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Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta segunda-feira, 14 de março

Projeção de inflação mais alta ganha ainda mais peso a dois dias da reunião do Copom, que deve trazer a nova Selic

Data de publicação:14/03/2022 às 11:17 -
Atualizado 2 meses atrás
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A Bolsa opera em queda nesta segunda-feira, 14, com os investidores repercutindo as novas projeções econômicas para o País, que apontam uma forte deterioração da inflação a dois dias da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que irá definir a nova Selic, taxa básica de juros.

No ambiente externo, as atenções se voltam para a retomada das negociações entre os governos da Ucrânia e Rússia, diante da realização de uma possível reunião ao longo do dia. Porém, a continuidade dos ataques russos segue em curso. Às 14h00, o Ibovespa recuava 1,36%, aos 110.189 pontos, e o dólar subia 0,97%, cotado a R$ 5,103.

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta segunda-feira, 14 de março
Deterioração das estimativas da inflação para 2022 traz cautela aos investidores - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O economista-chefe Jason Vieira, da Infinity Asset, afirma que o dólar futuro ganha força, refletindo ajustes do mercado em meio á queda do Ibovespa. Segundo ele, os comentários nas mesas de negócios focam em possível intervenção de novo do governo na Petrobrás e a mobilização de caminhoneiros assusta um pouco também.

"No final tudo bate no fiscal. O governo usar dividendos da Petrobras pagos à União - maior acionista da estatal - para bancar eventual subsídio para os preços de combustíveis acaba gerando expectativas ruins para as contas públicas e o problema fiscal do País", avalia a fonte.

Super Quarta e mineradoras em queda

Além desses ingredientes, ainda há uma expectativa sobre a Super Quarta, que inclui não somente o anúncio da nova taxa de juros do Brasil, mas também novas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Na seara das ações, o Ibovespa segue impactado negativamente pela queda de mais de 5% das ações da Vale, e com as demais gigantes siderúrgicas na mesma esteira de recuo, que refletem um dia de baixa no preço do minério de ferro lá fora. Também contribui para a forte queda a desvalorização de quase 2% dos papéis da Petrobras.

Inflação em alta no Brasil para 2022

Ao longo da manhã, o Banco Central divulgou a edição atualizada do Boletim Focus, que traz as estimativas dos principais indicadores econômicos feita pelos economistas do mercado. Um dos pontos de maior destaque foi a intensa deterioração do cenário inflacionário. A mediana apurada para o IPCA de 2022, índice de inflação oficial do País, saltou de 5,65% para 6,45%.

A revisão do indicador foi fortemente impactada pela disparada de preço das commodities provocada pela guerra na Ucrânia, além de alta na inflação corrente. Há um mês, a mediana era de 5,50%.

Essa escalada na estimativa da inflação ganha ainda mais atenção dos investidores com a proximidade da realização da reunião do Copom, na próxima quarta-feira, 16, na qual o colegiado decide sobre a nova Selic.

O BC já adiantou que o ajuste será de um ponto porcentual, menor que o das últimas reuniões. Mas eventos recentes criaram dúvidas nos agentes, que passaram a revisar as expectativas. Prova disso foi a elevação das projeções para a taxa de juros em 2022, que subiram de 12,25% para 12,75% ao ano.

Juros futuros

As taxas de juros negociadas no mercado futuro apontam viés de alta, com exceção dos juros curtos. Há temores quanto ao potencial de alta da inflação, a partir do reajuste de combustíveis anunciado na última semana. A ameaça de paralisação dos caminhoneiros também segue no radar dos investidores.

Por volta das 13h30, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2023 tinha taxa de 13,19%, ante 13,20 na abertura. O DI para janeiro de 2025 projetava 12,59%, contra 12,54% do ajuste. Na ponta longa, a taxa do DI para janeiro de 2027 era de 12,37%, ante 12,34%.

Sobe e desce da Bolsa

Maiores altas

JHSF (JHSF3)+5,61%
Santander (SANB11)+5,20%
Cielo (CIEL3)+2,41%
Itaú (ITUB4)+2,25%
Sabesp (SBSP3)+1,96%

Maiores baixas

Vale (VALE3)-5,13%
PetroRio (PRIO3)-4,70%
CSN Mineração (CMIN3)-4,19%
CSN (CSNA3)-3,94%
Magazine Luiza (MGLU3)-4,04%
Fonte: B3 (dados atualizados às 13h49)

Exterior

Bolsas americanas/principais índices

  • S&P 500: -0,32%
  • Dow Jones: +0,43%
  • Nasdaq 100: -1,41% (dados atualizados às 13h52)

Bolsas europeias fecham em alta

As bolsas europeias fecharam em alta nesta segunda-feira, com o mercado no aguardo de novos avanços nas negociações de um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia.

Ao longo da madrugada, o dirigente do Banco Central Europeu (BCE), Frank Elderson disse que a instituição enviou cartas individuais aos bancos da zona do euro informando suas deficiências no cumprimento de metas relacionadas ao clima e meio ambiente.

Em discurso feito durante evento organizado pelo Instituto Bancário Europeu, Elderson disse esperar que os bancos envolvidos tomem "ações decisivas" para corrigir essas deficiências. "Ao agir assim, os bancos irão finalmente que seu perfil de risco se reflita de forma transparente e abrangente nas informações que divulgam ao público", enfatizou.

Fechamento/bolsas europeias

  • Stoxx 600 (Europa): +1,20% (436,36 pontos)
  • DAX (Frankfurt): +2,24% (13.933 pontos)
  • FTSE 100 (Londres): +0,50% (7.191 pontos)
  • CAC 40 (Paris): +1,75% (6.369 pontos)

Bolsas asiáticas fecham em baixa nesta segunda-feira

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, em meio a uma nova onda de infecções por covid-19 na China e os desdobramentos da guerra na Ucrânia.

A predominância do mau humor na Ásia veio após a China enfrentar um novo surto de infecções por covid-19, que levou ao confinamento da cidade de Shenzhen, um polo financeiro e tecnológico com 17,5 milhões de habitantes. / com Tom Morooka e Agência Estado

Fechamento/bolsas asiáticas

  • Hang Seng (Hong Kong): - 4,97% (19.531 pontos)
  • Kopsi (Seul): -0,59% (2.645 pontos)
  • Taiex (Taiwan): -1,99% (17.263 pontos)
  • Xangai Composto (China continental): -2,60% (3.223 pontos)
  • Shenzhen Composto (China continental): -2,93% (2.109 pontos)
  • Nikkei (Tóquio): +0,58% (25.307 pontos)
  • S&P/ASX 200 (Sydney): + 1,21% (7.149 pontos)
Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.