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Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta quinta-feira, 12 de maio

Investidores repercutem novos dados econômicos americanos e números sobre o setor de serviços no Brasil

Data de publicação:12/05/2022 às 12:37 -
Atualizado 4 dias atrás
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Pelo andar da carruagem, os mercados globais podem viver mais um dia de aversão ao risco nesta quinta-feira, 12. No entanto, o clima pesado se tornou mais ameno no mercado americano e o efeito da baixa foi temporário na Bolsa brasileira.

Após abrir em queda, o Ibovespa inverteu o sinal e operava em alta de 0,38%, aos 104.792 pontos, às 14h39. O dólar recuava 0,14%, cotado a R$ 5,137.

Bolsa
Investidores seguem receosos de que o Fed adote um ciclo de aperto monetário mais agressivo por conta da alta da inflação além do esperado - Foto: wirestock

No âmbito das ações, gigantes do setor financeiro como Itaú e Bradesco - que sobem mais de 1% e quase 1%, respectivamente - ajudam a impulsionar o Ibovespa no terreno positivo.

Inflação: receio de um aperto monetário agressivo nos EUA

A inflação americana mais acelerada, divulgada na véspera - o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de abril subiu 0,3%, acima dos 0,2% esperados pelo mercado - aumenta a possibilidade de um aperto mais agressivo feito pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na condução da política monetária.

De acordo com Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, o CPI acima do esperado, com sinais de disseminação do processo inflacionário para o núcleo, eleva as chances de medidas mais duras do Fed à frente.

"A continuidade de casos de covid-19 na China, mesmo com medidas mais drásticas de controle, tem levado os investidores a reduzirem suas posições de forma acelerada, aprofundando a dinâmica de queda".

Nicolas Borsoi, da Nova Futura Investimentos

A alta da inflação, que não é um cenário exclusivo da economia americana, também é motivo de preocupação na Europa e na China. Cada vez mais torna-se mais complicado para os bancos centrais dos países administrarem a elevação dos juros sem frear o crescimento da economia.

Seja qual for o caminho escolhido - tanto o cenário de avanço dos juros como o de crescimento mais fraco - é negativo para o mercado de ativos de risco como um todo, incluindo a Bolsa brasileira.

Bolsas americanas/principais índices

  • S&P 500: -1,37%
  • Dow Jones Industrial Average: -1,39%
  • Nasdaq 100: -1,83% (dados atualizados às 14h48)

Sobe e desce da Bolsa

Maiores altas

Qualicorp (QUAL3)+7,24%
Méliuz (CASH3)+7,27%
Cogna (COGN3)+5,46%
CVC (CVCB3)+4,00%
magazine Luiza (MGLU3)+4,07%

Maiores baixas

Minerva (BEEF3)-5,64%
CSN (CSNA3)-8,07%
CSN Mineração (CMIN3)-3,23%
Usiminas (USIM5)-1,64%
Totvs (TOTS3)-2,01%
Fonte: B3 (dados atualizados às 12h42)

Brasil: dados do setor de serviços acima do esperado

No ambiente doméstico, os investidores repercutem novos dados econômicos divulgados pelo IBGE durante a manhã que reforçam um movimento de aquecimento da economia.

Após informar que as vendas no varejo subiram 1,0% em março ante fevereiro, acima da mediana positiva de 0,4% projetada pelos analistas, o instituto reportou que o volume de serviços prestados no país avançou 1,7% no mesmo período.

O número ficou bem acima das estimativas dos economistas, que previam desde queda de 1,5% a alta de 3,2%, com mediana de 0,8%.

Juros futuros

As taxas de juros negociadas no mercado futuro operam em alta. Às 14h40, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2023 tinha taxa de 13,36%, ante 13,33%. O DI para janeiro de 2025 projetava 12,49%, contra 12,41%, e o DI para janeiro de 2027 estava em 12,33%, de 12,28%.

Movimentação no mercado internacional

Wall Street: além da inflação, mercado digere PPI e seguro-desemprego

Além da indigestão com o CPI de abril, os investidores também repercutem os dados do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA publicados pelo Departamento do Trabalho americano durante a manhã, que apontaram avanços.

Em abril, o PPI subiu 0,5% ante março. O resultado veio em linha com o esperado pelos analistas. O núcleo do PPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 0,6% na comparação mensal, também dentro das expectativas do mercado.

Outro dado informado durante a manhã pelo órgão americano foi o volume de pedidos de seguro-desemprego, que reportou alta de 1 mil solicitações na semana encerrada em 7 de maio. O montante superou a projeção dos analistas, que estimavam 194 mil solicitações.

Europa: bolsas fecham em queda

Penalizadas pelas quedas nas ações de materiais básicos, as bolsas europeias fecharam em baixa nesta quinta-feira, com o aumento da aversão ao risco com a inflação americana além do previsto.

No Reino Unido, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês), o PIB cresceu 0,8% no primeiro trimestre de 2022, resultado abaixo da expectativa dos analistas, que apostavam em alta de 1,0% no período.

Isabel Schabel, que integra o conselho do Banco Central Europeu (BCE), alertou que os riscos de a inflação elevada se tornar duradoura estão aumentando e que é urgente implementar políticas de estabilização de preços.

Bolsas europeias/fechamento

  • Stoxx 600 (Europa): -0,74% (424,40 pontos)
  • DAX (Frankfurt): -0,64% (13.739 pontos)
  • FTSE 100 (Londres): -1,56% (7.233 pontos)
  • CAC 40 (Paris): -1,01% (6.206 pontos)

Ásia: mercados encerram o dia em queda

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, à medida que ações de tecnologia foram pressionadas por um tombo do Nasdaq em Nova York no dia anterior.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 2,24%, a 19.380,34 pontos. Apenas o subíndice de tecnologia local teve queda de 3,8%. Já em Taiwan, o Taiex recuou 2,43%, a 15.616,68 pontos. O papel do fabricante de chips Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), por exemplo, cedeu 3,07%.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei sofreu baixa de 1,77% em Tóquio hoje, a 25.748,72 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 1,63% em Seul, a 2.550,08 pontos, encerrando o pregão no menor nível desde novembro de 2020.

Na China continental, as bolsas foram mais contidas. O Xangai Composto registrou modesta perda de 0,12%, a 3.054,99 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto driblou o viés negativo da Ásia e subiu 0,16%, a 1.921,65 pontos.

Dados recentes mostraram expressivo declínio no número de novas infecções por covid-19 na cidade de Xangai.

Na Oceania, a bolsa australiana foi igualmente influenciada pelo Nasdaq. O S&P/ASX 200 recuou 1,75% em Sydney, a 6.941,00 pontos.

No setor de tecnologia, a queda foi de 8,7%, em seu pior dia desde que a pandemia de covid-19 tumultuou os mercados globais em março de 2020. / com Regina Pitoscia e Agência Estado

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Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.