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Mercado Financeiro

Novidades da guerra e divulgação de balanços corporativos estão na mira do mercado nesta quarta-feira

CSN, Via e Natura divulgam seu balanço do 4º tri de 2021 após o fechamento do mercado

Data de publicação:09/03/2022 às 00:30 -
Atualizado 3 meses atrás
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O comportamento do mercado financeiro continua seguindo o vaivém de notícias ou atualizações ligados ao conflito entre Ucrânia e Rússia. Nos últimos dias, vem reagindo mais a informações sobre a adoção de novas punições econômicas contra a Rússia, mas também monitorando os números trazidos pelos balanços corporativos do último trimestre de 2021 de empresas de peso no Ibovespa.

Enquanto isso, lá fora, as praças financeiras seguem no positivo, com os futuros americanos e as bolsas europeias registrando ganhos consistentes, em busca de recuperar as perdas do dia anterior.

Mercado segue reagindo aos desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia, principalmente no que diz respeito aos efeitos das sanções internacionais - Foto: Envato

Em relação à guerra, o episódio de maior relevância sobre o conflito na véspera foi a fala do presidente americano Joe Biden, anunciando a decisão de impor embargo à compra de petróleo russo pelos Estados Unidos. A medida levou a mais uma rodada de alta dos preços do barril de petróleo, e de outras commodities, agravando as expectativas de inflação pelo mundo.

Moscou, no entanto, sinalizou que se o Ocidente bloquear suas exportações da commodity e do gás natural, pretende fechar o principal gasoduto para a Alemanha e que preço o barril do petróleo pode chegar US$ 300.

O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto de medidas especiais para salvaguardar a economia da Rússia, no qual autoriza o governo a proibir a exportação de produtos e matérias-primas. O objetivo do decreto é garantir a segurança da federação russa e a operação ininterrupta da indústria. O documento ficará em vigor até 31 de dezembro de 2022, segundo agências de notícias russas.

Futuros/bolsas americanas

  • S&P 500: + 1,71%
  • Dow Jones: +1,50%
  • Nasdaq 100: +1,99% (dados atualizados às 7h28)

Bolsas europeias/principais índices

  • Stoxx 600 (Europa): +3,49%
  • DAX (Frankfurt): +5,36%
  • FTSE 100 (Londres): +2,17%
  • CAC 40 (Paris): +5,25% (dados atualizados às 7h42)

Guerra entre Rússia e Ucrânia: novos capítulos

Um alerta de ataque aéreo foi declarado na manhã desta quarta-feira na principal cidade da Ucrânia e em seus arredores. O chefe da administração regional, Oleksiy Kuleba, pediu que toda a população fosse "imediatamente para os abrigos antiaéreos" em publicação no Telegram.

Quase duas semanas após a invasão, as tropas russas avançaram profundamente ao longo da costa da Ucrânia. Durante dias, enquanto as forças de Moscou sitiavam cidades ucranianas, as tentativas de criar corredores para evacuar civis com segurança não avançaram, em meio aos combates contínuos. Em todo o país, acredita-se que milhares de pessoas tenham sido mortas, entre civis e soldados, até o momento.

Pressão sobre os combustíveis: aperto mais duro na Selic

Internamente, a pressão de alta sobre os combustíveis, por causa do petróleo cada vez mais caro, vai reforçando a ala de analistas que preveem um aperto mais duro na Selic para tentar conter as pressões inflacionárias.

É o que têm indicado as sucessivas altas das taxas de juro de contratos futuros negociados na B3. Principalmente nos contratos de vencimentos mais longos, movimento que reflete a perspectiva, segundo analistas, de que o Banco Central (BC) poderá ir mais longe na alta da Selic, que permaneceria em nível levado também por mais tempo. 

As especulações sobre o que o BC pretende na condução da política monetária tendem a ganhar força, à medida que se deterioram as expectativas de inflação e se aproxima a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para a semana que vem.

O impacto dos juros futuros nas ações

O movimento de juros futuros tem influenciado, na bolsa de valores, as ações de empresas voltadas à economia doméstica, mais sensíveis à alta dos juros, que já sofrem também com a retração do consumidor.

Empresas de varejo e de exportadoras de commodities, como minério de ferro e petróleo, têm revezado posições nas colunas de maiores altas e maiores baixas da B3, de acordo com as expectativas sobre juros e as idas e vindas de preços das commodities no mercado internacional.

A disparada do petróleo também  vem deprimindo as ações de companhias aéreas, que ontem reagiram. Após três dias de fortes quedas, as ações da Azul subiram 7,09%. Foi uma recuperação, ainda que parcial, com a divulgação de dados operacionais, na terça-feira, acima das expectativas. A Gol GOLL4 pegou carona e valorizou-se 7,08%

Empresas que atuam nos segmentos de commodities e de varejo têm a divulgação de balanços prevista para esta quarta-feira, após o fechamento do mercado. Empresas ligadas a commodities no ramo de siderurgia, como a CSN e a CSN Mineração, tornam público seus resultados corporativos.

Outro balanço aguardado, do setor de varejo, é o da Via, também depois do fechamento do mercado. O balanço da Natura é outro previsto para esta quarta-feira.

Bolsas asiáticas fecham em queda

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, um dia após os EUA suspenderem compras de petróleo da Rússia, impulsionando ainda mais os preços da commodity no mercado internacional, em mais uma sanção pela invasão da Ucrânia.

Diante do foco no cenário geopolítico, o noticiário macroeconômico permanece em segundo plano. Na China, a taxa anual de inflação ao produtor (PPI) desacelerou de 9,1% em janeiro para 8,8% em fevereiro, enquanto a taxa anual da inflação ao consumidor (CPI) ficou inalterada de um mês para o outro, em 0,9%.

A aversão a risco predominou na região asiática após os EUA confirmarem ontem que não irão mais importar petróleo e gás natural russos, em mais uma tentativa de pressionar Moscou a interromper os ataques na Ucrânia. Já o Reino Unido prometeu fazer o mesmo até o fim do ano e a União Europeia divulgou um plano para ficar independente dos combustíveis fósseis russos "bem antes" de 2030. / com Júlia Zillig e Agência Estado

Bolsas asiáticas/fechamento

  • Nikkei (Tóquio): -0,30% (24.717 pontos)
  • Hang Seng (Hong Kong): -0,67% (20.627 pontos)
  • Xangai Composto (China continental): -1,13% (3.256 pontos)
  • Shenzhen Composto: -1,10% (2.116 pontos)
  • Taiex (Taiwan): +1,13% (17.015 pontos)
  • Kospi (Seul): bolsa fechada (dia de eleição presidencial)
  • S&P/ASX 200 (Sydney): +1,04% (7.053 pontos)
Sobre o autor
Tom Morooka
Colaborador do Portal Mais Retorno.