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Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta quarta-feira, 3 de agosto

Investidores aguardam sinais no comunicado do colegiado sobre os rumos do ciclo monetário do País

Data de publicação:03/08/2022 às 10:41 -
Atualizado 15 dias atrás
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A Bolsa opera em alta nesta quarta-feira, 3, dia de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a nova Selic, taxa básica de juros. Às 15h59, o Ibovespa subia 0,30%, aos 103 mil pontos. O dólar subia levemente 0,07%, cotado a R$ 5,28.

O olhar do mercado se volta para o ambiente doméstico com a decisão do comitê sobre a nova taxa de juros. O mercado segue em consenso de que o colegiado optará por uma alta de 0,50 ponto porcentual, o que elevaria a Selic para 13,75% ao ano, maior patamar dos últimos cinco anos.

Bolsa
Mercado espera alta de 0,50 ponto porcentual na Selic, elevando-a ao maior patamar dos últimos cinco anos - Foto: Getty Images

No entanto, a atenção maior estará no comunicado que acompanha o anúncio da nova taxa, que pode trazer sinalizações do BC sobre se o ciclo monetário será finalizado ou haverá um novo ajuste para a reunião de setembro.

Com a estratégia de aumentar os juros, a meta principal do BC é frear o avanço da inflação, que, segundo o Boletim Focus, está em queda para 2022. No documento desta semana, a projeção para o IPCA caiu de 7,30% para 7,15% em 2022, cedendo pela quinta semana consecutiva.

No entanto, para 2023, o que preocupa o mercado é o movimento contrário para as estimativas de 2023 do indicador: avançou de 5,30% para 5,33%, constituindo a 17ª alta seguida.

O dia na Bolsa

A queda das ações das siderúrgicas - incluindo a Vale, em dia de desvalorização do preço do minério de ferro no exterior - limita a subida do Ibovespa. Às 13h46, os papeis da mineradora, da CSN, Usiminas e Gerdau recuavam 2,69%, 1,11%, 1,30% e 3,07%, respectivamente.

No lado contrário, as varejistas vivem um dia positivo na Bolsa, o que ajuda a manter o principal índice da B3 no positivo. Às 14h00, os papeis do Magazine Luiza, Via, Lojas Renner, Americanas S.A e Soma salvavam 6,27%, 8,94%, 5,71%, 5,96% e 7,45%, na sequência.

Maiores altas

EmpresaTickerVariação
ViaVIIA+8,51%
MRVMRVE3+8,30%
CieloCIEL3+8,14%
Grupo SomaSOMA3+7,35%
CVCCVCB3+7,65%

Maiores baixas

EmpresaTickerVariação
GerdauGGBR4-2,95%
ValeVALE3-2,65%
Gerdau MetalurgiaGOAU4-2,26%
BradesparBRAP4-2,41%
MinervaBEEF3-1,90%
Fonte: B3 (dados atualizados às 14h03)

Mercado internacional

NY: futuros no positivo com redução das tensões entre China e EUA

Nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York operam no positivo, com a redução das tensões entre China e o país com a visita da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan. Durante a estada na ilha, Pelosi disse que o país não irá abandonar seu compromisso com Taiwan.

Autoridades da China, que considera Taiwan parte de seu território, condenaram repetidas vezes a visita de Pelosi à ilha, mas ainda não adotaram medidas mais drásticas.

Os investidores acompanham também as declarações de representantes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) desde a véspera, em busca de identificar sinais sobre o rumo da política monetária do país.

Para esta quarta-feira estão previstas as falas de novos membros da autoridade monetária. O presidente da distrital do Fed de St. Louis, James Bullard, disse que ainda espera ver os juros básicos atingir a faixa entre 3,75% e 4% ainda neste ano. "Prefiro que os aumentos de juros sejam antecipados", afirmou, em entrevista.

Segundo ele, os EUA não estão em recessão, embora seu Produto Interno Bruto (PIB) tenha encolhido por dois trimestres consecutivos.

O presidente da distrital do Fed em St. Louis também mostrou confiança de que o BC americano conseguirá guiar a inflação nos EUA de volta para sua meta oficial de 2% "ao longo do tempo".

Em junho, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA atingiu 9,1%, o maior nível em mais de 40 anos.

Bolsas americanas/índices

  • S&P 500: +1,64%
  • Dow Jones: +1,38%
  • Nasdaq 100: +2,75% (dados atualizados às 16h02)

Bolsas europeias fecham em alta

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quarta-feira, reagindo a dados econômicos da zona do euro e ao fim visita da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan.

Enquanto investidores aguardam a possível resposta da China aos EUA, o mercado se ajusta aos indicadores de atividade do bloco, que voltaram a apontar perda de fôlego econômico, enquanto a inflação segue pressionada.

O índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro caiu a 49,9 em julho, sinal de que a atividade no continente se contraiu no começo do terceiro trimestre em um contexto de temores sobre uma possível recessão na Europa.

Além disso, as vendas no varejo da região sofreram queda mensal de 1,2% em junho, contrariando expectativas de estabilidade. A taxa anual de inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) do bloco desacelerou ligeiramente, a 35,8% em junho.

Para a Oxford Economics, os dados da zona do euro devem ser vistos em um contexto mais amplo de mudanças de hábitos de gastos dos consumidores, de bens para serviços, mas também de inflação e incerteza elevadas, o que para a consultoria tem sido um "freio considerável" no consumo do continente.

Na Alemanha, destaque para o balanço do banco Commerzbank com um lucro superior ao esperado no trimestre, o que fez a ação subir mais de 2%.

Nesta quarta-feira, a agência de classificação de risco Fitch disse que a ferramenta anti-fragmentação do Banco Central Europeu (BCE) é consistente com a proposta inicial de reduzir os riscos de sustentabilidade da dívida pública no velho continente e ameniza temores de que o aperto monetário provoque uma nova crise da dívida na zona do euro.

Bolsas europeias/fechamento

  • Stoxx 600 (pan-europeu): +0,54% (438,30 pontos)
  • DAX (Frankfurt): +1,03% (13.587 pontos)
  • FTSE 100 (Londres): +0,49% (7.445 pontos)
  • CAC 40 (Paris): +0,97% (6.472 pontos)

Bolsas asiáticas encerram mistas

As bolsas asiáticas e no Pacífico fecharam sem direção única nesta quarta-feira. Na China continental, o índice Xangai Composto teve baixa de 0,71%, aos 3.163 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,98%, aos 2.117 pontos.

Em outras partes da Ásia, o índice Taiex subiu 0,20% em Taiwan, aoa 14.777 pontos, enquanto o japonês Nikkei avançou 0,53% em Tóquio, aos 27.741 pontos, o Hang Seng se valorizou 0,40% em Hong Kong, aos 19.767 pontos, e o sul-coreano Kospi registrou ganho de 0,89% em Seul, aos 2.461 pontos.

No noticiário macroeconômico, pesquisa da S&P Global/Caixin Media mostrou que o PMI de serviços chinês subiu para 55,5 em julho, atingindo o maior nível desde abril de 2021.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho, interrompendo uma sequência de seis pregões de ganhos. O S&P/ASX 200 caiu 0,32% em Sydney, aos 6.975 pontos. / com Agência Estado

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Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.