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Por que a Tesla se tornou o novo iPhone? Entenda os motivos

Com um DNA fortemente marcado pela inovação, os veículos elétricos da marca estão se tornando cada vez mais objetos de desejo dos consumidores

Data de publicação:22/11/2021 às 07:00 -
Atualizado 6 meses atrás
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A Tesla é uma das ações queridinhas dos brasileiros lá fora. Nos últimos rankings de ações mais negociadas no mercado americano, segundo dados da plataforma Stake, a montadora de carros elétricos vive ocupando as primeiras posições.

Com um DNA fortemente marcado pela inovação, os veículos da marca estão se tornando cada vez mais objeto de desejo dos consumidores. Para o analista de investimento da Stake, Rodrigo Lima, o carro elétrico da empresa liderada pelo multimilionário Elon Musk pode ser considerado o novo iPhone do mercado.

Montadora Tesla
Tesla está se tornando uma marca cobiçada pelos consumidores quando o assunto é carros elétricos - Foto: Divulgação

“Da mesma maneira que as pessoas desejam um iPhone, e não apenas um bom smartphone, os consumidores desejam um Tesla, e não apenas um bom carro elétrico. Por isso, essa é uma das ações mais negociadas pelos investidores brasileiros no exterior”, aponta.

Desde sua estreia na bolsa Nasdaq, as ações da Tesla tiveram uma supervalorização de aproximadamente 4.000% nos últimos 10 anos. Seu balanço do terceiro trimestre deste ano veio parrudo, com lucro líquido de US$ 1,6 bilhão – 389% maior ante o mesmo período de 2020 - e receitas de US$ 13,7 bilhões.

Somente neste ano, os papéis da montadora de Musk subiram quase 39% e, desde o início de 2020, o valor se multiplicou mais de 11 vezes. E a cereja do bolo aconteceu no dia 25 de outubro, quando a Tesla anunciou que fechou uma parceria com a Hertz, para quem deve entregar mais de 100 mil veículos até o fim de 2022.

Neste dia, a companhia foi avaliada em US$ 1 trilhão e as suas ações dispararam quase 15% na bolsa americana.

‘Bolha’

Para Lima, da Stake, a Tesla era vista por muitos do mercado como uma companhia meramente especulativa, uma “bolha”. No entanto, dia após dia a companhia de Musk vem desbancando essa ideia, com o crescente número de veículos entregues ao mercado.

Sendo uma das ações mais negociadas pelos investidores na plataforma da Stake, o analista de investimentos arrisca a dizer que “o investidor de varejo compreendeu que o carro da Tesla virou um objeto de desejo, assim como o iPhone, algo que talvez os investidores institucionais ainda não tenham percebido”.

Concorrência

A Tesla reina soberana no mercado de carros elétricos. Porém, com as discussões ambientais – como a redução dos gases de efeito estufa no mundo, por exemplo – o apelo desse tipo de veículo passou a ganhar relevância para o consumidor, o que fez com que várias montadoras começassem a investir nesse nicho lá fora, como a Volkswagen, GM, Toyota e, recentemente, a Ford.

Neste mês, a empresa automotiva americana Rivian, também especializada em carros elétricos, fez seu IPO na bolsa de Nova York (NYSE) e já alcançou um valor de mercado superior ao de gigantes como a Volkswagen.

E mais recentemente, a Apple anunciou que vai trabalhar no desenvolvimento de um veículo elétrico, o que fez as ações da fabricante de celulares dispararem.

Com a concorrência querendo conquistar uma fatia desse bolo, Elon Musk está diante do desafio de se tornar uma companhia com produção em escala. Com isso, estabeleceu uma meta de crescimento anual de vendas de, em média, 50%, totalizando 20 milhões de veículos por ano, segundo reportagem da Reuters.

Porém, a empresa também enfrenta problemas na cadeia de suprimentos, com a falta de semicondutores, algo que está prejudicando a produção da indústria, incluindo a automobilística.

Outros apelos

Além de se manter na dianteira do mercado de carros elétricos, em paralelo a Tesla ganha a atenção dos investidores porque, literalmente, levanta voo em outros mercados. Elon Musk participa da corrida espacial com os multibilionários Jeff Bezos, da Amazon, e Richard Branson, do Grupo Virgin.

Em setembro deste ano, em mais um marco no desenvolvimento da indústria do turismo espacial, por meio da missão Inspiration4, da Space X, o presidente da Tesla levou quatro civis à órbita da Terra.

A viagem espacial da empresa de Musk foi ainda mais ambiciosa do que das demais concorrentes – Virgin Galactic, de Bezos, e da Blue Origin, de Branson. Enquanto ambos fizeram voos suborbitais – não chegaram a entrar na órbita da Terra, atingindo 85km e 107 km de altitude – a Space X foi bem além disso, chegando a 575 km de altitude.

Outro fator são as polêmicas declarações sobre o mercado de criptomoedas feitas por Musk no Twitter. A mais recente foi uma resposta a um tweet no qual ele deu a entender que a Tesla detém US$ 1,47 bilhão em bitcoin, afirmando que sua empresa não tem “tanto” valor na criptomoeda, “mas algo próximo disso”.

O assunto ganhou atenção após Musk ter afirmado que possui criptomoedas como Ether, bitcoin e dogecoin em sua carteira, e que, “entre seus investimentos fora da Tesla e da Space X, o bitcoin lidera com vantagem”. Além disso, sugeriu que a montadora possa voltar a aceitar pagamentos com bitcoin em algum momento.

Como investir na Tesla?

Para alocar investimentos na Tesla é possível seguir por diversos caminhos. Além de investir diretamente nas ações da companhia lá fora, que tem o ticker TSLA na bolsa Nasdaq, o mercado brasileiro também oferece opções.

Uma das alternativas é via BDRs (Brazilian Depositary Receipts), certificados de depósito de valores mobiliários emitidos por instituições depositárias. Em outras palavras, trata-se da aquisição de ativos atrelados ao desempenho das ações da empresa e, normalmente, são emitidos por companhias internacionais, o que permite a negociação direta no mercado brasileiro. O BDR da Tesla pode ser acessado na B3 pelo ticker TSLA34.

Os ETFs (Exchange Traded Funds) também se tornam uma alternativa interessante. No Brasil, o TECK11 replica a carteira do índice NYSE FANG, que engloba 10 das principais ações de empresas de tecnologia e consumo do mundo, como Facebook, Amazon, Apple, Netflix, Google, Alibaba, Baidu, Nvidia, Twitter e Tesla.

Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.