista, a política monetária exige um horizonte de longo prazo para evitar perdas financeiras causadas pela inflação e pela desvalorização da moeda no mercado internacional. Já o ciclo político possui um horizonte de prazo mais curto. Essas facetas, portanto, não devem se misturar.

Roberto Campos Neto entrou na administração pública seguindo os passos do avô, o também economista Roberto Campos, que promoveu reformas econômicas significativas na esfera federal, estadual e municipal e foi um dos idealizadores da criação de um Banco Central do Brasil.

Trajetória profissional de Roberto Campos Neto

Roberto Campos Neto nasceu em 28 de junho de 1969 na cidade do Rio de Janeiro. Após concluir o ensino médio, se mudou para a cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, onde cursou Economia na Universidade da Califórnia.

Concluiu o mestrado na mesma instituição, pois pretendia seguir a carreira acadêmica. No entanto, em 1986 decidiu voltar ao Brasil, onde assumiu a função de trader no Banco Bozano Simonsen, onde realizava operações de juros e moedas.

Na mesma instituição, trabalhou com renda fixa internacional e como operador de dívida externa. Quando o banco foi comprado pelo Santander, Roberto Campos Neto assumiu a tesouraria global das Américas e se tornou membro do conselho executivo da instituição.

Em 2004, saiu do Santander para assumir a gestão de portfólio da Claritas Investimentos, onde ficou até 2006.

No final desse mesmo ano, Roberto Campos Neto aceitou o convite para assumir um cargo executivo no Santander. Permaneceu por 12 anos na instituição, onde passou a atuar como diretor de contas. Nesse mesmo período resolveu incrementar o seu currículo, assim, em 2018 concluiu o curso de inovação em negócios na Singularity University, da Califórnia.

No início de 2018, recebeu o convite para assumir o Banco Central. A frente da instituição, passou defender a sua autonomia e deu continuidade a política de incentivo à concorrência iniciada por Ilan Goldfajn, que o antecedeu no cargo.

Roberto Campos Neto é reconhecido como um liberal e esse pensamento é defendido na sua administração à frente do Banco Central. Já no discurso de pose ressaltou que a instituição deve permitir que iniciativa privada atue mais livremente – política que, segundo ele, ajudaria o mercado de capitais a se tornar mais relevante.

Além disso, segundo Roberto Campos Neto o BC deve focar no desenvolvimento nacional do país e não mudar a sua política de acordo com o cenário político.

A frente do BC, o economista conseguiu reduzir a taxa Selic de 6,5% para 2% ao ano, o menor patamar da história. Essa queda expressiva foi acompanhada redução da inflação – segundo o boletim Focus do Banco Central, em 2020 a inflação medida pelo IPCA deve ficar em 3,25%.

O economista também atua para implantar tecnologias inclusivas no sistema bancário para reduzir custos operacionais e aumentar a concorrência do setor. Não por acaso o país implementou o PIX, meio de pagamento eletrônico instantâneo, durante a sua gestão a frente do BC.

Vale observar que em 2020, o cenário global mudou radicalmente devido à pandemia do novo coronavírus, que impactou fortemente a economia e a situação fiscal do país.

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