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Fundos de Investimentos

Confira cinco fundos imobiliários com retorno acima de 10% ao ano e cotas a partir de R$ 10

Fundos como GAGL11, GAME11, BIME11, VGHF11, VGIR11, exigem valores baixos para aplicação inicial

Data de publicação:24/10/2022 às 05:00 -
Atualizado 8 meses atrás
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Quando o assunto é investimento, muitas pessoas podem imaginar que é necessário muito dinheiro para começar, mas a verdade é que existem tipos de investimento, como alguns Fundos Imobiliários, que exigem valores relativamente baixos para o seu bolso. Mas montante para aplicação inicial não é o único fator a ser avaliado, há outros a colocar na balança.

Um dinheiro mais picado, que sobra no final do mês, pode ser um estímulo e o começo de um investimento que vai te assegurar uma reserva financeira e até mesmo uma aposentadoria, se houver disciplina e em prazos mais longos. Para exemplificar, fundos como GAGL11, GAME11, BIME11, VGHF11 e VGIR11 têm cotas mínimas em torno de R$ 10. Além disso, cada um deles paga entre R$ 0,08 e R$ 0,15 de dividendo mensal.

Fundos ImobiliáriosFundos Imobiliários com cota de R$ 10 podem ser escolha interessante | Foto: Reprodução

Pode parecer pouco, mas o retorno acaba sendo encorpado com os dividendos. Um investidor que tenha 100 cotas de um Fundo Imobiliário na faixa de R$ 10 investiu cerca de R$ 1.000 no total. Nesse caso, seu dividendo mensal será entre R$ 10 e R$ 15 por mês. Em um ano, o valor total do ganho extra ficará em algo entre R$ 120 e R$ 180. 

Para ser bem-sucedido, convém dar uma espiada no potencial do investimento e do setor em que está inserido.

Perspectivas para o setor

As expectativas para os juros no Brasil são de manutenção por alguns meses ainda e queda a partir do segundo semestre, para os mais otimistas. Os FIIs se beneficiam desse movimento, tendo em vista que uma taxa de juros menor sobre os aluguéis pode tornar o imóvel mais atrativo.

O mercado espera que a valorização desse setor comece a acontecer. Apesar do IFIX, índice de Fundos Imobiliários na Bolsa, contar com variação negativa nos últimos doze meses (-1,4%), tem sido um bom desempenho em comparação com o Ibovespa, que desvalorizou 13,92% no mesmo período. 

Apesar do momento de alta de juros, a situação inflacionária também demanda atenção antes de investir neste tipo de ativo. Gustavo Asdourian, sócio-fundador da Guardian, explica que fundos de papel muito ligados à inflação precisam de cuidado para investir, enquanto alguns que têm a maior parte em CDI são mais seguros.

Fundos de tijolo podem ser comprados com mais facilidade, enquanto fundos de papel devem ser olhados com mais cuidado por conta do curto prazo. Para longo prazo, acho que é uma oportunidade para comprar. No curto prazo é preciso cuidado, porque alguns fundos de papel são 100% indexados em inflação e estamos passando agora por três meses de deflação, o que derrubou o dividendo desse tipo de fundo.

Gustavo Asdourian, sócio-fundador da gestora Guardian

Liquidez e volatilidade na avaliação

De acordo com Anna Clara Tenan, CFA e analista da Órama Investimentos, é importante o investidor fazer uma análise quantitativa, olhando para liquidez, volatilidade do papel, como tem sido o retorno e os dividendos, e qual o tamanho do PL.

De acordo com a analista da Órama, outro fator que conta é a qualidade da carteira, para fundos de tijolo, verificar onde os imóveis estão localizados e quais são os inquilinos. Já no caso de fundos de papel, é necessário analisar quais são os tipos, onde estão localizadas as garantias e os projetos que estão sendo financiados.

Por fim, ela pontua que a gestora também conta nessas horas. Saber o histórico da gestora, quem são as pessoas por trás do fundo também é importante na hora de escolher esse ativo. A CFA da Órama ressalta que dividendo não é o único indicador importante na hora da decisão, é preciso olhar para todas as métricas e colocar na balança. Como exemplo, ela utiliza os fundos de papel ligados à inflação.

