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NY revê projeções para os próximos meses com lucros corporativos abaixo do esperado

Soma-se a isso ainda um cenário de subida de juros para controlar a maior inflação em mais de quatro décadas e o temor de uma recessão à vista

Data de publicação:09/08/2022 às 11:48 -
Atualizado 2 meses atrás
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As maiores empresas de capital aberto nos Estados Unidos entregaram no segundo trimestre a menor taxa de crescimento nos lucros desde o quarto trimestre de 2020, quando o mundo era chacoalhado pela covid-19.

Como pano de fundo, um cenário de subida de juros para controlar a maior inflação em mais de quatro décadas no país já produz impactos nos negócios e faz Wall Street revisar para baixo as projeções para os lucros futuros, sob o temor de uma recessão à vista - ainda que o mercado de trabalho americano sinalize o contrário.

NY
Balanços trimestrais abaixo do esperado levaram a uma revisão de crescimento do mercado financeiro americano para os próximos meses - Foto: Wirestock

Além disso, o dólar forte também atuou como um vento contrário para multinacionais americanas.

S&P 500: menor lucro desde 2020

Até o momento, 87% das empresas do S&P 500 (que reúne os maiores nomes de capital aberto no país) já divulgaram seus números do segundo trimestre, de acordo com a empresa de análise financeira FacSet.

Dessas, 75% entregaram lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) superior às projeções do mercado. No entanto, a maioria (ou 77%) apresentou resultado abaixo da média dos últimos cinco anos.

Como consequência, o S&P 500 entregou até agora o menor lucro desde o quarto trimestre de 2020, quando as empresas sentiam os efeitos dos bloqueios nas economias para conter a propagação da covid-19.

Dos 11 setores do índice, seis reportaram crescimento nos lucros, com destaque para energia, indústria e materiais.

Na ponta contrária, cinco segmentos entregaram resultados em queda, entre eles, empresas do setores financeiro, de consumo e de telecomunicações.

Consumidor mais racional

"O consumidor (nos EUA) está fazendo escolhas e está sendo muito racional sobre os gastos. Quando olhamos para o desdobramento dos gastos do consumidor, onde houve um choque inflacionário maior, observamos uma redução no equilíbrio entre gastos reais e quantidade de produtos", observou a economista-chefe do Mastercard Economics Institute para os EUA, Michelle Meyer.

Os números consolidados do segundo trimestre deixaram os analistas de Wall Street mais céticos quanto aos próximos meses.

"Embora a temporada de resultados do segundo trimestre tenha permitido outra rodada de ganhos modestos, os analistas estão reduzindo suas estimativas para o segundo semestre deste ano e para o ano 2023", afirmam os estrategistas do banco americano Jefferies, Kenneth Chan e Sean Darby. / com Agência Estado

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