Economia

A taxa de juro paga pelos títulos públicos, negociados pelo Tesouro Direto, tiveram um dia de volatilidade nesta segunda-feira, 15. O início dos negócios foi marcado por quedas, mas no meio do dia houve alguma recuperação, e algumas taxas voltaram a subir. Veja o que está mexendo com os juros, no mercado à vista e futuro.

Esse sobe e desce de hoje reflete interpretações distintas sobre dados divulgados esta manhã, assim como as expectativas com a definição da Selic na reunião do Copom, nesta quarta-feira, e o comportamento da inflação.

Site do Tesouro Direto
Site do Tesouro Direto - Foto: Agência Brasil

IBC-Br mais alto mexeu com os juros

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto, apontou alta de 1,04% em janeiro em relação ao mês anterior. Número bem acima dos 0,5% esperados pelo mercado.

Embora o IBC-Br indique uma boa reação da economia, em meio à pandemia, o gestor Marcos Iorio, da Integral Investimentos, lembra que esse número não espelha ainda a piora da situação sanitária no País em fevereiro e início de março. Quer dizer, o aumento de casos e mortes pelo coronavírus e novamente a adoção de medidas restritivas de isolamento social. O que tende a resultar em novo tranco na economia.

Mercado financeiro amanhece com expectativa de alta
Taxa de juro dos títulos do Tesouro chegaram a cair, mas tendência é de alta

Assim, se de um lado a melhora da atividade econômica em janeiro e uma inflação mais elevada poderiam sugerir uma elevação mais acentuada da Selic na quarta-feira, de outro, uma economia mais debilitada exige cautela com a elevação dos juros.

Por isso, as opiniões se dividem em relação ao tamanho da alta da Selic. Há consenso de que a taxa básica da economia vai subir, e a aposta maior do mercado recai em 2,50% ao ano.

No entanto, cresce a percepção de que o Copom possa ser mais agressivo, posicionando a Selic em 2,75%. E aí exercem um peso maior a inflação rodando em níveis elevados e a valorização do dólar.

Segundo Iorio, “a tendência ainda é de alta dos juros. O mercado deve continuar operando até quarta-feira com as expectativas voltadas para o Copom”. Mas também de olho na questão fiscal do País e o comportamento das taxas nos títulos do Tesouro americano, que também reforçam a ideia de elevação dos juros por aqui, explica ele.

Todas as variáveis com o que pode ocorrer no curto e longo prazo, no cenário político-econômico mexem com os juros no mercado futuro. Que, por sua vez, também respingam no rendimento dos títulos no mercado à vista.

Taxa de juro nos títulos públicos

Daí porque a taxa de juro oferecidas pelos títulos do Tesouro Direto no mercado à vista esboçaram queda no início desta segunda-feira, com o anúncio do IBC-Br, mas depois recuperaram. Esse mercado é diretamente afetado pelos acontecimentos no curto prazo como pelas expectativas do que pode acontecer com os juros daqui a alguns meses ou anos.

Nos Tesouro Prefixados com vencimento em 2024 o prêmio oferecido pelo papel era de 7,56% ao ano. Isso representa um recuo de 0,03 pontos em relação ao fechamento de sexta-feira, de 7,59%.

Já nos papeis com vencimento em 2026, a queda do prêmio foi de 8,09%, fechamento anterior, para 8,02%.

Entre os papeis que remuneram de acordo com a inflação (IPCA) mais juros, o Tesouro IPCA, os de vencimento de 2026 ofereceram uma taxa de 3,14% ao ano, um pouco acima dos 3,13% pagos na sexta-feira.

Veja na tabela quanto estão oferecendo de rendimentos os títulos públicos em suas três categorias: Tesouro Prefixado; Tesouro IPCA e Tesouro Selic.

Fonte: Tesouro Direto

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Editora do Portal Mais Retorno.

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