Obviamente essa deflação que a gente está tendo é pontual, mas fundos de papel inflação+ estavam entregando dividendos exorbitantes, muito altos, e de repente foi diminuindo, com o IPCA arrefecendo. Por isso, não dá para analisar só dividendos, é importante saber o que está ali dentro e a qualidade da gestora para o gestor não tomar decisões que você não concorde.

Anna Clara Tenan, CFA e analista da Órama Investimentos

Se você estiver a fim de tomar mais risco para ter um retorno mais alto, Anna Clara explica que talvez a opção seja um fundo de CRI high yield, ou fundo de desenvolvimento, com maior volatilidade, mas também potencial de retorno maior. Enquanto num perfil de risco mais moderado, fundos com contrato de aluguel longos, com CRI high grade. Ainda de acordo com a CFA da Órama, existem vários tipos de FIIs que podem se adequar ao seu modo de investir, por isso é tão importante entender o que está dentro de cada fundo.

Dentre as vantagens de se investir em Fundos Imobiliários, está a isenção do IR nos dividendos e a questão da liquidez que é diferente da renda fixa, porque são listados em bolsa com liquidez D+2. Outra vantagem é a exposição ao mercado imobiliário, que acaba sendo a melhor forma do investidor pessoa física se expor a esse setor de forma simples e prática.

Anna Clara Tenan, Órama Investimentos

Fundos imobiliários com cotas de até R$ 10

Fundo ImobiliárioTickerRetorno em 12 mesesÚltimo dividendo pago
Guardian Logística FIIGAGL1111,96%R$ 0,08
Guardian Multiestrategia Imobiliaria FIIGAME1116,79%R$ 0,10
Brio Multiestratégia FIIBIME1117,16%R$ 0,08
Valora CRI CDI FIIVGIR11 15,70%R$ 0,12
Valora Hedge Fund FIIVGHF11 14,92%R$ 0,10

GAGL11

Sobre esse fundo híbrido, Gustavo Asdourian, sócio-fundador da gestora Guardian, afirmou que o portfólio do fundo foi pensado para ser defensivo, mesmo em momentos voláteis do mercado. De acordo com Asdourian, a opção por esse FII é seguro, podendo colocar até mesmo o dinheiro de aposentadoria e ficar "tranquilo", pois é um investimento de baixo risco. Um ponto destacado por ele é que o preço acessível da cota traz a possibilidade do investidor reinvestir o dividendo recebido, podendo transformar a aplicação em juros compostos.

GAME11

Em relação a esse fundo de papel, Asdourian ressaltou que a Guardian já está trabalhando com uma maior parte do portfólio voltada para CDI, ao invés de IPCA, tendo em vista as deflações dos meses anteriores. O diferencial deste fundo, de acordo com a Guardian, é que além de ser baixo risco, ele tem uma parte da carteira alocada em crédito estruturado e empresas como Pão de Açúcar e multinacionais. Por conta da baixa liquidez, o dividendo fica acima da média de outros FIIs da Bolsa.

BIME11

Já esse fundo da Brio Investimentos, lançado em outubro de 2021, é um FII de prazo indeterminado com foco na aquisição de CRI, cotas de FII e investimento em desenvolvimento residencial principalmente através de permutas. De acordo com a XP, se considerado a Taxa Interna de Retorno dos projetos de permuta do BIME11, e adicionado o yield de aquisição dos CRIs e FIIs líquidos, à taxa média ponderada de aquisição do Brio Multiestratégia de IPCA+8,95% a.a.

VGIR11 e VGHF11

Esse fundo de papel, da Valora Investimentos, acumulou uma distribuição de dividendos de R$0,98 em 2022. O valor é equivalente a uma rentabilidade líquida de CDI + 3,94% ao ano sobre a cota patrimonial do Fundo. Nos últimos 12 meses, utilizando-se a mesma base, o VGIR11 acumulou uma distribuição de dividendos de R$1,28, equivalente a uma rentabilidade líquida de CDI + 3,5% ao ano sobre a cota patrimonial do fundo. Já o fundo VGHF11, também da Valora, destacou em relatório que teve rentabilidade de 18,5% ao ano sobre o valor da cota patrimonial com o rendimento de agosto.

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Sobre o autor
Mari Galvão
Repórter de economia na Mais Retorno

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