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Mas, afinal, o que é a tão falada Web 3.0?

Na nova Internet, usuários produzem, consomem e ganham, por produzir ou consumir

Data de publicação:29/04/2022 às 00:30 -
Atualizado 22 dias atrás
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Quem gosta de acompanhar o desenvolvimento dos negócios deve ter percebido que uma tal de Web 3.0 já é tópico nas discussões dos empreendedores. Mas, afinal, do que se trata esse novo conceito?

A internet é uma tecnologia sempre em evolução. Até o momento já experimentamos a web 1.0 e a web 2.0, e a realidade é que a Web 3.0 já chegou às empresas, com a possibilidade de remuneração (também) aos usuários. Mas, para compreender a Web 3.0, contudo, é preciso entender a história da web. 

web 3.0
A web 3.0 vai oferecer controles para as informações on-line - Foto: Reprodução

Web 1.0

Essa geração da Internet começou lá pela década de 80 e pode ser considerada como a época dos grandes portais e instituições. Basicamente, esses sites produziam conteúdos e a função dos usuários era apenas consumir esses tópicos, ou seja, a experiência era estática.

Esse início da Internet era completamente passivo, se assemelhando muito a experiência de assistir TV ou escutar rádio, dado que existia uma grande barreira de entrada para se criar um site e produzir conteúdo, como faziam os grandes portais.

Web 2.0

A segunda geração começou lá pelos anos 2000 e foi consolidada pelas big techs, as grandes empresas de tecnologia.

A grande diferença da primeira versão se dá pelo poder de o usuário também produzir conteúdo através das redes sociais. Inicialmente ela ficou marcada por aplicativos de bate-papo como MSN e pelas primeiras redes sociais, como Orkut.

É claro que a revolução não parou somente por aí. A quebra da grande barreira de se criar algo na internet influenciou vários setores, como transportes, com o Waze e hotéis, com a Booking, por exemplo. 

Dessa forma, tínhamos o cenário onde usuários produziam e consumiam conteúdo. Entretanto, apenas as empresas monetizaram esses conteúdos, mesmo que eles fossem produzidos por seus usuários.

Web 3.0

Para entender a Web 3.0 precisamos compreender alguns tópicos, como blockchain. Essa tecnologia nada mais é do que um grande banco de dados, que não necessita de intermediários, como governo, por exemplo, e permite o rastreamento de cada envio e recebimento de dados, gerando uma plataforma pública e sem intervenções.

Assim, a mais recente geração da web é uma consequência da evolução da nossa rede de tecnologia. A proposta dessa nova internet é oferecer controles sobre as nossas informações online e uma chamada web semântica, onde computadores e humanos trabalham em cooperação.

Desta vez, nessa nova proposta, os usuários produzem, consomem e ganham, tanto por produzir ou por consumir esses conteúdos. Afinal, nada mais justo do que remunerar quem passa horas consumindo publicidade nas redes sociais, certo? Por isso a importância do blockchain.

Assim como aconteceu em outras gerações, teremos impactos em todas as áreas, como por exemplo nas transações financeiras, segurança corporativa e governança. O grande movimento que acontece nesta nova geração é a descentralização.

Algumas dessas novas funcionalidades já se apresentam no nosso dia a dia, como as assistentes virtuais, como a Alexa.

E outras, ainda estão aparecendo aos poucos. Um exemplo é a nova maneira de armazenamento de dados, substituindo drive ou Dropbox, onde você pode armazenar os seus documentos em sites criadores para operar em redes da BlockChain, a exemplo disso.

Assim, temos o fenômeno das propriedades via NFT, no qual as armazenamos via Tokens e ativos em carteiras próprias. 

E qual o impacto nas empresas?

Algumas empresas já perceberam que essa nova geração da internet deixou de ser futuro e já é realidade e, dessa forma, já começaram a investir em novas soluções. Grande exemplo dessa revolução foi o antigo Facebook e atual Meta, que mudou seu nome e voltou seu foco para o Metaverso.

Esses ambientes digitais vão permitir uma maior imersão nos ambientes tridimensionais, possibilitando conferências, conversas e consumo de conteúdos, com uma experiência incrível.

Diversas empresas físicas, de setores como moda, restaurantes e mercados também já começaram a investir nesse tipo de tecnologia. 

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Sobre o autor
Nicolau Eloy
Nicolau Eloy é empresário e fundador do portal BP Money