Fundos de Investimentos

Inter lança ETF que replica estratégia de grandes fundos

Produtos serão negociados na Bolsa em meados deste mês, segundo o banco

Data de publicação:08/12/2021 às 05:00 - Atualizado um mês atrás
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O Banco Inter, uma das fintechs que sofreu na Bolsa em novembro, lançou ontem três novos ETFs, em parceria com o escritório de investimentos EQI, que tem como sócio o BTG, e a Teva, uma empresa que vem fornecendo índices para o segmento de fundos passivos.

Entre os novos produtos, o destaque fica com o Grandes Gurus do Mercado (GURU11), um ETF que replica a carteira dos principais gestores de fundos de ações do mercado brasileiro.

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Como exemplo desses fundos, o ETF replica as estratégias do Dynamo Cougar FI Ações, lançado em 1993 pela Dynamo, com R$ 5,7 bilhões em patrimônio. Soma-se a ele ainda outros fundos, como o Opportunity Lógica Master FIA, Atmos Master FIA, entre outros.

Inter lança três novos ETFs no mercado brasileiro
Inter ingressa no mercado de ETFs em parceria com a EQI e Teva Indices - Foto: Envato

De acordo com o Inter, a meta do GURU11 é replicar as teses dos fundos que apresentam performance constante num prazo de cinco anos.

Em relação aos demais, um deles é identificado pelo ticker NOGV11 e permite investir apenas em empresas privadas da Bolsa. Já o PUBL11 está atrelado às empresas estatais que fazem parte da Bolsa.

O início da negociação das cotas na Bolsa está previsto para meados deste mês e serão coordenadas pela Inter DTVM, com gestão da Inter Asset e da EQI Asset. Já a Teva Indices será a provedora dos indicadores.

Novos ETFs do Inter

  • GURU 11 - fundos como o Dynamo Cougar FI Ações
  • NOVG11 - empresas privadas da Bolsa
  • PUBL11 - empresas estatais

Mercado favorável

A empreitada do Inter acontece em meio a um cenário de maior instabilidade econômica e fiscal local com a proximidade das eleições no Brasil que cria desafios e oportunidades para o investidor. No entanto, pega carona no movimento de forte expansão dos ETFs no mundo e também no Brasil.

No País, o mercado de fundos de índice saltou de R$ 10 bilhões em 2017 para algo próximo de R$ 54 bilhões neste ano, segundo dados da B3 e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), compilados pela Teva Indices.

Esse crescimento se deu pelo próprio apelo dos ETFs, que é um ativo que oferece custos mais baixos, simplicidade de investimentos e liquidez. Além dos ETFs disponíveis na Bolsa como BOVA11, IVVB11, DIVO11, entre outros, as empresas estão entrando com tudo nesse mercado.

Novos passos

De acordo com Felipe Bottino, diretor da Inter Invest, a expectativa do Inter é lançar novos produtos dessa família de ativos em 2022.

"O peso das estatais nos índices tradicionais e da macroeconomia na Bolsa, características marcantes do mercado brasileiro, foram fatores determinantes na criação dos ETFs NOGV11 e PUBL11", diz o diretor.

Para Ettore Marchetti, diretor presidente da EQI Asset, a ideia é aumentar as possibilidades para o investidor brasileiro.

“Acreditamos que assim como aconteceu no mercado internacional, o investidor local irá aumentar gradativamente a sua alocação em produtos baseados em temas específicos, e o veículo de ETF supre essa necessidade do investidor”.

Ettore Marchetti, EQI Asset

O que são ETFs

O ETF é um fundo de ações que tem como referência um índice da Bolsa de Valores. Sua composição é feita com o objetivo de atingir rendimentos iguais ou superiores ao indicador utilizado. Por exemplo, o BOVA11 tem como referencial o?índice Bovespa (IBOV).

Investir em?ETF pode ser uma boa alternativa para os iniciantes na Bolsa, pois ele tem exposição indireta ao mercado de ações e possui gestão passiva. Seu patrimônio é dividido igualmente em cotas, que são negociadas na Bolsa. Assim, o preço delas varia conforme os valores das ações que o compõe.

Vantagens dos ETFs

Uma das grandes?vantagens de investir em ETF é a diversificação. Geralmente, ele é composto por diversos papéis e de segmentos diferentes, sem contar que esse tipo de ativo é focado em um índice da renda variável.

Outra vantagem do ETF é a volatilidade mais baixa. Como a sua exposição é indireta, mesmo que uma das ações tenha alta volatilidade, há outra que é mais estável. Então, o todo mantém o equilíbrio.

No Brasil, esse tipo investimento ainda é bastante recente. Foi lançado em 2004, inicialmente para investidores institucionais, mas foi em 2020 que esse mercado deu um salto ao tornar-se disponível também para o investidor pessoa física.

A gestão desse investimento é feita por um profissionais especializado, que diariamente acompanha o mercado para decisões certeiras de compra e venda e, assim, obter os melhores resultados.

Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.
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