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Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta quarta-feira, 9 de fevereiro

Mercado digere balanço trimestral abaixo do esperado apresentado pelo Bradesco

Data de publicação:09/02/2022 às 11:13 -
Atualizado 3 meses atrás
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A Bolsa opera com volatilidade nesta quarta-feira, 9. Enquanto do lado positivo, o Ibovespa é puxado pela alta de mais de 2% nas ações da Petrobras, refletindo o dia positivo para o petróleo lá fora, do outro, a forte queda das ações dos dos grandes bancos limitam o avanço do principal indicador da B3, com a divulgação do balanço trimestral do Bradesco com lucro abaixo das expectativas.

Enquanto as ações do gigante financeiro caem mais de 7%, os papéis do Itaú e Santander seguem na mesma esteira, com recuo de mais de 3% e 2%, respectivamente. Às 14h47, o Ibovespa subia 0,63% e testava os 113 mil pontos – 112.936. Já o dólar caía 0,41%, cotado a 5,239.

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta quarta-feira, 9 de fevereiro
Inflação de janeiro em linha com o esperado e vendas do varejo trazem bom humor ao mercado nesta quarta-feira, 9 - Foto: Envato

Durante a manhã, o IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação do país, subiu 0,54% em janeiro, 0,19 ponto porcentual acima do indicador do mês anterior – 0,73%. O número veio praticamente em linha com a mediana esperada pelos economistas, de 0,55%.

Porém, no acumulado de 12 meses, a inflação segue acima dos dois dígitos – 10,38% - e no resultado mensal foi a maior alta para o indicador desde 2016, quando registrou 1,27%.

Rachel de Sá, chefe de economia da Rico Investimentos, aponta que os preços seguem subindo de maneira acelerada, como refletido no índice de difusão, em 67% no mês, sinalizando relevante presença da inflação na economia.

“O movimento de alta de preços corrói o poder de compra das famílias e aumenta a incerteza na economia como um todo – de consumidores, à investidores e empresários”.

Rachel de Sá, chefe de economia da Rico Investimentos

Sá chama a atenção ainda para a defasagem do preço dos combustíveis com influência na retração do IPCA. “Dada a recente alta de preços de petróleo no mercado internacional, os preços de gasolina que vemos hoje na bomba estão hoje defasados em aproximadamente 16% - ou seja, esperamos mais altas em breve. 

A elevação da inflação pode levar o Banco Central a atuar de forma mais incisiva no aumento dos juros, segundo Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora. “Isso ficou claro na ata da última reunião do Copom, na qual o BC reforçou a perspectiva de que o aperto monetário, ou seja, o ciclo de alta de juros, deve continuar para fazer frente a essa inflação acelerada e contribuir para a convergência do índice para a meta”.

Para a economista da Rico, a expectativa é de que a Selic ultrapasse o patamar de 11,75% ao ano esperados até então. “Mas vamos aguardar a divulgação de novos dados para calibrar nossa projeção”.

Prévias da inflação apresentam desaceleração

Mais cedo, duas das três prévias de inflação para fevereiro apontaram também desaceleração. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou a 1,38% na primeira prévia de fevereiro, de 1,41% na mesma prévia de janeiro.

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou em quatro das sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de fevereiro e repetiu alta de 0,49% na primeira leitura de fevereiro, idêntica à apurada no fechamento de janeiro.

Por outro lado, o índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,79% na primeira quadrissemana de fevereiro, acelerando em relação ao ganho de 0,74% verificado no fechamento de janeiro, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Vendas do varejo caem 0,1% em dezembro

Outro dado que reforçou o sentimento dos investidores locais foi o desempenho das vendas do varejo em dezembro, que apontou queda de 0,1%, ante 0,5% projetado pelo mercado. São indicadores que podem mexer com as ações das gigantes do setor no pregão da Bolsa desta quarta-feira.

As vendas do varejo restrito acumularam alta de 1,4% em 2021. As projeções dos analistas iam de alta de 1% a avanço de 5%.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas cresceram 0,3% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal.

Na comparação a dezembro de 2020, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram queda de 2,7% em dezembro de 2021. Nesse confronto, as projeções variavam de queda de 4,0% a alta de 4,2%, com mediana indicando contração de 2%.

Juros futuros

Os juros futuros sobem em toda curva nesta quarta-feira. Por volta das 13h20, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 avançava a 12,25%, de 12,08% na abertura. O DI para janeiro de 2025 subia para 11,18%, de 11,11%, e o para janeiro de 2027 seguia para 11,20%, de 11,28% no ajuste anterior.

