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Bolsa sobe 0,55% com Petrobras e Nova York; dólar também tem alta de 0,26% e vai a R$ 4,69

Crescimento das vendas no varejo em fevereiro foi bem recebido pelo mercado

Data de publicação:13/04/2022 às 18:08 -
Atualizado 6 meses atrás
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A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou com alta de 0,55%, aos 116.781 pontos escorada especialmente nos papeis de Petrobras e no bom humor das bolsas de Nova York. O dia foi de alta também para o dólar, que subiu 0,26% e ficou cotado a R$ 4,69.

Os papéis preferenciais da petroleira fecharam com alta de 2,13%, favorecidos pela alta do petróleo pelo segundo dia consecutivo, decorrente da continuidade das tensões no Leste Europeu, o que reduz a oferta da commodity tanto pela Rússia como Ucrânia, dois grandes produtores e exportadores do produto e perspectivas de novas sanções ao país russo.

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Papeis de Petrobras favoreceram a Bolsa no pregão desta quarta-feira - Foto: Reprodução

A expectativa em relação à assembleia para eleição do Conselho da Petrobras também animam os investidores. Nesta terça-feira, o Comitê de Pessoas validou a indicação de José Mauro Ferreira Coelho, como membro do conselho de administração e para a presidência da estatal.

"A assembleia leva um pouco mais de otimismo, dado que o presidente tem uma postura alinhada com a política de preços da estatal. Não é um nome novo dentro da companhia, dentro do status quo da empresa, sem interferência política", avalia Dennis Esteves, especialista em renda variável da Blue3.

Apesar da queda do minério de ferro na China e dados mais fracos que o esperado de importação do gigante asiático em março, ações ligadas ao setor metálico sobem, em meio a renovadas preocupações com a guerra na Ucrânia, que parece distante de um acordo de paz com a Rússia.

"Temos um cenário de muita volatilidade, mas o cenário de commodities beneficia o Ibovespa, diante da falta de uma solução para a crise no Leste Europeu. Vimos o presidente Vladimir Putin , da Rússia, adotando um tom mais agressivo, bem como os Estados Unidos, o que gera mais inquietação nos investidores pressiona commodities", diz Esteves.

Nos Estados Unidos foi divulgado o índice de preços ao produtor (PPI) americano de março, que subiu 1,4% acima das estimativas do mercado, de 1,1%. O dado reforça expectativas de que o Fed irá acelerar o ritmo de alta dos juros. O indicador vem depois do CPI, informado nesta terça-feira. A taxa de inflação ao consumidor saltou 8,5% nos 12 meses, o maior ganho anual desde 1981. Nìvel que o mercado considera ser o pico de alta.

Dow Jones fechou com alta de 1,01%; S&P 500, de 1,12%,; e a Nasdaq, de 0,67%.

No Brasil, em contrapartida, os resultados das vendas varejistas no Brasil em fevereiro vieram acima das expectativas e são vistos com bons olhos, porém de forma moderada, em meio a expectativas de uma taxa de juros mais elevada por mais tempo do que o nível de 12,75% estimado para o Copom de maio.

O IBGE informou crescimento nas vendas do varejo de 1,1% (restrito; mediana de 0,2%) e de 2,0% (ampliado; mediana de 1,1%), números que ficaram melhores do que o esperado pelo mercado. "O varejo surpreende e avança mais uma vez em 2022", escreve em nota o economista-chefe da Necton, André Perfeito.

"Os dados em perspectiva ainda são ruins, não há um avanço significativo da série", pondera. "A economia segue lutando para sair da letargia, mas se tratando de dados de fevereiro quando ainda não estavam claros todos os efeitos do conflito no Leste Europeu, sugerimos cautela com os dados", acrescenta Perfeito.

"Dá uma sensação de que o quadro está melhor, mas é cedo para esperar que melhore consideravelmente o humor do mercado", avalia Edmar de Oliveira, operador da mesa de renda variável da One Investimentos, que faz ponderações. "Há incerteza quanto a março e abril", afirma Edmar Oliveira, da One Investimentos. /Com Agência Estado

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