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O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre de 2021, acréscimo de 44,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com os últimos três meses de 2020, houve aumento de 33%, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, 6, em balanço. 

Foto: Banco do Brasil/Reprodução
A carteira expandida do Banco do Brasil avançou 2,2% e alcançou R$ 758,3 bilhões ao fim de março

O retorno sobre patrimônio líquido anualizado foi de 15,1%, resultado puxado principalmente pela redução de 4,8% das despesas administrativas e da provisão de crédito para liquidação duvidosa (PCLD) em 50,8%, totalizando R$2,5 bilhões neste período.  

O resultado está abaixo da rentabilidade dos pares privados. O Itaú teve retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) de 18,5% no período, enquanto Bradesco e Santander marcaram 18,7% e 20,9%, respectivamente.

Também contou a favor a Margem Financeira Bruta (MFB), que totalizou R$ 14,6 bilhões entre janeiro e março deste ano, crescimento de 2,8% e 4,0% na comparação trimestral e anual, respectivamente.

A carteira expandida avançou 2,2% e alcançou R$ 758,3 bilhões ao fim de março, saldo 4,5% superior ao verificado um ano antes.

O avanço baseou-se na expansão de 1,1% das receitas financeiras - resultado de aumentos de  1,1% em operações de crédito e de 1,6% em tesouraria. As despesas financeiras, reduzidas em 14,4% também impulsionaram a margem. 

A variação anual positiva teve como pilar a redução de 23,2% das despesas financeiras, compensada, em parte, pela contração de 5,2% das receitas financeiras. 

O risco de crédito caiu 49,9% para 49,2% na comparação com os primeiros três meses de 2020. 

As receitas de prestação de serviços somaram R$ 6,9 bilhões no primeiro trimestre de 2021, queda de 6,9% na comparação com o período entre outubro e dezembro do ano passado. O resultado tem como principal causa a redução de 12,3% das receitas com tarifas de conta corrente. 

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve queda de 2,7%, também justificada em grande parte pelas receitas de conta corrente 14,8% menores, parcialmente compensadas pelo desempenho dos segmentos de seguros, que cresceu 5,6%, dos de cartão de crédito e débito, com expansão de 6,4%, e de consórcios , que registraram avanço de 17,3%.

Os ativos totais do BB R$ 1,829 trilhão, uma expansão de 14,4% em um ano. O patrimônio líquido ficou em R$ 138,2 bilhões, 23% maior que um ano atrás.

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