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Mercado Financeiro

Empresas captam R$ 596 bilhões no mercado de capitais e batem recorde histórico, segundo Anbima

Volume representa crescimento de 60% ao montante obtido em 2020, segundo associação

Data de publicação:12/01/2022 às 12:02 -
Atualizado 7 meses atrás
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As empresas captaram R$ 596 bilhões no mercado de capitais do Brasil em 2021, recorde histórico da série monitorada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O volume representa um crescimento de 60% em relação aos níveis de 2020, ano marcado pelo início da pandemia, e de 38% na comparação com 2019.

Empresas captam R$ 596 bilhões no mercado de capitais e batem recorde histórico, segundo Anbima
Empresas bateram recorde histórico na captação de capitais em 2021, segundo dados da Anbima - Foto: Envato

Das captações de 2021, R$ 128,1 bilhões foram com ações, incluindo via aberturas de capital (IPO, na sigla em inglês), nível também recorde. Os IPOs renderam R$ 63,6 bilhões. Outros R$ 468 bilhões foram via renda fixa e outros instrumentos, como fundos de recebíveis e certificados de recebíveis.

Renda fixa: destaque para as emissões de debêntures

Na renda fixa, o destaque foi para as emissões de debêntures, que somaram R$ 253,4 bilhões, mais que o dobro dos negócios de 2020, que contabilizaram R$ 121 bilhões. As debêntures incentivadas, voltadas para projetos de infraestrutura, movimentaram R$ 47,3 bilhões, crescimento de 70% em relação ao ano anterior e também o maior número da série histórica da Anbima.

Enquanto as emissões de ações se concentraram na primeira metade do ano, com o mercado se fechando a partir de agosto, as emissões de debêntures seguiram firmes até dezembro, e com prazos longos. No último trimestre de 2021, mais de 44% das emissões desses papéis saíram com prazos acima de 7 anos, segundo a Anbima.

Ano positivo para todas as classes de ativos

"Foi um ano espetacular", disse em entrevista à imprensa nesta quarta-feira, 12, o vice-presidente da Anbima, José Eduardo Laloni. "Não foi só uma classe de ativos que foi destaque, foi o mercado como um todo." O executivo destacou ainda o alongamento dos prazos das captações no ano passado. Em média, 20% desses papéis tiveram prazos de 10 anos ou mais. / com Agência Estado

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