Sobe e desce da Bolsa

Maiores altas

Natura & Co (NTCO3) +8,42%
Minerva (BEEF3)+5,10%
Méliuz (CASH3)+5,00%
PetroRio (PRIO3)+4,11%
B3 (B3SA3)+4,06%
Fonte: B3

Maiores baixas

Bradesco (BBDC4)-7,66%
Bradesco (BBDC3)-7,42%
Itaú (ITUB4)-2,97%
Ultrapar (UPGA3)-2,73%
Banco Inter (BIDI11)-2,35%
Fonte: B3 (dados atualizados às 13h46)

Exterior

Wall Street: bolsas em alta com investidores à espera da inflação

Embora com a atenção mais voltada ao cenário doméstico, investidores e gestores estão atentos também a dados de inflação nos Estados Unidos, que podem influenciar a decisão do Fed (Federal Reserve, banco central americano) na condução dos juros. Por enquanto, os futuros operam em alta por lá.

De acordo com Cauê Carvalho, especialista em Renda Variável da Blue3, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) já divulgou um pivô de política monetária para lidar com os aumentos de preços historicamente altos. "Estima-se que os dados de inflação mostrem que os preços subiram 0,4%em janeiro, para um ganho de 7,2% em relação a um ano atrás", aponta.

A presidente da distrital do Fed em São Francisco, Mary Daly, alertou no dia anterior que a inflação nos Estados Unidos pode "piorar" nos próximos meses, mas afirmou que espera um eventual arrefecimento da escalada dos preços.

Em entrevista à CNN, Daly acrescentou que, como resposta ao quadro inflacionário, apoia um aumento de juros em março, desde que não haja "grandes surpresas" nos indicadores macroeconômicos. "Isso começará o processo para ajudar a controlar a inflação", explicou.

A dirigente acrescentou que, para estabilizar os preços, também será preciso superar a covid-19 e mitigar os gargalos na cadeia produtiva global. "A inflação está muito alta e tem estado assim por muito tempo", comentou.

Após o primeiro aumento de juros no mês que vem, Daly defendeu que o BC dos EUA deve monitorar uma série de variáveis antes de decidir os próximos passos, entre eles o impacto da diminuição de medidas fiscais e a resposta da economia à alta na taxa básica. "Estou tanto otimista de que podemos levar a inflação a níveis mais confortáveis quanto ciente de que não temos todos os instrumentos", ressaltou.

Principais índices/bolsas americanas

  • S&P 500: +1,16%
  • Dow Jones: +0,79%
  • Nasdaq 100: +1,42% (dados atualizados às 13h50)

Europa: bolsas em alta

No velho continente, as principais bolsas europeias fecharam em alta, seguindo o mercado americano, em dia de agenda esvaziada.

Bolsas europeias/fechamento

  • Stoxx 600 (Europa): +1,41% (473,32 pontos)
  • FTSE 100 (Londres): +1,12% (7.651 pontos)
  • DAX (Frankfurt): +1,59% (15.485 pontos)
  • CAC 40 (Paris): +1,46% (7.130 pontos)

Crise geopolítica entre Rússia e Ucrânia

Outro foco de preocupação é a crise político-militar entre a Ucrânia e a Rússia, que tende a se agravar e gerar mais tensão geopolítica com o deslocamento de navios de guerra russo, através do estreito de Bósforo, rumo ao mar Negro, que banha a costa da Ucrânia.

A Rússia fornece mais de 30% do gás natural da Europa, e os mercados do continente estão ligados por uma rede de oleodutos, alguns dos quais passam pela Ucrânia. Anteriormente, o Kremlin já usou a energia como uma ferramenta para exercer pressão política.

Bolsas asiáticas fecham em alta

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, após a recuperação de Wall Street na véspera. O apetite por risco na Ásia veio após as bolsas de Nova York se recuperarem no fim do pregão de ontem, com destaque para ações de bancos, que tendem a se beneficiar com os planos do Fed de começar a elevar juros nos próximos meses. / com Tom Morooka e Agência Estado

Bolsas asiáticas/fechamento

  • Hang Seng (Hong Kong): +2,06% (24.829 pontos)
  • Nikkei (Tóquio): +1,08% (27.579 pontos)
  • Kospi (Seul): +0,81% (2.768 pontos)
  • Taiex (Taiwan): +1,03% (18.151 pontos)
  • Xangai Composto (China continental): +0,79% (3.479 pontos)
  • Shenzhen Composto (China continental): +1,61% (2.317 pontos)
  • S&P/ASX 200 (Sydney): +1,14% (7.268 pontos)
Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.