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USAL11: conheça o ETF com Apple, Microsoft e Google negociado na B3

O USAL11 compreende 350 empresas norte-americanas e já está disponível para investidores na B3

Data de publicação:15/02/2022 às 00:30 -
Atualizado 3 meses atrás
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Um fundo com exposição a 350 empresas internacionais, entre elas as gigantes americanas, essa é uma das principais características do Trend CRSP U.S. Large Cap, também conhecido pelo código USAL11. Um ETF que está entre as novas apostas da XP Allocation Asset Management.

Lançado no começo de fevereiro na B3, o novo Exchange Traded Fund (ETF ou fundo negociado em Bolsa) reúne algumas das companhias de tecnologia mais badaladas do mercado norte-americano, como Apple (AAPL34), Microsoft (MSFT34), Amazon (AMZO34) e Tesla (TSLA34), além da tradicional Berkshire Hathaway (BERK34), do investidor Warren Buffett.

Abertura do USAL11, com equipe da XP, na Bolsa brasileira
XP Allocation Asset Management abriu os trabalhos do USAL11, na B3, em fevereiro (Crédito: Divulgação/Cauê Diniz)

“O USAL11 se propõe a ser o ETF mais acessível dentro do universo de ETFs negociados no Brasil que replicam o desempenho das maiores empresas dos Estados Unidos”, contextualiza Danilo Gabriel, gestor de fundos indexados da XP Asset, em entrevista.

Quer saber mais sobre este assunto? Então, continue a leitura e confira os principais detalhes sobre o USAL11 e descubra detalhes desse ETF disponível na Bolsa brasileira.

O que é o USAL 11?

O Trend CRSP U.S. Large Cap, de código USAL11, é um novo fundo da XP que oferece exposição a empresas americanas de grande porte (Large caps). São todas do índice CRSP US Large Cap Index, que representa 85% do valor de mercado de ações dos EUA.

“Em contrapartida, o S&P 500, que é utilizado como referência para a grande maioria dos ETFs que buscam replicar as maiores empresas dos Estados Unidos, é composto pelas 500 maiores empresas listadas nos EUA, sendo que tal índice possui um comitê de aprovação de novos entrantes tornando o processo menos objetivo”, explica o gestor da XP Asset.

O ETF foi listado no valor mínimo de R$ 10, e é destinado ao público geral e negociado na B3. O USAL11, de acordo com a XP, possui uma taxa de administração total de 0,20% (sendo 0.16% do ETF local e 0.04% do ETF de gestão Vanguard nos EUA). Atualmente, o produto não tem cobrança por performance e nem proteção contra variações do dólar frente ao real.

Como funciona o USAL11?

O fundo está dividido entre empresas de tecnologia (37,1%), finanças (15,4%), saúde (10,2%), varejo (8%) e outros (29,3%). Dentre as empresas no fundo, estão Alphabet, Facebook, Amazon, Nvidia, Tesla, JPMorgan Chase & Co., Apple, Microsoft, Cisco, Walt Disney Company, Pfizer e Berkshire Hathaway. Dessas companhias, Apple lidera a composição do fundo com 7%, seguida de Microsoft (6%), Amazon (3,3%) e Google (2,1%). 

Como todo ETF no Brasil, não há dividendos. Funciona mais como uma alternativa ao investidor que quer se expor ao mercado de ações dos EUA, utilizando sua conta em qualquer corretora do Brasil. Assim, com o USAL11, a pessoa fica exposta a empresas de crescimento em setores inovadores, e empresas de valor que já são consolidadas e devem sofrer menor volatilidade decorrente das taxas de juros norte-americanas.

“Quando iniciamos a cobertura do mercado de ações dos Estados Unidos através de ETFs, optamos por começar pelo NASD11, uma vez que ele acompanha o desempenho do índice Nasdaq-100 (100 maiores empresas não financeiras listadas na Nasdaq), que não é replicado por nenhum outro ETF no Brasil”, continua Danilo. “Decidimos que faria sentido lançar um ETF mais abrangente de Large Caps dos EUA. Os investidores brasileiros têm buscado cada vez mais alternativas de diversificação internacional para suas carteiras, e investir em grandes empresas norte-americanas é uma excelente forma de fazer isso”.

Vale a pena investir no USAL11?

Primeiramente, vale considerar que o fundo está conectado com os Estados Unidos — que, atualmente, são a maior economia do mundo e possuem também o maior mercado de capitais do globo. Com isso, ao investir nas empresas mais fortes dessa economia, o investidor está apostando em ações mais seguras, enraizadas no capital norte-americano. 

Além disso, o mercado de ações dos Estados Unidos representa, aproximadamente, 60% do valor de mercado de ações global, sendo um passo importante para o investidor que quer uma alocação para além dos territórios do país de origem. O ETF também possui exposição balanceada entre empresas de Valor (value) e Crescimento (Growth), como indica o gráfico abaixo, dando mais segurança ao investidor quanto aos seus ganhos.

USAL11 busca um equilíbrio entre valor e crescimento (Foto: Divulgação)

“Por ser um ETF internacional que engloba as maiores empresas listadas nos Estados Unidos, o USAL11 é uma excelente alternativa para o investidor que deseja investir pelo médio e longo prazo, ter diversificação internacional e se expor às empresas que fazem parte da maior economia do mundo".

Danilo Gabriel, gestor da XP Investimentos

Mas além disso, o gestor complementa: “Com taxas de juros mais altas no Brasil, os riscos fiscais e políticos, e a turbulência decorrente do ano de eleições, entendemos que o investidor brasileiro deve buscar novas alternativas de investimentos no exterior”.

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Sobre o autor
Matheus Mans
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