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Mercado Financeiro

ETF do Inter que replica carteiras de grandes gestores, GURU11 estreia na Bolsa nesta quinta-feira

Novo ativo do Banco Inter é voltado para o investidor que busca exposição aos principais gestores de fundos de ações do País

Data de publicação:20/12/2021 às 07:00 -
Atualizado 9 meses atrás
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No próximo dia 23, quinta-feira, a Bolsa bate o sino para o início da negociação do novo ETF (Exchange Traded Fund, ou fundo de índice) Grandes Gurus do Mercado (GURU11), lançado pelo Banco Inter em parceria com o escritório de investimentos EQI e com a Teva Indices, que preparou o indicador para o fundos.

O ativo, com reservas disponíveis desde o último dia 10, é voltado para o investidor que busca exposição aos principais gestores de fundos de ações no país. O GURU11 replica as carteiras dos fundos de ações mais rentáveis do Brasil nos últimos cinco anos.

GURU11, ETF do Inter que replica grandes carteiras, estreia na Bolsa no dia 27
Felipe Bottino, diretor de Investimentos do Inter Asset, destaca a possibilidade de acesso a fundos fechados com o GURU11 - Foto: Reprodução

Esse modelo do ETF do Inter traz um novo caminho para a indústria, pois grande parte desses fundos, que são geridos por nomes famosos, são fechados para novos cotistas ou têm prazos de resgate muito longos. “Por meio do índice GURU11 é possível acessar estratégias com maior eficiência de custos se comparado a uma estrutura de fundo de fundos equivalente”, destaca Felipe Bottino, diretor de investimentos do Inter Asset.

De acordo com o diretor do Inter Asset, o ETF do Inter acessa esses produtos com taxas menores e liquidez de bolsa. A taxa de administração do GURU11 é de 0,7% e não há cobrança de taxa de performance. O investimento mínimo é a partir de R$ 210.

ETF GURU11 - Grandes Gurus do Mercado

  • Gestores: Banco Inter e EQI Gestão de Recursos
  • Preço por cota: R$ 10,50
  • Investimento mínimo: R$ 210,00
  • Taxa de administração: 0,7% ao ano

ETF GURU11: carteiras campeãs

No último rebalanceamento do Guru11, índice da Teva Indices, o novo ETF do Inter acompanhou carteiras de vários fundos, entre eles, o Master FIA da Atmos Capital, Bogari Value Master FIA, da Bogari, Dynamo Cougar Master FIA da Dynamo, Lógica Master FIA do Opportunity, Pipe Master FIA do Patria, Tempo Capital FIA, da Tempo Capital, entre outros.

Carteiras - fundos que fizeram parte do último rebalanceamento do GURU11

FUNDOGESTOR
ATMOS MASTER FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕESATMOS CAPITAL
AZ QUEST TOP MASTER FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕESAZ QUEST INVESTIMENTOS
BOGARI VALUE MASTER FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕES BOGARI
DYNAMO COUGAR MASTER FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕESDYNAMO
FORPUS AÇÕES MASTER FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕESFORPUS CAPITAL
FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕES MAINAUNA CAPITAL
IP PARTICIPAÇÕES MASTER FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES BDR NÍVEL IIP GESTÃO DE RECURSOS
LEBLON AÇÕES II MASTER FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕESLEBLON EQUITIES
OPPORTUNITY LÓGICA MASTER FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕESOPPORTUNITY
PATRIA PIPE MASTER FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕESPATRIA
TEMPO CAPITAL PRINCIPAL FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕESTEMPO CAPITAL
Fonte: Banco Inter

'Tropicalização'

Segundo Bottino, a ideia do ETF GURU11 é resultado da 'tropicalização' de um modelo que já existe lá fora.  “Nos Estados Unidos existe um Guru Index, que seleciona os melhores fundos e replica suas carteiras. O índice tem um histórico longo de bom desempenho. E nosso objetivo foi adaptar esse modelo para a realidade da Bolsa brasileira, que tem um perfil diferente do mercado americano”, afirma.

ETF GURU11: diversidade de portfólio

Outra vantagem do GURU 11, segundo o Inter, é sua diversidade de portfólio, com alocação em diversos setores, como papel e celulose, petróleo, energia, mineração e metalurgia, combustíveis, cosméticos, medicamentos, aluguel de carros, mercado imobiliário, bancos, moda, entre outros.

Na carteira do índice, marcam presença com maior destaque empresas como Natura, Eneva, Vale, Cosan, Inter, Ambev, Equatorial, Alpargatas, Unidas, Grupo Soma, entre várias outras companhias.

Performance acumulada

De acordo com simulações realizadas pela Teva Indices como teste, no período entre julho de 2016 e outubro de 2021, o GURU11, ETF do Inter, acumula uma performance de 115,3% contra 98,2% do Ibovespa, principal índice da B3.

Estratégia para o mercado de ETF

Segundo o diretor de Investimentos da Inter Asset, a entrada do banco no mercado de ETFs, além de aproveitar o bom momento de forte expansão desse tipo de investimento no Brasil, tem a intenção de simplificar a vida dos seus clientes, oferecendo produtos financeiros com baixo custo, eficiência e com liquidez.

