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Economia

Indicado ao Fed vê inflação ‘muitíssimo elevada’ e se compromete a contê-la

Presidente da distrital da autoridade monetária do Kansas sinalizou se sentir ‘confortável’ com aumentos de juros de 50 pontos-base

Data de publicação:19/05/2022 às 15:38 -
Atualizado um mês atrás
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Indicado para o conselho do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Michael Barr afirmou que a inflação está "muitíssimo elevada" nos Estados Unidos, afetando as pessoas pelo país.

Caso seja confirmado, Barr disse estar "fortemente comprometido a levar a inflação de volta à meta do Federal Reserve, consistente com o mandato dual de máximo emprego e estabilidade de preços" da instituição.

Fed
Candidato ao conselho do Fed se compromete a conter a inflação, considerada 'altíssima' - Foto: Reprodução

As declarações foram feitas durante audiência na véspera para apreciação do nome do candidato ao conselho da autoridade monetária no Comitê Bancário, de Moradia e Questões Urbanas do Senado. O nome de Barr deve ainda ser votado pelo pleno do Senado norte-americano.

Ele foi indicado pelo presidente dos EUA, Joe Biden, a ser vice-presidente para supervisão do Fed e disse que, caso seja confirmado, trabalhará para garantir a robustez do sistema financeiro norte-americano, que propicie a inovação com "regras claras" e operando de modo justo.

Ciclo monetário agressivo

A presidente da distrital do Fed em Kansas City, Esther George, disse nesta quinta-feira, 19, que se sente "confortável", no momento, com aumentos de juros de 50 pontos-base.

"Precisaríamos ver algo muito diferente para apoiar altas de juros maiores", disse George, ao ser perguntada sobre a hipótese de ajustes de 75 pontos-base, em entrevista à emissora americana CNBC.

Esther George, que tem direito a voto nas reuniões de política monetária do Fed este ano, comentou também que a inflação nos EUA está muito alta e que elevações de juros são necessárias.

Ela demonstrou confiança de que o Fed será bem-sucedido no combate à inflação, mas ressaltou que é difícil saber o quanto mais será preciso apertar a política monetária.

Disse ainda que o Fed não sabe o que seria uma taxa de juros neutra. "Não tenho certeza se escolher um número em torno de neutro tem valor na definição de juros", ponderou ela. "É melhor ver os efeitos da política monetária", acrescentou. / com Agência Estado

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