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Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta terça-feira, 25 de janeiro

Investidores aguardam decisão de política monetária do BC dos EUA e acompanham os acontecimentos da tensão entre Rússia e Ucrânia

Data de publicação:25/01/2022 às 11:13 -
Atualizado 8 meses atrás
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A Bolsa abriu o pregão desta terça-feira, 25, seguindo a mesma tônica negativa dos mercados internacionais com aversão ao risco. Porém, pouco tempo depois mudou o sinal e passou a trafegar em alta, puxada pela valorização de mais d 2% das ações da Petrobras, que refletem o dia positivo para o petróleo no mundo. Às 15h, o Ibovespa subia 0,77% e recuperava o patamar dos 108 mil pontos (108.762). Já o dólar caía 0,66%, cotado a R$ 5,467.

A valorização dos gigantes financeiros também contribuem para essa virada de rumo da Bolsa. Às 15h05, os papéis do Itaú, Bradesco e Santander avançavam 2,06%, 2,44% e 4,11%, respectivamente.

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta terça-feira, 25 de janeiro
Crise geopolítica entre Rússia e Ucrânia abala os mercados, que têm receio sobre os impactos disso no mercado de petróleo - Foto: Envato

A cautela do mercado americano ajuda a frear um pouco o avanço da B3. Do lado que pode frear um pouco o avanço da B3 está a cautela internacional. Os investidores seguem aguardando com apreensão as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que podem sinalizar um início do ciclo de alta de juros no país em março.

Outro ponto que pesa na tensão dos investidores é a crise geopolítica entre a Rússia e a Ucrânia, o que pode prejudicar o mercado de petróleo no mundo. Enquanto o presidente russo Wladimir Putin afirma que não tem intenção de invadir o país, uma tropa militar da Rússia marca presença na fronteira entre os dois países.

As decisões do Fed respingam diretamente nas economias globais, o que causa apreensão em investidores de várias partes do mundo. Os Estados Unidos registram a maior inflação dos últimos 40 anos e junto com o aumento da taxa de juros do país vem ainda o início da retirada dos estímulos à economia, o que deve pesar no mercado acionário não só lá, mas também em outros países.

Especialmente em um cenário de risco geopolítico crescente em que os investidores, movidos pelo aumento de aversão ao risco, procurariam proteção em ativos seguros, como os títulos do Tesouro americano.

A previsão de alguns analistas é que a autoridade monetária anuncie medidas mais duras para conter o avanço da inflação, com um ciclo de juros que deve durar ao longo de 2002 e começar em março, com até cinco aumentos, e uma aceleração do tapering.

Crise geopolítica entre Ucrânia e Rússia causa apreensão mundial

A tensão dos investidores ganha ainda mais tempero com a crise militar entre a Rússia e a Ucrânia. A ex-URSS aumentou a sua tropa na fronteira com a Ucrânia, o que causou um temor global de que a Rússia invadiria o país.

Com isso, outras regiões começaram a pedir o retorno dos seus profissionais que trabalham no consulado da Ucrânia para seus países de origem, com medo de que ficassem presos caso houvesse uma invasão russa.

Um dos grandes motivos de apreensão do mercado é que uma possível invasão aumentaria a temperatura nas relações entre a Rússia e a Ucrânia, além de gerar um desarranjo no mercado de energia.

A Rússia é grande produtora de gás, que é escoado para a Europa por meio de gasodutos que atravessam a Ucrânia. Uma crise de desabastecimento tenderia a aumentar a procura pelo petróleo, com aumento de pressão sobre os preços do barril, já em contínua alta.

Uma escalada na cotação do petróleo pode jogar mais lenha no processo inflacionário global, reacendendo as expectativas sobre uma possível elevação dos juros em uma economia que enfrenta um cenário de incertezas com a disseminação da pandemia causada pela variante ômicron.

Bolsas americanas/principais índices

  • S&P 500: - 1,87%
  • Dow Jones: - 0,93%
  • Nasdaq 100: - 2,77% (dados atualizados às 14h20)

Juros futuros

Os juros futuros começaram a sessão desta terça-feira perto da estabilidade, mas em seguida ganharam um pouco de força e estão em leve alta, em sintonia com o movimento do dólar ante o real e outras moedas emergentes.

