Economia

Apesar da relativa estabilidade da bolsa de valores, algumas ações viveram um dia de oscilações expressivas. Saiba quais as ações que mais subiram e as que mais caíram no pregão de hoje e também as razões que levaram a esse resultado.

“A baixa volatilidade da bolsa de valores no pregão de hoje não expressa o que ocorreu com vários papeis de diferentes setores”, comenta o analista Gustavo Akamine, da Constância Investimentos. 

Mercado financeiro nesta segunda-feira 15.03
Maior alta foi da Gol, de 5,68%, e a maior queda, da CSN, de 4,76%

A expectativa com a reunião do Copom, marcada para quarta-feira, deu o tom aos negócios no mercado financeiro na abertura da semana. Em compasso de espera com a decisão sobre a Selic, a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, seguiu uma trajetória hesitante pela manhã. 

A direção à alta foi traçada no início da tarde, após a abertura das bolsas americanas. A B3 fechou o pregão com valorização de 0,6%, em 114.850,74 pontos, nesta segunda-feira, 15.

As bolsas americanas seguiram o caminho de relativa estabilidade. Como aqui, nos EUA quarta-feira é dia importante para a política monetária. É quando o FOMC, o Copom de lá, se reúne para decidir sobre os juros.

Nesse dia haverá também o pronunciamento do presidente do Fed (Federal Reserve, banco central americano), Jerome Powell. A expectativa é que sua fala dê pistas ou sinalização sobre perspectivas de crescimento econômico, inflação e juros nos EUA.

As cinco ações que mais subiram

Duas das ações que mais subiram no pregão desta segunda-feira são de empresas do setor aéreo: Gol e Azul. Os motivos da valorização, contudo, são distintos.

O papel da Gol (Goll4) subiu 5,68%, pela perspectiva de aquisição da Smiles. Analistas veem vantagem da Gol no negócio pelo atual patamar de preço da Smiles.

Os papeis da empresa que administra o programa de milhagem recuaram 2,45%. A assembleia que decidiria o negócio foi adiada, por falta de quórum dos acionistas minoritários da Smiles.

As ações de outra aérea, a Azul (Azul4) avançaram 4,16%, sem motivo aparentemente claro. Parte dos analistas atribui o avanço à forte valorização dos papeis das companhias aéreas no exterior, sobretudo nos EUA, pela expectativa de aumento de voos.

A terceira maior alta foi Tots3. As ações da empresa de software subiram 3,83%. O desempenho foi visto como uma recuperação das recentes quedas, uma reação negativa de investidores à compra da RD Station.

Via Varejo (VVAR3) ocupou a quarta posição dentre as ações que mais subiram no dia. A ação fechou com valorização de 3,73%. Existe uma expectativa positiva com o setor de comércio varejista, com o auxílio emergencial e melhora da economia.

Fecharam a coluna das maiores altas, as ações da Gerdau (GGBR4). O papel da maior produtora brasileira de aço valorizou-se 3,60%, nesta segunda-feira, dia 15.

As cinco ações com maior queda

A lista das maiores baixas desta segunda-feira, 15, foi encabeçada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), que caiu 4,76%. A expectativa de que a China venha a restringir mais produção de aço está afetando as exportadoras de minério de ferro. Na semana passada, as ações de Vale tiveram baque com a desativação de um polo produtor de aço chinês.

As ações de Magazine Luiza (Mglu3), a segunda maior baixa, perdeu 3,46%, influenciadas pela troca de posições entre investidores. Operações que, segundo analistas, envolvem lotes de grandes volumes.

A terceira maior queda, de 2,78%, foram dos papeis da B3 (B3SA3). Para analistas, investidores poderiam estar se desfazendo das ações temendo uma redução de negócios na bolsa. O motivo seria a crise sanitária, a instabilidade política e a insegurança fiscal, dentre outros fatores de incertezas no cenário doméstico.

A quarta ação que mais caiu, com baixa de 2,58%, foi a IRB Brasil (IRBR3), maior empresa resseguradora do País. Analistas não identificaram motivo ou motivos mais convincentes para o dia negativo da empresa.

Fecham a coluna das cinco maiores baixas as ações da Klabin. O papel (KLBN11) da exportadora de papel e celulose recuou 2,44%. A queda foi associada pelos analistas às incertezas com a trajetória do dólar. 

As vendas teriam sido uma reação de Investidores que temem uma ação mais forte do Banco Central no câmbio. Queda do dólar, com valorização do real, afetaria o desempenho das companhias exportadoras.

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Colaborador do Portal Mais Retorno.

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