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Fundos de Investimentos

Mercado de ETFs movimenta R$ 343 bilhões em 2021, veja lista completa dos fundos passivos negociados na B3

Veja a lista completa de ETFs disponíveis na bolsa de valores para você montar uma carteira de investimentos diversificada e completa para os seus objetivos.

Data de publicação:16/12/2021 às 07:00 -
Atualizado um mês atrás
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Os ETFs,  Exchange Traded Funds , parecem ter caído no gosto do investidor brasileiro. Recém-chegados ao mercado, eles movimentaram algo perto de R$ 343 bilhões de janeiro a novembro deste ano, na Bolsa de Valores, a B3. 

Segmento movimentado por um universo de aproximadamente 500 mil investidores, sendo quase a totalidade de pessoas físicas, 488.429, e o restante distribuído entre investidores institucionais e outros, segundo dados de novembro da B3.

ETFs
Foto: Shutterstock

Os ETFs são fundos negociados na bolsa de valores. Eles também são chamados de "fundos de índices", pois a sua finalidade é replicar o desempenho de um determinado indicador. Trata-se de uma boa forma  de investir em um segmento de forma simplificada, sem precisar selecionar os ativos individualmente.

Lista completa de todos os ETFs listados na B3

O grande objetivo de um ETF é permitir a exposição a um determinado mercado de maneira simples, na medida em que basta aplicar o seu capital naquele fundo. No entanto, como talvez você já saiba, são 56 produtos listados na B3 até a última revisão deste artigo.

Ou seja, a enorme diversidade pode gerar dúvidas aos investidores sobre qual é o melhor caminho para investir. Pensando em ajudá-lo nessa missão, resolvemos agrupá-los por grupos, identificando a finalidade de cada ETF.

Vamos lá!

ETFs de renda fixa

Os ETFs de renda fixa são produtos que visam replicar o desempenho de índices do segmento. Aqui, você terá tanto a oportunidade de investir em índices de juros, como também de inflação (em especial o IMA-B).

Veja a seguir quais são os ETFs de renda fixa disponíveis na B3.

Lista de renda fixa na B3

  • FIXA11: é o primeiro ETF da categoria no Brasil, lançado e gerenciado pela Mirae Asset. A taxa de administração é de 0,30% ao ano. O objetivo é acompanhar contratos futuros DI com duração de três anos.
  • IMAB11: como o próprio nome sugere, é um ETF que visa replicar o desempenho do IMA-B. O produto é gerenciado pelo Itaú Unibanco e possui taxa de administração de 0,25% ao ano.
  • IMBB11: similar ao IMBA11, o IMBB11 é o ETF do Bradesco para replicar o mesmo índice. A diferença, além da gestora, está na taxa de administração de 0,20% ao ano.
  • IRFM11: para quem visa replicar o desempenho dos títulos prefixados, o IRFM11 é o ETF ideal. Ele replica o desempenho do índice IRF-MP2, justamente o indicador que acompanha esse tipo de ativo. A gestão é do Itaú Unibanco.
  • IB5M11: outro ETF gerenciado pelo Itaú, oferece uma variação do IMA-B com títulos cujo prazo de vencimento é superior a cinco anos.
  • B5BM11: o objetivo desse ETF é igual ao anterior (IB5M11), mas desta vez gerenciado pelo Banco Bradesco. Portanto, novamente temos uma exposição ao IMA-B de longo prazo.
  • B5P211: o último ETF de renda fixa disponível aos investidores também é atrelado ao IMA-B, mas desta vez considerando apenas os títulos com prazo inferior a cinco anos. Uma opção focada no curto prazo.

ETFs do Ibovespa

Passando agora para a renda variável, existem produtos mais específicos para que o investidor possa se expor a uma tese. E uma das mais comuns é replicar o índice Ibovespa.

Esse é o nome do principal índice acionário da bolsa brasileira, contemplando o desempenho das principais ações da B3. Como não é possível investir no índice em si, diversas gestoras criaram o seu próprio produto para replicar o Ibovespa.

Na imagem abaixo, retirada da nossa ferramenta de comparação de fundos, você pode conferir como isso funciona bem na prática. No gráfico, praticamente não é possível ver a linha do Ibovespa, uma vez que os ETFs andam sempre muito próximos a ela.

