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O ETF é um produto estruturado para o investidor individual que deseja se expor a uma determinada classe de investimentos, mas sem uma seleção personalizada de ativos. É uma forma prática e rápida para diversificação de uma carteira.

Foto: B3/Divulgação
Sede da B3 em São Paulo

Imagine que, por exemplo, você queira se associar a empresas brasileiras. Contudo, não tem disponibilidade de tempo ou mesmo interesse em analisá-las individualmente. A exposição ao mercado acionário do Brasil é uma das oportunidades que estes ativos oferecem.

A cada dia que passa, esse processo de alocação torna-se mais fácil com o uso desses produtos. A prova disso é a B3, a nossa bolsa de valores, que disponibiliza uma série deles para o investidor brasileiro. Hoje, vamos conhecer quais são os ETFs disponíveis atualmente.

O que é um ETF?

Esta é a sigla para Exchange Traded Funds. Em tradução para português, podemos chamá-los de "fundos negociados em bolsa", pois é justamente o que acontece: você compra suas cotas pela bolsa de valores, assim como acontece com as ações.

Estes ativos são, em resumo, fundos de investimentos que replicam índices. Pense, por exemplo, no Ibovespa (responsável por monitorar o desempenho do mercado acionário brasileiro) ou então no S&P 500 (responsável por acompanhar o desempenho das principais ações dos Estados Unidos).

Você não pode investir no Ibovespa ou no S&P 500 diretamente. Contudo, alguns fundos de investimentos replicam essa carteira teórica, permitindo a exposição indireta ao índice. É justamente o que faz um ETF que, não por acaso, é chamado popularmente de "fundo de índice".

Para esse processo, claro, o fundo cobra dos seus cotistas uma taxa de administração, assim como acontece nos demais produtos do mercado financeiro. No entanto, elas costumam ser bem baratas em relação aos fundos ativos pela facilidade para execução da estratégia. Vale lembrar que a função do gestor será "copiar" um índice, sem exigir uma análise aprofundada dos ativos.

Essa pode ser uma boa solução para quem deseja investir em uma classe de ativo, mas não se interessa em uma análise qualitativa da categoria, como adiantamos na introdução, mas também para produtos que não são tão acessíveis para o brasileiro — como os investimentos internacionais.

Em quais ETFs eu posso investir no Brasil?

Agora você já sabe o que é um ETF e que a nossa bolsa de valores oferece uma série de investimentos em índices nacionais e globais. Vamos conhecer então quais são os Exchange Traded Funds disponibilizados pela B3 para os investidores brasileiros.

Para melhor entendimento, nós agrupamos esses fundos de índices por categorias, de modo que ficará mais fácil visualizar as oportunidades para cada tipo de mercado. Vamos lá!

ETF do Ibovespa (mercado de ações do Brasil)

Os ETFs do mercado de ações brasileiro são aqueles que replicam a carteira do Ibovespa. Portanto, são fundos que possuem uma série de empresas brasileiras com base nos critérios do próprio índice.

Aqui, a carteira é composta com base no valor de mercado e de liquidez das companhias. Empresas como Vale, Petrobrás, Itaú, Bradesco e Ambev possuem um peso considerável dentro do índice. É uma forma de exposição ao mercado de ações do Brasil como um todo.

Há também oportunidade de buscar investimentos atrelados ao IBrX, que é outro índice acionário brasileiro geral, mas que foca nas empresas mais líquidas e no valor de free-float (ações em livre circulação no mercado). É uma abordagem complementar ao Ibovespa e, de um modo geral, mais diversificada e menos concentrada.

Lista de ETFs que replicam o Ibovespa e o IBrX

ETF setorial da bolsa brasileira

Embora seja um índice muito utilizado no Brasil, o Ibovespa recebe algumas críticas. Uma delas é a concentração setorial. Como vimos no tópico anterior, poucas empresas possuem uma influência relevante no seu desempenho.

Assim, uma alternativa para melhorar o filtro dos negócios, que estarão na sua carteira, está em recorrer aos ETFs setoriais. Eles ainda são aplicados ao mercado acionários brasileiro, mas com companhias de segmentos específicos.

Entre eles estão as Small Caps, que são empresas com menor capitalização na bolsa de valores. Esses negócios oferecem maior risco, mas também maior potencial de crescimento. Outra abordagem comum é usar um índice atrelado a companhias que sejam boas pagadoras de dividendos. Além disso, há também como investir em setores específicos como financeiro ou materiais básicos, por exemplo.

Lista de ETFs de Small Caps

Lista de ETFs de Dividendos

Lista de ETFs setoriais da B3

ETFs globais

Passando para os ETFs globais, nós temos aqui a mesma lógica do mercado de ações do Brasil, mas aplicado às bolsas estrangeiras. Assim, você pode expor o seu capital a outros mercados sem precisar de uma conta em uma corretora internacional.

É o caso, por exemplo, de investir no índice S&P 500, que representa as 500 principais empresas dos Estados Unidos. Isso pode ser feito por dois ETFs locais: IVVB11 ou o SPXI11. Recentemente, a XP Investimentos lançou também o XINA11, um ETF global que permite exposição ao mercado de capitais chinês.

Lista de ETFs globais da B3

ETFS de BDR

Outro tipo de ETF que é interessante para o investidor que deseja globalizar seu portfólio é aquele que está atrelado a um BDR (Brazilian Depositary Receipt), que nada mais é do que um certificado de depósito que acompanha o desempenho de ativos internacionais.

Isto é, um ETF de BDR segue com a função de replicar índices, mas permite a exposição global a produtos que não estariam disponíveis para o investidor brasileiro pela B3.

Aqui, você terá a mesma lógica dos ETFs globais que vimos anteriormente, mas para índices que são aplicados fora do Brasil. É uma boa maneira de expor seu capital a outros mercados além dos mais populares (como Estados Unidos, Europa ou China).

Um detalhe importante que você poderá perceber na lista a seguir é que um ETF de BDR, ao contrário de todos os demais deste artigo, não termina o seu ticker com 11, mas sim com 39. Outro ponto que vale mencionar é que boa parte deles ainda está disponível apenas para os investidores qualificados.

Lista de ETFs de BDRs da B3

Outros ETFs

Por fim, ainda temos outros tipos que não se enquadram em nenhuma das categorias anteriores. É o caso de investir no índice de ouro (GOLD11), no mercado de fundos imobiliários (XFIX11) ou até de um pacote de criptomoedas (HASH11).

Lista de outros ETFs da B3

Portanto, como você pode perceber, existem inúmeros ETFs listados na B3 para os seus investimentos. Antes de comprar qualquer cota, contudo, é essencial entender o propósito de cada produto, assim como o seu nível de risco.

Imagem do autor

Formado em Administração pela PUC-SP. Trabalhou em empresas do segmento financeiro (Itaú BBA) e varejo (BRMALLS) até 2016, quando iniciou a jornada de produção de conteúdo para a internet com foco em finanças.

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