Logo Mais Retorno
Empresa

O que está por trás da compra da Activision Blizzard, empresa de jogos digitais, pela Microsoft?

Negócio envolveu o maior volume de recursos em operação já fechada pela Microsoft

Data de publicação:24/01/2022 às 00:30 -
Atualizado 4 meses atrás
Compartilhe:
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter Mais Retorno
  • Telegram Mais Retorno
  • WhatsApp Mais Retorno
  • Email Mais Retorno

Na última semana, a Microsoft anunciou a sua aquisição mais cara da história: gigante da tecnologia americana vai comprar a Activision Blizzard, empresa de jogos eletrônicos, por US$ 68,7 bilhões. De acordo com informações da própria Microsoft, o negócio, que está previsto para ser concluído no ano fiscal de 2023, será pago exclusivamente com o caixa da companhia.

A empresa fundada em 1975 por Bill Gates visa expandir sua atuação dentro da nova era da revolução digital, dominada pelos jogos eletrônicos. Em comunicado, a companhia afirma que será a terceira maior do setor de jogos no mundo (em termos de receita) assim que a transação for finalizada, atrás apenas da chinesa Tencent e da japonesa Sony.

Microsoft Activision Blizzard
Foto: Reprodução

O mercado de jogos eletrônicos

Em análise desenvolvida por Vinicius Araujo, Juliana Kirihata e Clara Sodré, a XP Investimentos destaca que, de acordo com Phil Spencer, chefe do Xbox (marca da Microsoft), atualmente, cerca de 3 bilhões de pessoas estão inseridas no ambiente de jogos eletrônicos em nível global, tornando este "um grande mercado potencial no qual a empresa busca aumentar seu espaço".

"Em adição, o mercado global de jogos permanece em crescimento, faturando US$ 173,7 bilhões em 2021 com projeções de US$ 314,4 bilhões até 2027, segundo a Mordor Intelligence, justificando também a compra da fabricante de grandes franquias. Assim, o movimento da Microsoft pode ser considerado de grande relevância aos investidores, por expandir sua presença frente aos seus concorrentes em uma indústria de forte crescimento".

XP Investimentos

Marcos Crivelaro, professor de Economia e Finanças da FIAP, pontua que a indústria de games e e-sports movimenta muito dinheiro todos os anos e a receita de diversas empresas deste universo também é alta. "Só aqui no Brasil, o mercado de games movimentou de US$ 1,5 bilhão em 2018 para mais de US$ 2,5 bilhões em 2021".

Algumas marcas que a Microsoft pode adquirir com a compra da Activision Blizzard

  • World of Warcraft
  • Diablo
  • Overwatch
  • Call of Duty
  • Candy Crush
  • Major League Gaming
  • StarCraft
  • Guitar Hero

A estratégia de compra da Activision Blizzard pela Microsoft

De acordo com os analistas da XP, o negócio entre a Microsoft e a Activision Blizzard sinaliza o objetivo da companhia fundada por Bill Gates de competir com a Meta (antigo Facebook) no avanço das tecnologias para a construção, o desenvolvimento e a liderança no metaverso, que hoje ainda é dominado pelo segmento de jogos eletrônicos.

"Dessa forma, os mais de 400 milhões de usuários ativos mensalmente na plataforma da Activision podem impulsionar os jogos de realidade aumentada da Microsoft, representando um grande atrativo para a negociação".

XP Investimentos

Além disso, o relatório destaca também que a aquisição deve ser bastante benéfica para a Activision, uma vez que, nos últimos meses, a empresa de jogos perdeu bastante de seu valuation após uma série de denúncias internas feitas por colaboradoras, "fato que prejudicou a performance das ações por preocupações quanto aos quesitos ESG da companhia. Com a compra, a Microsoft poderá aplicar seus altos padrões de governança corporativa na adquirida e reconstruir a confiança do investidor na empresa".

Outras empresas que também já deram os primeiros passos no metaverso

EmpresaSegmento
WalmartRede varejista
AdidasModa esportiva
NikeModa esportiva
GapModa
BratzFabricante de brinquedos
PringlesAlimentação
TencentPortal de serviços online
UbisoftJogos digitais
Pizza HutAlimentação
PlayboyEntretenimento adulto
NBA Top ShotEsportes
RobloxJogos digitais
EbayComércio eletrônico

Leia mais

Sobre o autor
Bruna Miato
Repórter na Mais Retorno