Lista do Ibovespa na B3

  • BOVA11: gerido pela BlackRock, é o ETF do Ibovespa mais conhecido e que, consequentemente, concentra a maior parte dos investimentos. A taxa de administração é de 0,30% ao ano.
  • BOVV11: um dos concorrentes do BOVA11 é o BOVV11, gerido pelo Itaú Unibanco. A taxa de administração é a mesma do anterior.
  • BOVB11: outro nome conhecido dos ETFs de renda fixa é o Banco Bradesco — e a empresa também disponibiliza seu ETF do Ibovespa. Aqui, a taxa de administração é um pouco menor (0,20% ao ano).
  • BBOV11: é o mesmo produto para acompanhar o Ibovespa, mas gerido pelo Banco do Brasil. Possui taxa de administração similar ao Bradesco, tentando tornar o seu ETF competitivo frente aos mais populares BOVA11 e BOVV11.
  • XBOV11: é o ETF da Caixa Econômica Federal. Possui taxa de administração de 0,50% ao ano, sendo pouco atrativo diante de concorrentes mais baratos.
  • IBOB11: os bancos digitais também estão de olho no mercado de ETFs, como é o BTG Pactual. A taxa de administração é de apenas 0,03% ao ano, sendo extremamente competitiva.
  • BOVX11: a XP Investimentos é outra casa que não deixou passar um ETF do Ibovespa. O produto cobra 0,15% ao ano do seu cotista.
  • SAET11: é um dos recentes ETFs do Ibovespa, lançado pelo Banco Safra em 2021. Possui taxa de administração de 0,25% ao ano.
  • BRAX11: fugindo um pouco do Ibovespa, mas com perfil similar, o BRAX11 é um produto que segue o índice IbrX-100. A taxa de administração é de 0,20% ao ano.

ETFs de Small Caps

As small caps são as menores empresas da bolsa de valores. Elas apresentam características positivas para crescimento, mas também trazem maiores riscos aos investidores.

Para quem gosta da tese, já existem ETFs específicos de small caps para investir.

Lista de ETFs de small caps na B3

  • SMAL11: é gerido pela BlackRock (uma das maiores gestoras de ETFs do mundo) e segue o índice SMLL, justamente o indicador mais utilizado para acompanhar as small caps.
  • XMAL11: é o ETF da XP Investimentos e possui a mesma lógica dos demais fundos de índice dessa categoria. Cobra taxa de administração de 0,30% ao ano.
  • SMAB11: lançado em 2021 pelo BTG Pactual, tem uma taxa de administração mais elevada (0,50% ao ano).
  • SMAC11: possui a mesma lógica dos demais ETFs aqui listados, mas é gerido pelo Itaú. A taxa de administração é de 0,50% ao ano.
  • TRIG11: é o ETF lançado pela Trígono Capital, uma gestora especializada em produtos de small caps, com fundos de ações voltados para esse tipo de empresa.

ETFs de dividendos

As empresas de dividendos são aquelas com uma estrutura oposta às small caps. Ou seja, em vez de companhias menores com ótimo potencial de crescimento, estamos falando de organizações robustas, consolidadas e que costumam distribuir bons dividendos.

Existem dois ETFs que monitoram as empresas focadas em dividendos. São eles:

  • DIVO11: é um ETF gerido pelo Itaú Unibanco e que segue o índice IDIV, monitorado pela B3 para empresas com perfil de pagamento de bons dividendos aos seus acionistas. A taxa de administração é de 0,50% ao ano.
  • BBSD11: é o produto do Banco do Brasil, com a mesma taxa de administração de 0,50% ao ano. No entanto, segue outro índice: o S&P Dividendos Brasil.

ETFs por segmentos

Em alguns casos, pode acontecer de você se interessar por investir na bolsa de valores, mas sem querer se expor a todos os segmentos ao mesmo tempo.

Já existem na B3 alguns ETFs reunindo segmentos específicos das empresas listadas. Os produtos possuem a gestão do Itaú Unibanco. São eles:

  • GOVE11: o produto foi criado para seguir o Índice de Governança Corporativa Trade, trazendo companhias que adotam um padrão rigoroso no seu nível de governança e gestão.
  • MATB11: esse ETF reflete o desempenho de empresas relacionadas ao setor de materiais básicos — como celulose ou mineração, por exemplo.
  • FIND11: seguindo a lógica temática de ações, o FIND11 busca apresentar o comportamento médio das principais instituições financeiras da bolsa de valores. O produto segue o Índice Financeiro (IFNC).
  • ISUS11: aproveitando uma tendência moderna, o ISUS11 é um ETF que oferece a possibilidade de investir em empresas preocupadas com sustentabilidade e transparência.

ETF de fundos imobiliários

O mercado de fundos imobiliários vem se desenvolvendo bastante no Brasil. Assim, muitos investidores ficam de olho no IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários).

Até pouco tempo atrás, não era possível investir nesse indicador. Desde o final de 2020, entretanto, esse cenário mudou com o lançamento do XFIX11.

  • XFIX11: produto lançado pela XP Investimentos com o objetivo de replicar o desempenho do IFIX.

Os do S&P500

O S&P500 é um dos principais índices acionários da bolsa americana. E, por ser um ótimo representante da maior economia global, muitos investidores se interessam por esse tipo de exposição.

Felizmente, você já consegue investir no índice pela B3, pois temos três ETFs específicos para essa finalidade. São eles:

  • IVVB11: é o produto mais famoso para o objetivo de seguir o S&P500 e possui a gestão da BlackRock. Investe diretamente no ETF IVV, na bolsa americana, com taxa de 0,23% ao ano.
  • SPXI11: é o principal concorrente do IVVB11, em especial porque possui uma taxa de administração mais atrativa (0,21% ao ano). Apesar do mesmo objetivo, o fundo investe em outro ETF americano: o VOO.
  • SPXB11: entre os três produtos, o SPXB11 é o mais recente, pois foi lançado apenas em 2021 pelo BTG Pactual. A taxa de administração é de 0,20% ao ano.

