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Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta quinta-feira, 7 de abril

Internamente, assuntos como novas indicações para o comando da Petrobras e inflação de março seguem no radar

Data de publicação:07/04/2022 às 11:02 -
Atualizado um mês atrás
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Após fechar o pregão da véspera em queda pela terceira vez consecutiva, a Bolsa opera entre perdas e ganhos nesta quinta-feira, 7. O Ibovespa registrava alta de 0,71%, aos 119.068 pontos, às 16h17, enquanto o dólar subia 0,60%, cotado a R$ 4,743.

Em dia de agenda econômica local esvaziada, as atenções seguem voltadas para o mercado internacional, no qual os investidores repercutem a ata mais dura do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), divulgada na véspera e acompanham a guerra na Ucrânia.

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta quinta-feira, 7 de abril
Mercado repercute ata mais dura do Fed e impactos da política monetária mais forte nas economias globais - Foto: Envato

Internamente, o mercado aguarda a divulgação da inflação de março, medida pelo IPCA, nesta sexta-feira, 8, e acompanha os desdobramentos da indicação de José Mauro Coelho para a presidência da Petrobras.

A notícia impactou positivamente nas ações da companhia, cujos papéis ON e PN sobem mais de 4% no pregão e ajudam o Ibovespa a tentar firmar alta.

Novas pistas da política monetária americana

No documento do Fed, o Fomc (Copom americano) reforçou sua preocupação com a inflação e mostrou que mais ajustes devem ser feitos, de 0,50 p.p na reunião de maio – o que já era esperado pelo mercado - além da redução do balanço patrimonial. Em março, o Fed elevou seus juros básicos em 25 pontos-base, no primeiro ajuste desde 2018.

Em relação ao balanço, o Fed pretende reduzir os limites mensais de cerca de US$ 60 bilhões para títulos do Tesouro e de US$ 35 bilhões para os títulos hipotecários.

A apreensão do mercado está relacionada ao fato de que um aperto monetário mais forte pode travar o crescimento econômico da maior potência mundial, o que reflete nas demais economias globais.

Para Rachel de Sá, economista chefe da Rico Investimentos, juros mais altos nos Estados Unidos elevam a atratividade de investimentos por lá, reduzindo o diferencial de juros - entre os juros básicos americanos e a taxa Selic.

“Por sermos considerados um país de maior risco (como outros emergentes), podemos acabar perdendo fluxo de investimentos que optam por agora um pouco mais atrativas nos EUA, com muito menos risco”.

Rachel de Sá, da Rico Investimentos

Ao longo do dia, os investidores monitoram as falas de alguns representantes da autoridade americana, como Charles Evans, Raphael Bostic e John Williams.

Durante a manhã, o Departamento do Trabalho americano divulgou que o número de pedidos de auxílio-desemprego no país teve queda de 5 mil solicitações na semana encerrada em 2 de abril, somando 166 mil. Os dados ficaram abaixo da expectativa dos analistas, que previam 200 mil pedidos.

Bolsas americanas/principais índices

  • S&P 500: -0,12%
  • Dow Jones: -0,13%
  • Nasdaq 100: -0,50% (dados atualizados às 14h50)

Guerra na Ucrânia: sem sinalização de acordo com a Rússia

Além da ata do Fed, o mercado segue monitorando a guerra na Ucrânia, que entra no 43º dia sem sinais de avanço para um acordo de cessar-fogo com a Rússia.

Na véspera, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, se reuniu com líderes do G-7 e da Otan em Bruxelas, um dia depois que os EUA anunciaram novas penalidades à Rússia.

Entre elas estão a proibição de todos os tipos de novos investimentos no país e sanções às filhas do presidente Vladimir Putin.

Em paralelo, Putin está supervisionando uma mudança na estratégia militar na Ucrânia, reposicionando forças no leste do país, em uma tentativa de assumir o controle da região de Donbas. Analistas avaliam a mudança na abordagem da Rússia como um reconhecimento tácito de fracasso.

Juros futuros caem com bandeira verde e Treasuries

No Brasil, os juros futuros operam mistos nesta quinta-feira, após terem subido na véspera, em sintonia com o rendimento dos Treasuries em dia mais positivo no exterior.

Influencia no comportamento da curva a decisão do governo de antecipar a bandeira verde de energia elétrica para a partir de 16 de abril e não 29 do mesmo mês, como se esperava.

Por volta das 14h30, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 marcava 11,25%, de 11,14% na abertura do dia. O DI para janeiro de 2025 subia para 11,48%, de 11,41%, e para janeiro de 2023 estava em 12,75%, de 12,79%.

Sobe e desce da Bolsa

Maiores altas

Braskem (BRKM5)+6,68%
Petrobras (PETR4)+3,37%
Petrobras (PETR3)+3,29%
Americanas S.A+2,12%
BB Seguridade (BBSE3)+2,29%

Maiores baixas

IRB Brasil (IRBR3)-3,83%
Gerdau Mineração (GOAU4) -3,26%
Gerdau (GGBR4)-3,36%
MRV (MRVE3)-3,31%
Equatorial (EQTL3)-2,14%
Fonte: B3 (dados atualizados às 14h54)

Mercado internacional: Europa e Ásia

Bolsas europeias fecham em queda com ata do BCE

Durante a manhã, o Banco Central Europeu (BCE) divulgou a ata da última reunião de política monetária de seu conselho. Segundo o documento, muitos dirigentes argumentaram que o atual nível elevado de inflação na zona do euro demanda medidas imediatas para normalização da política monetária.

Os investidores reagiram com pessimismo ao conteúdo do documento e as bolsas fecharam em queda no continente nesta quinta-feira.

Segundo o documento, projeções indicam que as taxas inflacionárias permanecerão acima da meta de 2% em 2023. "Um período mais longo de inflação acima da meta levaria a um risco maior de desancoragem ascendente das expectativas de inflação de prazo mais longo", destaca o texto.

Ainda de acordo com o relatório, os participantes da reunião pontuaram que as previsões sugerem que a inflação em 2024 estará em linha com a meta.

Na ata, alguns dirigentes do BCE defenderam que a instituição deveria se comprometer a encerrar o Programa de Compra de Ativos (APP, na sigla em inglês) no verão do hemisfério norte.

Bolsas europeias/fechamento

  • Stoxx 600 (Europa): -0,21% (455,02 pontos)
  • DAX (Frankfurt): -0,52% (14.078 pontos)
  • FTSE (Londres): -0,47% (7.551 pontos)
  • CAC 40 (Paris): -0,57% (6.461 pontos)

Bolsas asiáticas fecham em baixa

Na Ásia, os mercados fecharam em queda generalizada, seguindo o desempenho negativo de Wall Street na véspera. / com Agência Estado

Fechamento

  • Nikkei (Tóquio): - 1,69% (26.888 pontos)
  • Hang Seng (Hong Kong): -1,23% (21.808 pontos)
  • Kospi (Seul): -1,43% (2.695 pontos)
  • Taiex (Taiwan): -1,96% (17.178 pontos)
  • Xangai Composto (China continental): -1,42% (3.236 pontos)
  • Shenzhen Composto (China continental): -1,90% (2.087 pontos)
  • S&P/ASX 200 (Sydney): -0,63% (7.442 pontos)
Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.