Inclui-se ainda o avanço juros dos Treasuries na véspera de decisão de política monetária do Fed. A agenda local está esvaziada, mas o mercado aguarda pelo leilão de NTN-B e LFT do Tesouro (11 horas).

Por volta das 14h, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia a 11,22%, de 11,18% na abertura. O DI para janeiro de 2025 ia para 11,10%, de 11,08%, e o para janeiro de 2023 subia a 11,85%, de 11,82% no ajuste de ontem.

Sobe e desce da Bolsa

Maiores altas

Cielo (CIEL3)+ 5,85%
Yduqs (YDUQ3)+ 4,64%
JHSF (JHSF3)+ 4,56%
3R Petroleum (RRRP3)+ 4,34%
Santander (SANB11)+ 3,78%
Fonte: B3

Maiores baixas

Alpargatas (ALPA4)- 4,97%
Suzano (SUZB3)- 3,52%
CSN (CSNA3)- 2,70%
Assaí (ASAI3)- 2,49%
Natura & Co (NTCO3)- 2,61%
Fonte: B3 (dados atualizados às 14h27)

Risco fiscal e PEC dos combustíveis

Além da tensão por conta do ambiente externo, os investidores brasileiros têm ainda outros componentes para elevar suas preocupações, como o Orçamento 2022, que trouxe cortes importantes de verbas em setores como Educação, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente e Saúde. Por outro lado, blindou os valores voltados para o fundo eleitoral recorde e para as emendas parlamentares.

Com o controle do Orçamento nas mãos, o chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, delegou o poder de avalizar as decisões do ministério da Economia a Bruno Grossi, secretário especial da Casa Civil, o que causa ainda mais receio no mercado.

"O Executivo parece ter mesmo lavado às mãos, entregando a chave do galinheiro às raposas de forma definitiva", afirma Filipe Teixeira, sócio da Wisir Research.

O clima de fim de festa para o governo Bolsonaro, desidratado semanalmente pelas pesquisas eleitorais, também indica a sensação de risco institucional crescente, com a falta de líderes congressistas capazes de restabelecer a confiança e a credibilidade da Casa.

Outro grande ponto de atenção dos investidores é a questão dos combustíveis. Passados os primeiros dias após o lançamento do balão de ensaio sobre uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre os combustíveis, as discussões internas no governo apontam para outros estudos que tragam maior eficiência e com efeitos de mais longo prazo, segundo Rafael Furlanetti, sócio diretor institucional da XP.

Uma reunião com a cúpula do governo está prevista para ocorrer nesta quinta-feira para buscar um posicionamento sobre o tema junto ao Congresso, que retoma suas atividades na próxima semana.

Europa: bolsas fecham em alta

Diferentemente dos futuros americanos e das principais praças asiáticas, as bolsas na zona do euro fecharam o pregão desta terça-feira no positivo.

Durante a manhã, o instituto alemão Ifo divulgou que o índice de sentimento das empresas da Alemanha subiu de 94,8 pontos em dezembro para 95,7 pontos em janeiro, após recuar por seis meses consecutivos

O resultado deste mês superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam o indicador a 94,7 pontos.

Fechamento/bolsas europeias

  • Stoxx 600 (Europa): + 0,71% (459,58 pontos)
  • FTSE 100 (Londres): + 1,02% (7.371 pontos)
  • DAX (Frankfurt): + 0,75% (15.123 pontos)
  • CAC 40 (Paris): + 0,74% (6.837 pontos)

Bolsas asiáticas fecham em queda com EUA

As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa nesta terça-feira, seguindo o pregão volátil da véspera em Wall Street. / com Tom Morooka e Agência Estado

Fechamento/principais índices asiáticos

  • NIkkei (Tóquio): - 1,66% (27.131 pontos)
  • Hang Seng (Hong Kong): - 1,67% (24.243 pontos)
  • Kospi (Seul): - 2.56% (2.720 pontos)
  • Xangai Composto (China continental): - 2,58% (3.433 pontos)
  • Shenzhen Composto (China continental): - 3,31% (2.313 pontos)
  • S&P/ASX 200 (Sydnei): - 2,49% (6.961 pontos)
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