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Novo certificado de recebíveis registrado na B3 acena com remuneração de CDI mais 8%

Foco do novo instrumento de captação são as pequenas empresas, incluindo startups e fintechs

Data de publicação:09/05/2022 às 16:09 -
Atualizado 7 dias atrás
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A Bolsa de Valores, B3, registrou o primeiro Certificado de Recebíveis (CR) para empresas de pequeno porte, incluindo startups e fintechs. Além de ser mais um instrumento de captção pelas empreas a um custo mais baixo, para o investidso um dos grandes atrativos é a remuneração do título, que tem vencimento de um ano - CDI, mais prêmio de 8%.

A operação, segundo informações do Broadcast/Estadão, no valor de R$ 25 milhões, tem como foco o financiamento de um projeto de educação e foi vendido para fundos.

certificado de recebíveis
Novo certificado de recebíveis tem como foco as pequenas empresas - Foto: Agência Brasil

O Certificado de Recebíveis é o mais novo instrumento no mercado de capitais e foi criado por meio de Medida Provisória publicada em março. Foi desenvolvido com a participação da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e B3. O mercado espera que a MP se torne lei no mês de julho.

Potencial de R$ 500 bilhões

O CR foi estruturado pela gestora Vert Capital e, segundo Vitória de Sá, sócia fundadora da casa, o potencial para esse novo instrumento de captação deve girar em torno de R$ 500 bilhões.

A estimativa de Sá é baseada no tamanho da indústria de Fundos de Direitos de Investimento Creditório (FDICs) - hoje na casa dos R$ 500 bilhões - e no volume de recebíveis que circulam no mercado.

Porta aberta para o mercado de capitais

O novo certificado de recebíveis abre uma porta para empresas de pequeno porte - que contam apenas com bancos para financiar capital de giro utilizando seus recebíveis – ao mercado de capitais. Isso porque sua estruturação é muito mais barata, envolvendo apenas a securitizadora.

Já no caso das FDICs, que hoje são um dos caminhos mais comuns para levantar dinheiro via recebíveis, a empresa precisa contratar, além da securitizadora, pelo menos mais três prestadores de serviços.

Na visão da sócia fundadora da Vert, o CR deve despertar uma atenção especial das empresas e fintechs da cadeia de cartões.

Diferenças entre os demais certificados de recebíveis

Se comparado aos certificados de recebíveis já existentes no mercado, com foco no agronegócio (CRA) e no setor imobiliário (CRI), que são temáticos, o novo instrumento tem um espectro de atuação mais amplo.

Outra diferença entre eles está na cobrança do Imposto de Renda. Enquanto o CRA e CRI são isentos, o CR será tributado.

Expectativa: distribuição pública

Neste primeiro momento, o CR deve ser adquirido por fundos com estratégias de investimento alternativas. Porém, à medida que o mercado crescer, a perspectiva é sejam comercializados via distribuição pública, junto ao varejo.

A expectativa tem como base o fato de que os títulos de dívida de empresas têm atraído grande interesse de investidores com a volatilidade da Bolsa, já que pagam um prêmio acima do juro, hoje na casa dos 12,75% ao ano.

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