Economia

O Ibovespa deve subir até o final do ano, e acima dos atuais 114 mil pontos. No entanto, é pouco provável que tenha fôlego e consiga superar os 130 mil pontos. O dólar deve orbitar entre R$ 5,30 e R$ 5,60, e a Selic deve ficar acima dos 3,5% ao ano.

Essas são algumas das principais conclusões trazidas pela pesquisa feita pelo Bank of America, com 25 gestores de recursos que são responsáveis por administrar US$ 86 bilhões, entre os dias 8 e 12 de março.

A principal preocupação dos investidores está relacionada com a falta de controle da pandemia no País. A disseminação rápida de variantes do coronavírus, o forte crescimento de casos e mortes e a lentidão com a vacinação, tudo isso deve levar a novas restrições de circulação de pessoas. Portanto, a economia deve passar por novos períodos de retração afetando os resultados das empresas.

Expectativa cai com IBovespa

Daí a revisão para baixo dos ativos brasileiros pelos estrangeiros. Apenas 20% dos entrevistados acreditam que o Índice Bovespa consiga superar a marca de 130 mil pontos no final de 2021. Na pesquisa anterior, 52% dos investidores contavam com esse avanço do Ibovespa.

A maior parte dos participantes da pesquisa, mais de 30%, acredita que a Bolsa fique entre 120 e 130 mil pontos em dezembro deste ano. Na pesquisa anterior, 20% dos gestores apostavam nesse comportamento.

Acompanhe as expectativas dos gestores de investimentos para o Ibovespa no fim deste ano.

A maior aposta é que a Bolsa fique entre 120 e 130 mil pontos no fim de 2021

Em relação ao dólar, a expectativa revelada, de 40% dos pesquisados no mesmo levantamento, é a de que a moeda chegue no fim de 2021 cotada entre R$ 5,30 e R$ 5,60. Na pesquisa anterior, a maior aposta era a de que o preço da moeda ficasse entre R$ 4,81 e R$ 5,10.

Pelas projeções dos investidores, a Selic deve fechar o ano acima dos 3,50%. Cerca de 60% dos entrevistados esperam por isso. Veja no gráfico abaixo.

Embora em cenário mais deteriorado, e a permanente preocupação com as contas públicas do País, a maioria dos gestores, cerca de 80%, acredita que não haverá um estouro do déficit público, mas somente “um gasto adicional” moderado. E os estrangeiros também não acreditam que o País venha a ser rebaixado no risco de crédito.

México e Chile são destaques positivos

Ao mesmo tempo, na América Latina, os olhares dos gestores se voltam para México e Chile com boas perspectivas.

Mais de 50% dos entrevistados consideram que o Chile conta com boas oportunidades de investimentos. E o México se destaca pela expectativa de valorização de seu mercado acionário superior à de outros países da região.

A mudança de percepção é decorrente do rápido processo de vacinação e da melhoria das condições de crescimento e fiscais desses países.

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Editora do Portal Mais Retorno.

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