Renda Variável

Qual valor mínimo para investir na Bolsa?

À medida que o mercado financeiro vem oferecendo novas oportunidades de investimento, apostar na Bolsa de Valores se torna uma tarefa imprescindível, sobretudo para aqueles que estão em busca de melhores resultados em suas aplicações. Além disso, diferente do que acreditam a maioria das pessoas, negociar ações na B3 é fácil e não exige alto poder aquisitivo.

Os últimos anos ajudaram a consolidar a tendência de diversificação de ativos, especialmente por conta do aumento dos aportes em renda variável, como os fundos imobiliários. Isso ocorre principalmente pela desvalorização das taxas de juros, afinal, quanto mais baixa a taxa Selic, por exemplo, menor será a rentabilidade da renda fixa vinculada a esse indexador.

Nesse contexto, para quem pretende ter ganhos maiores, é indispensável considerar a diversificação da carteira de investimentos. Afinal, começar a comprar ações pode garantir um retorno positivo a longo prazo, mesmo se tratando de uma modalidade de risco moderado/alto. 

Portanto, se está interessado em saber mais sobre este assunto, continue sua leitura! Nos tópicos a seguir, veremos:

Como investir na bolsa?

Antes de começar a investir na bolsa de valores, é preciso entender os pilares que envolvem esse tipo de aplicação. Por isso, destacamos alguns princípios básicos e explicamos porque eles são tão importantes para quem está iniciando. Saiba mais:

Identifique seu perfil de investidor

Em linhas gerais, antes de se aventurar no mercado de renda variável é preciso ter o perfil de um investidor arrojado, já que se trata de um ambiente com risco moderado. Em razão da imprevisibilidade do mercado, é importante que os investidores estejam abertos às oscilações das empresas e saibam lidar com a volatilidade habitual dos papéis negociados na bolsa.

Estude sobre a Bolsa de Valores

O próximo passo antes mesmo de começar a aplicar qualquer valor é estudar a fundo sobre os principais detalhes e características do mercado de ações. É preciso dominar a forma com que as negociações são realizadas entre os investidores. Afinal, para comprar ou vender suas ações você precisa ter compradores interessados em seus ativos e, assim, conseguir negociá-los na margem esperada.

Sem dúvidas, investidores que pretendem se desfazer de seus ativos o fazem da maneira mais lucrativa possível. Por isso, é natural que cobrem o máximo disponível sobre cada ação. Dependendo do valor exigido, nem sempre é tão simples encontrar pessoas interessadas. Portanto, é crucial estudar o comportamento do mercado para fazer bons negócios e evitar a tomada de decisões ruins, com base apenas em previsões de momento.

Abra uma conta em uma corretora

Agora que você já conhece um pouco melhor sobre o seu perfil de investidor e como funciona o mercado, é hora de dar os primeiros passos. Para tanto, basta abrir uma conta em uma corretora de valores. Essa empresa será responsável por intermediar a compra e venda de títulos financeiros no mercado de ações, e essa tarefa pode ser executada através de um sistema digital, chamado de home broker.

Qual valor mínimo para investir na bolsa?

Em linhas gerais, os investidores interessados em comprar ações na bolsa de valores não estão limitados a uma quantia mínima. Portanto, é possível se associar a uma empresa a partir do montante que você tiver disponível no momento. 

Por outro lado, além do valor de cada ativo, existem outros custos que devem ser considerados nesse tipo de operação. Afinal, as ações seguem uma tendência de negociação através de lotes de ações.

Habitualmente, cada lote é composto por um montante de 100 ações. Sendo assim, você deverá multiplicar o valor unitário por 100 para chegar ao preço mínimo do seu aporte. No entanto, é possível negociar papéis de lotes fracionários, isto é, que permitem a compra e venda de títulos em menor quantidade. Esse mecanismo existe para que investidores com menor poder de compra também possam operar na bolsa de valores.

Além dos aportes mínimos exigidos para cada tipo de ação, existem custos adicionais que devem ser considerados nesse investimento, como a taxa de corretagem e de custódia.

