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Economia

IGP-10 sobe 2,48% em abril ante alta de 1,18% em março, afirma FGV

Itens como gasolina e conta de luz contribuíram para a alta do IPC-10, que integra o indicador

Data de publicação:18/04/2022 às 11:38 -
Atualizado um mês atrás
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O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 2,48% em abril, após ter aumentado 1,18% em março, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira, 18. O indicador acumulou um aumento de 7,63% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 15,65%.

O resultado mensal ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam uma alta entre 1,86% e 2,61%, mas ficou acima da mediana, que era de 2,23%.

IGP-10 de abril sobe 2,48% ante alta de 1,18% em março, afirma FGV
Alta no preço da gasolina e na conta de luz pressionaram a inflação ao consumidor que integra o IGP-10, segundo FGV - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Estado

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de abril, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram alta de 2,81%, ante uma elevação de 1,44% em março.

Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram aumento de 1,67% em abril, após o avanço de 0,47% em março. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve alta de 1,17% em abril, depois de subir 0,34% em março.

Os aumentos nos preços da gasolina e da energia elétrica pressionaram a inflação ao consumidor dentro do IGP-10 de abril, informou a FGV.

Ata em sete das oito classes de despesa

Sete das oito classes de despesa do IPC-10 registraram taxas de variação mais elevadas: Transportes (de 0,16% em março para 3,42% em abril), Habitação (de 0,49% para 1,62%), Educação, Leitura e Recreação (de -0,02% para 0,95%), Alimentação (de 1,54% para 1,88%), Saúde e Cuidados Pessoais (de -0,03% para 0,39%), Vestuário (de 0,41% para 1,24%) e Despesas Diversas (de 0,24% para 0,59%).

As principais contribuições partiram dos itens: gasolina (de -1,18% para 7,62%), tarifa de eletricidade residencial (de -0,20% para 2,10%), passagem aérea (de -1,00% para 4,73%), aves e ovos (de -0,62% para 1,78%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,16% para 0,68%), roupas (de 0,47% para 1,25%) e serviços bancários (de 0,20% para 0,68%).

Construção civil

A alta no custo dos materiais de construção e da mão de obra acelerou a inflação do setor dentro do IGP-10 de abril. O INCC-10 passou de um avanço de 0,34% em março para uma alta de 1,17% em abril.

O Índice que representa o custo de Materiais, Equipamentos e Serviços saiu de um aumento de 0,41% em março para uma elevação de 1,01% em abril. Os gastos com Materiais e Equipamentos tiveram alta de 1,08% em abril, enquanto os custos dos Serviços tiveram elevação de 0,69% no mês.

Já o índice que representa o custo da Mão de Obra passou de uma alta de 0,27% em março para um avanço de 1,34% em abril.

Combustíveis

O mega reajuste de combustíveis nas refinarias anunciado pela Petrobras no último dia 10 de março, com efeito a partir do dia 11, acelerou a inflação no atacado medida pelo IGP-10, segundo a FGV. Houve ainda disseminação de aumentos de preços também nos demais itens investigados.

"A contribuição dos combustíveis foi destacada para o avanço da taxa do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que passou de 1,44% em março para 2,81% em abril. No entanto, as pressões inflacionárias andam muito disseminadas e, mesmo excluindo a contribuição da gasolina (0,15% para 18,73%) e do diesel (0,24% para 24,90%) no IPA, a variação média do índice ao produtor ficaria em 1,81%, superando a variação apurada pelo IPA em março".

André Braz, coordenador dos Índices de Preços do Ibre/FGV, em nota

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) passou de uma alta de 1,44% em março para uma elevação de 2,81% em abril.

Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais aceleraram de uma alta de 1,69% em março para um avanço de 4,07% em abril, tendo como principal contribuição o subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -0,71% para 15,92%.

O grupo Bens Intermediários avançou de 1,07% em março para 4,26% em abril, impulsionado pelo subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 2,96% para 17,65%.

O grupo Matérias-Primas Brutas passou de 1,60% em março para 0,36% em abril. As principais contribuições para a desaceleração partiram dos itens: soja em grão (de 8,75% para -1,70%), milho em grão (de 3,00% para -1,52%) e café em grão (de -2,06% para -11,23%).

Na direção oposta, houve pressão maior dos itens: minério de ferro (de -2,57% para 1,07%), mandioca/aipim (de -8,09% para 17,05%) e aves (de 0,46% para 11,80%).

IPAs

Os preços agropecuários medidos pelo IPA Agrícola subiram 0,90% no atacado em abril, após um aumento de 3,62% em março, dentro do IGP-10. Já os preços dos produtos industriais, mensurados pelo IPA Industrial, tiveram alta de 3,61% este mês, depois da elevação de 0,54% no atacado em março.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 4,07% em abril, ante uma elevação de 1,69% em março.

Os preços dos bens intermediários subiram 4,26% em abril, após alta de 1,07% no mês anterior. Já os preços das matérias-primas brutas aumentaram 0,36% em abril, depois da alta de 1,60% em março. / com Agência Estado

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