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Governo indica José Mauro Coelho para presidir Petrobras

Coelho é considerado ‘braço direito’ de Bento Albuquerque, ministro do MME

Data de publicação:07/04/2022 às 08:33 Atualizado 2 meses atrás
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O governo federal indicou José Mauro Ferreira Coelho para a presidência da Petrobras. Marcio Andrade Weber foi indicado para presidir o conselho de administração. Os nomes foram confirmados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) na noite do dia anterior.

As indicações ocorrem após as desistências do economista Adriano Pires e do empresário Rodolfo Landim, que declinaram dos convites por conflitos de interesses.

Governo indica José Mauro Coelho para presidir Petrobras
José Mauro Ferreira Coelho é indicado pelo governo para presidir a Petrobras - Foto: MME

Antes da definição, chegou a ser cogitada a transferência do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, mas houve resistências do próprio. É uma mudança em relação à época da escolha de Joaquim Silva e Luna, há um ano, quando Bento quis a presidência da estatal.

Depois do fracasso das indicações de Pires e Landim, o ministro fez um movimento para emplacar um homem de sua confiança. José Mauro Coelho é considerado seu "braço direito".

A preferência do setor e na própria empresa era por uma solução interna com Marcio Weber, que ficou com a presidência do conselho. Weber era um dos nomes mais fortes ao longo do dia para ficar com o comando da Petrobras.

O nome de Sonia Villalobos - atual conselheira e uma indicação do Ministério da Economia - sofreu resistências de Bento. Cotado para a presidência, Caio Andrade, secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, teve o nome descartado na terça-feira, 5, ao ser rejeitado pelo Centrão.

Quem é José Mauro Coelho?

Coelho é presidente do Conselho de Administração da PPSA, estatal responsável por negociar a parte da União na exploração do pré-sal, e foi secretário de Petróleo e Gás do MME de abril de 2020 a outubro de 2021.

Antes, atuou por 12 anos na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal responsável pelo planejamento do setor elétrico, sendo seu último posto o de diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis na EPE.

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Reações

A escolha do novo presidente da Petrobras - o terceiro do governo Jair Bolsonaro - não animou setores da indústria que veem nele o risco de ser tornar uma espécie de CEO do próprio ministério e, em última instância, de Bolsonaro, que já demonstrou por diversas vezes o desejo de mudar a política de preços da petroleira, atrelada ao mercado internacional, tema que levou à queda de Silva e Luna.

Marcio Weber é conselheiro da empresa. Foi membro da Diretoria de Serviços da Petrobras Internacional (Braspetro) e diretor da Petroserv SA.

Para terem efeito, as duas indicações precisam ser confirmadas pela assembleia-geral ordinária da Petrobras. A próxima reunião do colegiado deve ocorrer na próxima quarta-feira, 13.

Outros nomes da lista

Os demais nomes indicados para serem votados na assembleia permanecem os mesmos da primeira lista, com a inclusão dos novos indicados: Marcio Andrade Weber; José Mauro Ferreira Coelho; Sonia Julia Sulzbeck Villalobos; Ruy Flaks Schneider; Luiz Henrique Caroli; Murilo Marroquim de Souza; Carlos Eduardo Lessa Brandão e Eduardo Karrer.

"Acreditamos que os nomes serão positivamente recepcionados pelo mercado, que não deve ver nas indicações alguma sinalização de ruptura com os principais fundamentos mantidos atualmente pela empresa".

Ativa Investimentos, em análise sobre o assunto

Atuação no MME

Coelho saiu do MME em outubro, alegando questões pessoais. De fala tranquila, chegou a ser oficial de artilharia por oito anos, o que lhe garante uma boa relação com o Exército, mas depois engrenou na área tecnológica até entrar para a EPE, em 2007, na área de abastecimento.

Apesar de não ter experiência como executivo de uma grande empresa, como requer o estatuto da Petrobras, o nome de Coelho não deverá enfrentar obstáculos para aprovação, já que detém vasta experiência no setor e dirigiu por anos a EPE. / com Agência Estado