Taxa de Corretagem

A taxa de corretagem é um encargo aplicado pela corretora de valores em troca da intermediação da compra e venda de ações. Em via de regra, ela pode ser aplicada de duas formas: a partir de um valor fixo pré-estabelecido ou por meio de uma porcentagem sobre o total dos investimentos realizados.

Essa taxa segue um mecanismo de cobranças que variam de acordo com o tipo de produto e serviço contratado. Sendo assim, seu valor pode diferir de uma instituição para outra. Justamente por isso, as corretoras de valores passam a concorrer no mercado para atrair clientes, oferecendo melhores condições e taxas mais atrativas.

Taxa de custódia

A taxa de custódia é aplicada  mensalmente aos investidores de renda fixa ou variável em razão da guarda de ativos da B3 pelos custodiantes. Ela também pode ser definida a partir de um valor fixo anual, que incide sobre um percentual dos valores que são investidos por meio da corretora.

Diferente do que acontece em outros custos, como as taxas de performance, a taxa de custódia não está atrelada ao desempenho dos seus ativos. Sendo assim, isso significa que mesmo que haja prejuízos nas operações, ela deverá ser descontada da sua conta.

Nesse contexto, apesar de ser possível investir em ações fracionadas com pouco dinheiro, os custos operacionais podem inviabilizar esse tipo de operação, ainda que se trate de ativos com preços muito baixos.

Quanto rende investir na bolsa?

Antes de mais nada, é importante lembrar que a rentabilidade de uma ação se refere ao percentual de retorno sobre a quantidade aplicada para compra de ativos. Nesse contexto, caso você tenha aplicado 10 mil reais em uma ação e tenha também negociado mais tarde por 15 mil reais, por exemplo, você terá uma rentabilidade de 50%.

Embora esse modelo facilite o entendimento sobre quanto rende investir na bolsa, é preciso levar em consideração alguns fatores que não destacamos. Afinal, além do valor de compra e venda, outros aspectos podem impactar na rentabilidade, como a distribuição de dividendos, bonificações e proventos relacionados ao percentual de juros sobre o capital próprio.

Além desses itens — que podem aumentar a sua rentabilidade —, existem também os custos com pagamento de impostos e taxas, que comprometem a rentabilidade das ações, tornando-as um pouco menores. Dessa forma, o produto final da compra e venda é determinado pelo resultado destes acrescimentos e descontos.

Outro aspecto que merece sua atenção é a previsibilidade do rendimento em relação aos resultados obtidos em momentos passados. Isso acontece porque os ganhos já obtidos não correspondem à rentabilidade futura, mas, trata-se de um forte indício que irá ajudá-lo na sua tomada de decisão.

Vale a pena investir na bolsa?

O investimento em ações é uma das principais formas de garantir um retorno financeiro significativo. Entretanto, a modalidade ainda é um tabu para boa parte dos investidores, sobretudo por ser uma operação de risco. Em contrapartida, sua principal vantagem é a possibilidade de aplicar aportes menores e até mesmo alcançar bons resultados sem ser um especialista em mercado financeiro.

Em resumo, para ingressar no mundo da bolsa de valores é preciso adotar os mesmos cuidados exigidos em qualquer outro tipo de investimento, ou seja, você deve se informar, definir um objetivo claro, reunir o capital para investir e identificar qual é o seu perfil como investidor para escolher as opções que melhor se encaixam em suas aspirações.

Além disso, no mercado de ações é possível observar diversas outras vantagens, a começar pela acessibilidade na realização desse tipo de operação. Afinal, qualquer indivíduo pode comprar e vender ações na bolsa de valores, já que não é necessário um grande capital para começar a montar sua carteira.

Ademais, a liquidez dos ativos tende a garantir uma boa rentabilidade, sobretudo quando comparadas às demais opções. Logo, tanto investir em um ambiente online quanto resgatar ativos em espécie são processos muito simples. Contudo, vale lembrar que as ações escolhidas estão sujeitas às variações do mercado. Assim, dependendo do contexto, nem sempre será fácil vender os seus ativos.

