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Ações do Nubank disparam mais de 14% em estreia na NYSE

As BDRs do banco digital também fecharam em alta acentuada

Data de publicação:09/12/2021 às 19:50 -
Atualizado 7 meses atrás
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O maior banco digital do Brasil, fez sua estreia na Bolsa de Nova York (Nyse) nesta quinta-feira, 09, e logo no primeiro dia de negócios já disparou 14,77%. Com essa valorização, as ações do Nubank - que agora tem o maior valor de mercado entre as instituições financeiras da América Latina - fecharam o dia cotados a US$ 10,33.

os BDRs (recibos de ações negociados na Bolsa de Valores) da companhia, que também estrearam hoje na B3, tiveram uma valorização ainda mais expressiva, de 20,10%, sendo negociados a R$ 10,04. Vale lembrar que o Nu, como é chamado entre seus fãs, ofereceu suas BDRs aos seus milhões de clientes de forma gratuita antes da listagem das ações na Nyse.

Ações do Nubank
Cartão do Nubank | Foto: Reprodução Infomoney

Durante a tarde, a alta dos ativos do banco digital foi até maior. Em Nova York, as ações do Nubank chegaram a disparar cerca de 35%, vendidas a US$ 12,77. Na mesma esteira, as BDRs aqui no Brasil subiram até o patamar de R$ 10,20, com um avanço de cerca de 22%.

O IPO do Nubank

Em sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), a fintech alcançou o valor de US$ 9 por papel, topo da faixa indicativa , arrecadando US$ 2,6 bilhões, considerando o lote principal de ações. O dinheiro será utilizado para gastos com capital de giro e despesas operacionais, segundo aponta a instituição no prospecto da operação. Fora isso, os recursos levantados poderão ser utilizados em investimentos e aquisições.

código de negociação escolhido foi "NU" em Nova York, na Nyse. Por aqui, o papel que será negociado será um BDR (Brazilian Depositary Receipts), que é um certificado de uma ação listada fora do País. Isso ocorrerá porque a Bolsa dos Estados Unidos será o mercado primário da fintech. No Brasil, o código será "NUBR33".

Com o IPO, o Nubank alcançou um valor de mercado de US$ 41,7 bilhões, ou R$ 232,3 bilhões, considerando a cotação do dólar no fechamento desta quinta-feira, a R$ 5,57. O Nu, inclusive, ultrapassou o valor de mercado dos nomes mais tradicionais do setor bancário no Brasil, além de se tornar o banco mais valioso da América Latina.

Instituição financeiraValor de mercado
Itaú UnibancoR$ 213 bilhões
BradescoR$ 188 bilhões
SantanderR$ 125 bilhões
Banco do BrasilR$ 93 bilhões
Fonte: Agência Estado

Oferta de ações do Nubank: terceira maior dos EUA em 2021

Além de ter virado o maior banco da América Latina ao arrecadar US$ 41,7 bilhões em seu IPO, a oferta de ações do Nubank se tornou a terceira maior do mercado americano em 2021. A instituição fica atrás somente da sul-coreana Coupang e da chinesa Didi, desbancando negócios badalados como o aplicativo de namoro Bumble e a corretora online Robinhood.

Desde que os documentos do IPO foram enviados às autoridades americanas, os solavancos do mercado geraram, porém, algumas avaliações mornas a respeito dos preços que o Nubank pedia por suas ações. Casas como a Suno Research e a Nord, com foco em pequenos investidores locais, desencorajaram a entrada de seus clientes no IPO.

A Suno manteve a avaliação mesmo após o Nubank cortar a faixa indicativa de preço dos papéis, para o intervalo entre US$ 8 e US$ 9 por ação. O corte do preço em relação à faixa inicial (US$ 10 a US$ 11) fez com que o banco digital abrisse mão de quase US$ 10 bilhões para passar por um momento pouco amigável dos mercados.

Porém, o banco encontra muita boa vontade no mercado. Para a presidente da Tresalia Capital, María Asuncion Aramburuzabala, o sucesso do IPO do Nubank é positivo para a América Latina, pois valida as teses de empreendedores da região e ajuda a estimular projetos.

"Cria um círculo virtuoso e transforma Vélez (David Vélez, fundador do banco) em um ícone, todos querendo ser como ele", disse ela, em evento da Eurásia.

Foram coordenadores da oferta os gigantes Morgan StanleyGoldman Sachs e Citi, além do próprio Nubank, por meio de seu braço de investimentos, o Nu Invest. / com Agência Estado

Sobre o autor
Bruna Miato
Repórter na Mais Retorno