“A intenção é integrar o ETF em nossa plataforma B2C e incentivar o autosserviço, algo que já faz parte da nossa estratégia de atuação”, reforça.

O ETF GURU11 é o primeiro de três novos ETFs que o Inter está trazendo ao mercado. Os próximos – NOGV11 e PUBLI11 – passarão a ser negociados na B3 a partir do início do próximo ano. As reservas do NOGV11 já estarão disponíveis a partir do dia 20 de janeiro e para o PUBL11, a partir de 2 de fevereiro.

Radiografia do mercado de ETF no Brasil

Recém-chegados ao mercado, os ETFs movimentaram algo perto de R$ 343 bilhões de janeiro a novembro deste ano, na Bolsa de Valores, a B3. 

Segmento movimentado por um universo de aproximadamente 500 mil investidores, sendo quase a totalidade de pessoas físicas, 488.429, e o restante distribuído entre investidores institucionais e outros, segundo dados de novembro da B3. No entanto, como talvez você já saiba, são 56 produtos listados na B3 até a última revisão deste artigo.

O que é ETF?

O ETF é um fundo de ações que tem como referência um índice da Bolsa de Valores. Sua composição é feita com o objetivo de atingir rendimentos iguais ou superiores ao indicador utilizado. Por exemplo, o BOVA11 tem como referencial o índice Bovespa (IBOV).

Investir em ETF pode ser uma boa alternativa para os iniciantes na Bolsa, pois ele tem exposição indireta ao mercado de ações e possui gestão passiva. Seu patrimônio é dividido igualmente em cotas, que são negociadas na Bolsa. Assim, o preço delas varia conforme os valores das ações que o compõe.

Tipos de ETF disponíveis no mercado

ETFs de renda fixa

Os ETFs de renda fixa são produtos que visam replicar o desempenho de índices do segmento. Aqui, você terá tanto a oportunidade de investir em índices de juros, como também de inflação (em especial o IMA-B). Exemplos de ativos: FIXA11, IMAB11, IMBB11, IRFM11, IB5M11, entre outros.

ETFs do Ibovespa

Passando agora para a renda variável, existem produtos mais específicos para que o investidor possa se expor a uma tese. E uma das mais comuns é replicar o índice Ibovespa. Exemplos: BOVA11, BOVV11, BOVB11, BBOV11, XBOV11, IBOB11, entre outros.

ETF de Small Caps

As small caps são as menores empresas da bolsa de valores. Elas apresentam características positivas para crescimento, mas também trazem maiores riscos aos investidores.

Para quem gosta da tese, já existem ETFs específicos de small caps para investir, como o SMAL11, XMAL11, SMAB11, TRIG11, etc.

ETF de dividendos

As empresas de dividendos são aquelas com uma estrutura oposta às small caps. Ou seja, em vez de companhias menores com ótimo potencial de crescimento, estamos falando de organizações robustas, consolidadas e que costumam distribuir bons dividendos.  Exemplos: DIVO11 e BBSD11.

ETFs por segmentos

Em alguns casos, pode acontecer de você se interessar por investir na bolsa de valores, mas sem querer se expor a todos os segmentos ao mesmo tempo.

Já existem na B3 alguns ETFs reunindo segmentos específicos das empresas listadas. Os produtos possuem a gestão do Itaú Unibanco. São eles: GOVE11, MATB11, FIND11, ISUS11.

ETF de fundos imobiliários

O mercado de fundos imobiliários vem se desenvolvendo bastante no Brasil. Assim, muitos investidores ficam de olho no IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários).

Até pouco tempo atrás, não era possível investir nesse indicador. Desde o final de 2020, entretanto, esse cenário mudou com o lançamento do XFIX11.

S&P500

O S&P500 é um dos principais índices acionários da bolsa americana. E, por ser um ótimo representante da maior economia global, muitos investidores se interessam por esse tipo de exposição.

Felizmente, você já consegue investir no índice pela B3, pois temos três ETFs específicos para essa finalidade. São eles: IVVB11, SPXI11 e SPXB11.

Mercados globais

Não é apenas ao mercado americano que você pode ter exposição por meio de ETFs. A China, dada a sua relevância no mercado econômico atual, e a Europa são outros exemplos disso.
Sugestões: ACWI11, ASIA11, EURP11 e XINA11

Metais preciosos e criptomoedas

Já não é nenhuma novidade que o mercado de criptomoedas vem despertando um grande interesse dos investidores. Novamente, as gestoras estão de olho nessa tendência e já oferecem ETFs para que você faça a sua exposição. Veja quais são eles: BITH11, GOLD11, HASH11, ETHE11, entre outros.

Temáticos

Por fim, ainda existem diversos ETFs na B3 com temas específicos. É uma boa oportunidade para quem busca alguma tese de investimentos diferente das opções tradicionais, mas a exposição deve se atentar ao risco que essas teorias oferecem — o futuro, afinal, ainda é bastante duvidoso sobre o que irá, de fato, se concretizar.
Exemplos: DNAI11, ECOO11, EMEG11, GENB11, GENB11, etc.

Para saber mais sobre o mercado de ETFs e detalhes sobre os ativos citados, clique AQUI.

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