Qual melhor opção de bolsa para começar a investir?

Entender quais as melhores ações para investir na bolsa de valores pode ser uma tarefa muito difícil. Assim, para descomplicar esse trabalho, é preciso entender a dinâmica do mercado e ficar atento aos seus insights. Afinal, as recomendações para determinado indivíduo podem diferir no seu caso e, mesmo assim, nem sempre uma ação se mantém em boa perspectiva por muito tempo.

Nesse contexto, antes de iniciar seus investimentos e decidir qual empresa tem potencial de crescimento, é preciso analisar criteriosamente três pilares fundamentais:

  1. verifique se o papel está desvalorizado, em valorização ou se o preço pelo ativo pode ser considerado justo;
  2. busque informações sobre a saúde da empresa, como forma de governança corporativa, faturamento, liquidez das ações, índices de endividamento, lucratividade e demais fatores internos;
  3. Por fim, não se esqueça de avaliar os fatores macroeconômicos, ou seja, aqueles que podem interferir no crescimento de uma organização listada na B3, como conjuntura econômica, inflação, estabilização dos preços, segmento da empresa e sua política de influência.

Se você pretende adotar uma estratégia mais versátil, operando em curto e médio prazo para potencializar o retorno em menos tempo, é fundamental que os três pilares que apresentamos estejam em equilíbrio. A dica é que as ações estejam em uma cotação levemente inferior ao seu valor justo. 

Logo, isso significa que a empresa precisa estar em boas condições financeiras, para que assim, caso a economia passe por um momento de turbulência, seja possível recuperar o preço das ações mais rapidamente.

Melhores ações da Bolsa de Valores

Como já destacamos, a bolsa de valores oferece o melhor potencial de rentabilidade do mercado de investimentos, apesar do risco em gerar prejuízos importantes. É natural, no entanto, que cada ativo de grande potencial incorra riscos, já que se trata de uma renda variável.

Nesse contexto, investimentos a curto prazo podem sofrer performances muito abaixo do esperado, causando decepção em muitos investidores. Mas, vale lembrar que o mercado é imprevisível e, portanto, é preciso estar preparado para eventuais oscilações.

Por outro lado, adotando alguns cuidados é possível minimizar os prejuízos e otimizar sua carteira de investimentos. Pensando nisso, preparamos algumas dicas que serão úteis para o seu crescimento neste mercado.

Confira, a seguir, quais as melhores ações, considerando cada tipo de perfil de investidor.

Iniciante

Para aqueles que estão dando os primeiros passos no mercado de ações, é importante buscar por ativos com menor potencial de risco, ou seja, papéis que sejam mais seguros e menos voláteis. A dica é apostar em companhias consolidadas no mercado e que apresentem boa estabilidade de preços e alta liquidez, como os grandes bancos.

Moderado

Se você já adquiriu certa experiência na bolsa de valores e tem uma predisposição a investir mais, o perfil moderado oferece boas possibilidades. Nesses casos, ações de empresas de segmentos como alimentação, saúde e produção de energia trazem um pouco mais de segurança e ousadia para sua carteira. 

Avançado

Por fim, os investidores de perfil avançado tendem a apostar em um portfólio mais arrojado. Isso porque as ações recomendadas para este público tratam-se de empresas com maior potencial de ganhos e perdas. Assim, para equilibrar as contas e manter uma carteira estável, é possível mesclar entre papéis agressivos e moderados para evitar perdas acentuadas de ativos.

Pronto! Agora você já conhece os principais detalhes dos caminhos necessários para iniciar a sua trajetória na bolsa de valores. Mas, primeiro, vamos deixar nossa dica de ouro: diversificação é a palavra de ordem quando se trata de compra e venda de ações. Apostar em diferentes empresas/segmentos pode valorizar ainda mais a sua carteira, bem como reduzir eventuais perdas.

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