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Economia

Banco do Brasil registra lucro líquido de R$ 6,613 bi no 1º trimestre, alta de 34,6%

De acordo com a instituição, o crescimento da carteira de crédito e receitas com serviços contribuíram para o resultado

Data de publicação:12/05/2022 às 09:21 -
Atualizado 9 dias atrás
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O Banco do Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2022 com lucro líquido ajustado de R$ 6,613 bilhões, um salto de 34,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação aos três meses anteriores, houve alta de 11,5%.

De acordo com o Banco do Brasil, o crescimento da carteira de crédito e das receitas com serviços levaram ao resultado, que é o maior de toda a série histórica. Entre os quatro maiores bancos brasileiros listados, o BB teve o maior aumento anual no lucro.

Banco do Brasil
Lucro líquido ajustado do Banco do Brasil foi 34,6% maior no primeiro trimestre de 2022 - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao final de março, a carteira do banco público era de R$ 883,5 bilhões, saldo 16,4% maior que no mesmo mês de 2021, e 1% acima do registrado em dezembro. Houve crescimento em todos os segmentos, com destaque para o agronegócio, em que o BB é líder, e que cresceu 28,3% em um ano.

Nas receitas, o Banco do Brasil colheu R$ 15,332 bilhões em margem financeira bruta, que mede o resultado com operações que rendem juros. É uma alta de 5,6% em um ano puxada também pelo crédito.

As receitas financeiras do banco com operações de crédito tiveram uma forte alta de 38,6%, para R$ 23,903 bilhões no primeiro trimestre.

Tesouraria e spread global

O resultado da tesouraria, por sua vez, foi de R$ 5,865 bilhões, alta de 94,3% em um ano, e de 28,8% em um trimestre. Neste componente, o Banco do Brasil contrariou as tendências de seus pares privados, que diante da alta da taxa Selic no último ano, observaram fortes quedas no indicador.

No caso do banco público, os números da tesouraria foram puxados pelos resultados de títulos e valores mobiliários (+342,9%), e pelas aplicações interfinanceiras (+405%). Por outro lado, com a alta dos juros, as despesas de captação no mercado aberto subiram 504,4% em um ano.

O spread global ajustado pelo risco do Banco do Brasil foi de 2,9% no trimestre, queda de 0,2 ponto porcentual em um ano, mas um aumento de 0,3 ponto em três meses.

As receitas com serviços somaram R$ 7,525 bilhões nos três primeiros meses deste ano, alta de 9,4% no comparativo anual, mas uma baixa de 3,8% no trimestral. Em termos anuais, as receitas com administração de fundos impulsionaram o resultado.

Patrimônio

Ao final do primeiro trimestre, o Banco do Brasil tinha R$ 2,037 trilhões em ativos, um aumento 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A variação é atribuída à alta nos ativos financeiros, em especial títulos e valores mobiliários.

O patrimônio líquido do banco ficou em R$ 153,014 bilhões, alta de 10,7% em um ano. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) ajustado, chamado pelo BB de RPSL, foi a 17,3%, alta de 3,1 p.p. em base anual, e de 2 p.p. em três meses. / com Agência Estado

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