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Economia

Risco de recessão cria problemas a Biden, que deve intensificar agenda doméstica

Esforços do Fed para desacelerar a inflação aumentam a possibilidade de aumento do desemprego e crescimento mais lento para os EUA

Data de publicação:23/05/2022 às 10:30 -
Atualizado um mês atrás
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Os esforços do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) desacelerar a inflação estão aumentando a possibilidade de aumento do desemprego, crescimento mais lento e até recessão, perspectivas que podem criar novas dores de cabeça para o governo Joe Biden.

Biden
Risco de recessão traz problemas para Joe Biden, que deve intensificar medidas monetárias domésticas - Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos e seus conselheiros já estão tendo de lidar com a mais alta inflação em quatro décadas, além de oscilação na confiança do consumidor e adversidades decorrentes da guerra entre Rússia e Ucrânia.

No entanto, eles sustentam que a economia está bem-posicionada para enfrentar os desafios, apontando para fatores como um mercado de trabalho forte e o desemprego próximo do mais baixo nível em 50 anos.

Economia em recuperação

"Nossa economia está em uma transição do que tem sido a recuperação mais forte da história americana moderna para o que pode ser um período de crescimento mais estável e resiliente que funciona melhor para as famílias".

Brian Deese, diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, em entrevista à CNN, no domingo, 22

A equipe tenta implementar uma estratégia que busca melhorar a visão dos americanos sobre a economia.

Uma das propostas é aumentar as viagens domésticas de Biden para divulgar os pontos positivos econômicos e os esforços do governo na redução dos preços ao consumidor.

Também está sendo desenhado um contraste mais forte entre sua agenda de política econômica e a dos republicanos.

Alta de 0,50 na taxa de juros

Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell disse na semana passada que há amplo apoio entre os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) por um novo aumento de 50 pontos-base do juro na reunião do mês que vem.

Segundo ele, o BC americano entende que este momento requer foco em levar a inflação de volta à meta de 2% ao ano, e o Fed vai continuar apertando sua política monetária até ver sinais claros de arrefecimento dos preços. / com Agência Estado

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