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Economia

Bolsa recua 0,55% e emenda terceira queda consecutiva; dólar sobe 1,19%, a R$ 4,71

Eletrobras foi o destaque positivo no pregão desta quarta-feira, com alta de quase 4%l

Data de publicação:06/04/2022 às 18:17 -
Atualizado um mês atrás
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A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou o pregão desta quarta-feira, 6, com desvalorização de 0,55%, aos 118.227,75 pontos. É a terceira queda seguida da Bolsa nesta semana. O Ibovespa oscilou entre 116.790 e 118.885 pontos ao longo do dia. Já o dólar seguiu movimento inverso: subiu 1,19%, cotado por R$ 4,714 para venda.

O humor do mercado financeiro, que já indicava certo mal-estar, piorou nesta quarta-feira Foi uma reação à divulgação da ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto, do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), o principal evento do dia.

Bolsa e dólar hoje: Eletrobras foi o destaque positivo no pregão desta quarta-feira - Fonte: Agência Brasil
Bolsa e dólar hoje: Eletrobras foi o destaque positivo no pregão desta quarta-feira - Fonte: Agência Brasil

Fed impacta na bolsa e no dólar

O documento do Fed trouxe um tom mais duro e sinalizou que a escalada da inflação americana, a maior em 40 anos, demandará uma alta mais forte e rápida dos juros, analisa Davi Lelis, sócio da Valor Investimentos.

O tom do Fed em relação à política monetária, diz Lelis, vem se ajustando ao discurso de Lael Brainard. Indicada para a vice-presidência do Fed, à espera da confirmação do Senado, Lael já adiantou que o banco central americano promoverá forte redução em seu balanço patrimonial, que chega a US$ 9 trilhões, a partir da reunião de maio, e subirá os juros.

O documento reforçou a preocupação do mercado, já que alguns membros do comitê citaram possível aumento do ritmo de alta para 0,50 ponto porcentual, afirma Fernanda Consorte, economista-chefe do banco Ourinvest. Na primeira rodada de elevação, em março, o juro teve elevação de 0,25 ponto porcentual, para um intervalor entre 0,25% e 0,50%. O dólar reforçou a alta, após a divulgação da ata do Fed.

Lelis diz que o enxugamento do balanço, que implica a venda de títulos recomprados durante a crise, reduz o dinheiro em circulação na economia. Menos oferta de recursos no sistema ajuda a conter a inflação.

O sócio da Valor Investimentos avalia que a elevação dos juros americanos, por ação do Fed e pela redução de oferta monetária, tende a acirrar a disputa por capitais no mercado global. Uma concorrência que tende a afetar principalmente os países emergentes em desenvolvimento.

BC e a Selic

A expectativa de uma política monetária mais dura nos EUA coincide com um momento que o Banco Central sinaliza o fim o ciclo de alta dos juros em maio, com a Selic em 12,75% ao ano.

Uma elevação dos juros americanos acima da prevista encolhe a diferença em relação aos juros domésticos, mas não o suficiente para uma fuga de capitais, dizem especialistas. Alguma correção do dólar, como a que vem ocorrendo desde o início da semana, ainda é esperada.

O mercado de ações reagiu com menos vigor à ata do Fed, embora especialistas acreditem que eventual desaceleração da economia americana vai gerar efeitos negativos sobre a economia global.

Bolsa: Eletrobras é destaque positivo

Destaque positivo no pregão desta quarta foram as ações de Eletrobras. Os papeis da companhia subiram com as notícias de que a área técnica do Tribunal de Contas da União determinou o reajuste do preço mínimo que o governo pretende pedir por ação na privatização da elétrica.

Bolsas de Nova York

Em Nova York, as bolsas tiveram mais um dia negativo. A principal pressão foi a ata do Fed indicando um aperto mais rápido dos juros para combater a inflação, mas com possível efeito colateral de retração da economia.

O índice Dow Jones recuou 0,42%, para 34.697 pontos; o S&P 500 desvalorizou-se 0,97%, para 4.481 pontos, e o Nasdaq, da bolsa eletrônica, caiu 2,22%, para 13.888 pontos.

O sobe e desce na Bolsa de Valores

Maiores altas

  • Eletrobras (ELET6) + 3,91%
  • Eletrobras (ELET3) + 2,93%
  • Suzano (SUZB3) + 2,16%
  • Minerva Foods (BEEF3) + 1,72%
  • 3R Petroleum (RRRP3) + 1,54%

Maiores baixas

  • Banco Inter (BIDI4) - 9,09%
  • CVC (CVCB3) - 8,97%
  • Banco Inter (BIDI11) - 8,7%
  • Méliuz (CASH3) - 8,33%
  • Locaweb (LWSA3) - 8,03%
Sobre o autor
Renato Jakitas
Editor-chefe do Portal Mais Retorno.