Logo Mais Retorno
Bolsa
Mercado Financeiro

Futuros nas bolsas americanas operam em alta no penúltimo dia de negócios do ano; ômicron segue no radar

Estudos ao redor do mundo apontam que, apesar da contaminação elevada, o número de hospitalizações e casos graves da nova cepa é reduzido

Data de publicação:29/12/2021 às 08:31 -
Atualizado 9 meses atrás
Compartilhe:

O mercado financeiro inicia nesta quarta-feira, 29, o penúltimo dia de negócios do ano. Por hora, os contratos futuros negociados nas bolsas de Nova York operam em alta, motivados principalmente pela redução das preocupações sobre a letalidade da ômicron.

De forma geral, investidores e gestores de mercado devem aproveitar hoje e amanhã, os dois últimos dias de pregão, para fazer os últimos ajustes nas posições ou, segundo analistas, movimentos de redução à exposição ao risco em Bolsa em um ambiente de baixa liquidez. O volume financeiro negociado na véspera foi de apenas R$ 16,3 bilhões, menos da metade da média recente.

Futuros americanos operam em alta no penúltimo dia de negócios do ano; ômicron segue no radar
Investidores acompanham as notícias sobre a ômicron, mas seguem um pouco menos apreensivos com o risco reduzido de hospitalização e casos graves - Foto: Envato

Índices futuros/bolsas de Nova York

  • S&P 500: + 0,20%
  • Dow Jones: + 0,14%
  • Nasdaq: + 0,35% (atualizado às 7h58)

Atenção à ômicron e às commodities 

A expectativa é que, na falta de novidades de impacto no cenário doméstico, o mercado financeiro responda mais a eventos e estimativas do cenário internacional. 

Apesar de continuar avançando rapidamente pelo mundo - somente na segunda-feira, 27, foram 1,4 milhão de casos em todo o globo, segundo levantamento da universidade americana John Hopkins - os investidores seguem um pouco menos apreensivos sobre a ômicron, com a divulgação de novos estudos realizados na África do Sul e no Reino Unido que indicaram que a nova cepa tem um risco reduzido de hospitalização e casos graves.

O número de mortes causados pela nova cepa vai na contramão e segue caindo. De acordo com a John Hopkins, desde meados de outubro a média móvel soma 7 mil mortes diárias, um número significativamente menor se comparado ao pico impulsionado pela variante delta.

Outro ponto de atenção é o sobe e desce das cotações do minério de ferro e de outras commodities, que influencia ações de grandes empresas exportadoras e, por tabela, o Ibovespa.

Bolsa em queda na véspera

No dia anterior, a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, recuou 0,65%, para 104.864 pontos, puxada pelo recuo de ações de empresas mineradoras e siderúrgicas, principalmente da Vale. O minério de ferro ontem registrou forte desvalorização, superior a 3%, nos contratos futuros, na China.

A ação da mineradora (VALE3) recuou 2,74%, para R$ 76,79, queda atribuída também à falta de um acordo entre a Samarco e seus credores. A Vale é dona da metade da Samarco, que, em recuperação judicial, negocia com credores para evitar a execução de dívidas bilionárias.

Convém ressaltar que a mineradora e as siderúrgicas têm forte peso na carteira do Ibovespa e são, quase sempre, determinantes na trajetória do principal índice da B3.

É nessa toada de altas e baixas, sem nenhuma indicação de tendência, que o mercado de ações deve encerrar o ano, de acordo com os especialistas, com os investidores deixando para a virada do ano as tacadas ou decisões mais relevantes em relação às suas ações.

Apesar da instabilidade que tem permeado os pregões, a Bolsa de Valores apresenta um desempenho positivo neste último mês do ano. 

Bolsa tem valorização em dezembro

A B3 chega ao penúltimo dia de negócios do ano com valorização de 2,89% em dezembro. O desempenho no ano, contudo, é negativo, com baixa acumulada de 11,89%. O desempenho da Bolsa doméstica contrasta com a performance das bolsas americanas, que acumularam valorizações neste ano.

Exterior

Nova York

Na véspera, contudo, foi um dia em que as bolsas americanas chegaram ao fim do pregão com sinais mistos. O índice Dow Jones fechou com alta de 0,27%, em 36.398 pontos; o S&P 500 recuou 0,10%, para 4.786 pontos, e o índice Nasdaq, da bolsa eletrônica, caiu 0,56%, para 15.781 pontos.

Alguns analistas internacionais relataram rotação de papéis, com o setor de tecnologia sob pressão. O ramo de comunicação foi também afetado, enquanto as ações da indústria e do segmento financeiro, assim como papeis de consumo em geral, se saíram bem.

Como exemplo do dia, Boeing subiu 1,46% e Walt Disney avançou 1,54%, dando força para o Dow Jones.
Já a Apple, que recentemente foi classificada como AAA pela Mody's, caiu 0,58%. Microsoft, outra triple A do mercado americano (a outra é a Johnson & Johnson) recuou 0,35%. Queridinha dos brasileiros, a Tesla, companhia trilionária, caiu 0,50%.

Europa

Movimentação/principais praças financeiras

  • Stoxx 600: + 1,29DAX: - 0,33%
  • CAC 40: + 0,05%
  • PSI 20: + 0,22%
  • Ibex 35: - 0,30% (dados atualizados às 8h00)

Ásia fecha em queda

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira, em meio à cautela nas mesas de operações, alimentada pelas incertezas relativas à variante Ômicron do coronavírus na região.

Na China, a cidade de Xian, na região central, entrou no sétimo dia de lockdown hoje após somar mais 151 casos de covid-19. Nesse ambiente, o índice Hang Seng, de Hong Kong, encerrou a sessão em baixa de 0,83%, a 23.086 pontos. A bolsa de Xangai cedeu 0,91%, a 3.597 pontos, enquanto Shenzhen - de menor abrangência - perdeu 0,81%, a 2.494 pontos.

As perdas nos mercados chineses aconteceram apesar dos esforços do governo para manter a solidez da segunda maior economia do planeta. Nos últimos dois dias, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) aumentou a injeção de liquidez de curto prazo no sistema bancário.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 0,89%, a 2.993 pontos, na Bolsa de Seul. A ação da Samsung Electronics baixou 1,42%, depois que o lockdown em Xian afetou a produção local de chips semicondutores da empresa.

Já no Japão, o Nikkei, de Tóquio, caiu 0,56%, a 28.906 pontos. Autoridades sanitárias em duas das maiores cidades do país - Tóquio e Osaka - exortaram a população a evitar aglomerações nas festividades de réveillon, à medida que o volume de infecções por covid-19 aumenta.

Na contramão do clima negativo na região, o índice Taiex, de Taiwan, avançou 0,28%, a 18.248 pontos. Os ganhos foram liderados por empresas do setor de tecnologia, com Davicom Semiconductor em alta de 9,90%, acompanhada por Solomon Technology (+9,85%).

Na Oceania, o S&P/ASX 200, de Sydney, registrou alta de 1,21%, a 7.509 pontos, em ajustes após ter ficado dois pregões consecutivos fechada. / com Júlia Zillig e Agência Estado

Sobre o autor
Tom Morooka
Colaborador do Portal Mais Retorno.

Inscreva-se em nossa newsletter