Mercados globais

Não é apenas ao mercado americano que você pode ter exposição por meio de ETFs. A China, dada a sua relevância no mercado econômico atual, e a Europa são outros exemplos disso.

  • ACWI11: a sigla do ETF é uma abreviação para All Country World Index. O produto visa replicar o desempenho de diversas bolsas de valores globais, permitindo a exposição à economia mundial.
  • ASIA11: esse é um ETF da XP Investimentos que oferece exposição ao mercado asiático, com exceção do Japão.
  • EURP11: a proposta do EURP11 é a mesma do ASIA11, mas desta vez destinado a replicar o desempenho da Europa.
  • XINA11: por fim, há ainda a opção do XINA11 que, conforme a fonética já indica, é um ETF que se dedica a representar o mercado chinês.

Os de metais preciosos e criptomoedas

Já não é nenhuma novidade que o mercado de criptomoedas vem despertando um grande interesse dos investidores. Novamente, as gestoras estão de olho nessa tendência e já oferecem ETFs para que você faça a sua exposição. Veja quais são eles:

  • BITH11: esse é o fundo com exposição apenas ao Bitcoin gerido pela Hashdex, uma das principais casas especializadas em criptomoedas. Possui taxa de administração de 0,70% ao ano.
  • GOLD11: saindo um pouco das criptomoedas, temos o GOLD11, que visa replicar o valor do ouro em dólar. O ETF é gerido pela XP Investimentos e possui taxa de administração de 0,30% ao ano.
  • HASH11: ao contrário dos demais produtos desta lista, o HASH11 não se destina apenas a um tipo de criptomoeda. O fundo, também gerido pela Hashdex, propõe uma exposição dinâmica e diversificada, mas atualmente concentrada em Bitcoin.
  • ETHE11: possui a mesma lógica do BITH11, mas desta vez destinado ao Ethereum, outra moeda digital influente atualmente. A gestão é do time da Hashdex.
  • QBTC11: é outro produto com exposição de 100% ao Bitcoin, mas desta vez gerido pela QR Asset Management. Possui taxa de administração de 0,75% ao ano.
  • QETH11: é o produto da QR Asset Management com o objetivo de oferecer ao investidor uma exposição apenas ao Ethereum.

Temáticos

Por fim, ainda existem diversos ETFs na B3 com temas específicos. É uma boa oportunidade para quem busca alguma tese de investimentos diferente das opções tradicionais, mas a exposição deve se atentar ao risco que essas teorias oferecem — o futuro, afinal, ainda é bastante duvidoso sobre o que irá, de fato, se concretizar.

  • DNAI11: é o produto do Itaú Unibanco para exposição em empresas especializadas em sequenciamento genético. É uma tese para o futuro pensando na área da saúde.
  • ECOO11: de olho em temáticas contemporâneas, a BlackRock resolveu lançar o ECOO11, um ETF direcionado ao Índice de Carbono Eficiente. O investimento é, indiretamente, em empresas com baixos índices de emissão de poluentes.
  • EMEG11: você gostaria de investir em um conjunto de países emergentes? É isso que faz o EMEG11, ETF gerido pela XP Investimentos. A taxa de administração é de 0,30% ao ano.
  • GENB11: lançado pelo BTG Pactual, esse ETF tem como objetivo realizar a exposição a BDRs com alto potencial de crescimento.
  • HTEK11: outro produto do Itaú Unibanco, o HTEK11 visa realizar uma exposição às empresas de tecnologia que possam contribuir com o desenvolvimento do segmento de saúde.
  • MILL11: para quem gosta de teses comportamentais, o MILL11 visa aproveitar empresas que possam se beneficiar do poder de compra da nova geração — conhecida como "Millennials".
  • NASD11: além do S&P500, outro índice muito utilizado para acompanhar o mercado americano é o Nasdaq 100, que oferece as cem principais companhias listadas na bolsa de Nasdaq. É exatamente o que oferece o ETF NASD11.
  • REVE11: outro ETF de olho em sustentabilidade, o REVE11 tem por objetivo realizar uma exposição às 50 principais companhias aderentes ao desenvolvimento sustentável.
  • SHOT11: mais um fundo temático para o mercado americano, o SHOT11 oferece exposição ao grupo de empresas consideradas como altamente inovadoras.
  • TECK11: de olho em tecnologia, o TECK11 permite o investimento nas principais empresas de tecnologia do mundo. Isso é feito por meio do investimento no Índice NYSE FANG e engloba companhias como Amazon, Apple e Google.
  • YDRO11: com a mesma lógica das temáticas, o YDRO11 é um produto do Itaú Unibanco com exposição às empresas com participação na cadeia produtiva do hidrogênio, que é considerado como uma fonte energética alternativa do futuro.
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