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O governo brasileiro anunciou nesta semana que irá emitir alerta de emergência hídrica para o período de junho a setembro. Se essas medidas restritivas ocasionarem um racionamento de energia elétrica e, consequentemente, piora na bandeira tarifária, os papéis das geradoras podem sofrer impactos, segundo a Ativa Investimentos.

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Empresas do setor elétrico mais dependentes de geração hidrelétrica podem sofrer impacto maior em seus papéis -
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De acordo com o analista de Research da Ativa, Ilan Arbetman, essas medidas afetariam de forma mais intensa as ações de geradoras com maior preponderância para a geração hidrelétrica, como Cesp, AES Brasil, Engie e Eletrobras.

“Companhias que, além de gerar também distribuem energia, mas que apresentam relevante grau de dependência, como Copel, Energias do Brasil e CPFL também poderiam ser fortemente afetadas com a ocorrência de um cenário de cauda”, enfatiza Arbetman.

É o primeiro alerta dessa natureza em 111 anos de serviços meteorológicos do País que envolve cinco Estados brasileiros – Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

Todos estão na bacia do Rio Paraná, onde se concentra parte da produção agropecuária e grandes hidrelétrica. Na região, a situação é classificada como “severa” e a previsão é de pouco volume de chuvas para o período.

Distribuição

Já nas companhias que operam em maior grau de distribuição, como Equatorial, Energisa, Cemig e Light, os impactos oriundos de uma possível diminuição na demanda poderiam ser grandes, enfatiza o analista, mas ligeiramente menores em comparação às empresas dependentes de geração.

Menos impacto

Na visão de Arbetman, as empresas de transmissão como Taesa e Isa Cteep sentiriam reflexos mais brandos do racionamento, por possuírem contratos de longo prazo corrigidos por índices inflacionários.

O analisa acrescenta ainda que a ocorrência de eventos extremos possivelmente se desdobraria em revisões baixistas quanto à capacidade de produção e geração de valor de outros setores, atingindo as expectativas em relação à capacidade de riqueza nacional.

Nesse cenário, Ilan reforça que as empresas devem optar por medidas paliativas para minimizar o impacto desse problema, antes de adotar ações mais drásticas, como um plano de racionamento.

“Entre elas, a maior adição de termelétricas, importação de energia ou até mesmo a aplicação de medidas tarifárias, como a consolidação de bandeira vermelha”, acrescentou.

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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