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Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta quinta-feira, 5 de maio

Investidores repercutem aumento nos juros, balanços e monitoram guerra na Ucrânia

Data de publicação:05/05/2022 às 11:30 -
Atualizado 5 meses atrás
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A Bolsa derrete nesta quinta-feira, 5, alinhada com o comportamento do mercado americano, um dia após a divulgação das novas decisões monetárias tanto do Banco Central no Brasil quanto do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que resultou no aumento dos juros em ambos os países e sinalizações de novos aumentos.

Às 14h37, o Ibovespa despencava 2,78%, aos 105.276 pontos, e o dólar disparava 2,63%, cotado a R$ 5,032. A queda de mais de 2% da Vale e de quase 1% da Petrobras, com a queda das commodities no exterior, ajudam a levar o principal índice da B3 para baixo.

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Investidores repercutem as decisões de política monetária do Fed e do Copom - Foto: Envato

No Brasil, após o fechamento do mercado financeiro, o Copom anunciou um aumento de 1 ponto porcentual na Selic, taxa básica de juros do País, elevando-a de 11,75% ao ano para 12,75% ao ano.

O aumento já era esperado, porém seguiu acompanhado de um comunicado com um tom mais duro, que destacou a realização de uma nova elevação na Selic para a próxima reunião, em junho, em uma magnitude menor – pode ir de 0,75% a 0,25%, visando ancorar a inflação.

De acordo com Paloma Brum, analista de investimentos da Toro, para os membros do Comitê, o nível de incertezas “encontra-se acima do usual”, tendo demonstrado preocupação, principalmente, com os efeitos na oferta global decorrentes da guerra na Ucrânia e da política de lockdowns na China.

“Enquanto aqui no Brasil, a questão fiscal continua no radar e a inflação ao consumidor segue persistente, de forma dispersa”.

Paloma Brum, da Toro Investimentos

Juros futuros

Como já era esperado, os juros curtos e médios se ajustam em alta firme ao tom mais conservador do comunicado do Copom.

O dólar em alta ante o real e a expectativa com o leilão de LTN e NTN-F do Tesouro trazem viés de alta à ponta longa da curva, mas o movimento é moderado diante da perspectiva de mais altas de juros no curto prazo.

Por volta das 13h30, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 subia a 13,15%, de 13,08% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2025 subia a 12,31%, de 12,06%. O vencimento para janeiro de 2027 marcava 12,12%, de 11,91%.

Sobe e desce da B3

Maiores altas

Suzano (SUZB3) +1,93%
Klabin (KLBN11)+1,12%
Gerdau Metalurgia (GOAU3)+1,15%
Petrobras (PETR4)+0,31%

Maiores baixas

Totvs (TOTS3)-9,88%
Magazine Luiza (MGLU3)-9,70%
Cielo (CIEL3)-8,48%
Iguatemi (IGTI11)-8,26%
CSN (CSNA3)-7,45%
Fonte: B3 (dados atualizados às 14h41)

Movimentação no mercado internacional

EUA: mercados em forte queda com decisão do Fed

No mercado americano, os investidores digerem a alta de 0,5% nas taxas de juros dos EUA, um aumento já esperado pelo mercado. Por lá, as bolsas despencam, principalmente o índice Nasdaq 100, com baixa de mais de 4%.

De acordo com André Meirelles, diretor de alocação e distribuição da InvestSmart XP, o cenário de juros altos, somado à situação da China e a guerra tente a tornar os investidores mais avessos ao risco.

 “Isso pode ser constatado pelo índice VIX, também conhecido como índice do medo, que reflete a volatilidade dos ativos do S&P 500. Durante a semana atingiu a máxima de 36,4. A título de comparação, a média do ano passado foi de 19,6. Isso mostra que o mercado permanece receoso em relação aos acontecimentos atuais, o que explica, em partes, o mau andamento do Ibovespa nos últimos dias”.

André Meirelles, da InvestSmart XP

Após a divulgação da decisão do Fed, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que a instituição não está considerando aumentos maiores nos juros mais adiante. Porém, de acordo com Eduardo Telles, especialista em renda variável da Blue3, "há uma preocupação quanto à solvência da economia americana".

Em relação ao câmbio, de acordo com Meirelles, os próximos passos do Fed em relação aos juros serão importantes para compreender o andamento do dólar ao longo dos próximos meses.

Bolsas americanas/principais índices

  • S&P 500: - 3,30%
  • Dow Jones: -2,86%
  • Nasdaq 100: -4,73% (dados atualizados às 14h45)

Europa: bolsas fecham em baixa

Na Europa, os principais índices fecharam majoritariamente em baixa, com exceção da Inglaterra. Por lá, o Banco da Inglaterra (BoE) decidiu elevar sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, a 1%, em meio a crescentes pressões inflacionárias, após concluir reunião de política monetária nesta quinta-feira (5).

A decisão, que veio em linha com a previsão de analistas, marcou a quarta vez seguida em que o BC inglês aumenta juros. Projeções do BoE, por sua vez, indicam agora que a economia do Reino Unido irá se contrair em 2023.

Em meio aos impactos da guerra na Ucrânia, em especial nos preços de energia, o BoE prevê que a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido saltará de 7% em março para um pouco mais de 9% no segundo trimestre e ficar numa média um pouco superior a 10% no quarto trimestre, quando deverá atingir o pico.

No comunicado, o BoE disse também que a maioria de seus dirigentes avalia que mais aumentos de juros poderão ser apropriados nos próximos meses. Com informações da Dow Jones Newswires.

Bolsas europeias/fechamento

  • Stoxx 600 (Europa): -0,70% (438,26 pontos)
  • DAX (Frankfurt): -0,49% (13.902 pontos)
  • FTSE 100 (Londres): +0,13%(7.503 pontos)
  • CAC 40 (Paris): -0,43% (6.368 pontos)

Bolsas asiáticas fecham em alta

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, após o presidente do Fed minimizar as chances de aumentos de juros mais agressivos.

Na China continental, os mercados retornaram de feriados com ganhos apenas modestos. O índice Xangai Composto subiu 0,68%, a 3.067,76 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve ganho idêntico de 0,68%, a 1.891,66 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Taiex avançou 0,79% em Taiwan, a 16.696,12 pontos, mas o Hang Seng caiu 0,36% em Hong Kong, a 20.793,40 pontos. No Japão e na Coreia do Sul, não houve negócios hoje devido a feriados.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul, interrompendo uma sequência de três pregões negativos. O S&P/ASX 200 teve alta de 0,82% em Sydney, a 7.364,70 pontos.

Na China, por outro lado, mais um indicador evidenciou os impactos da pior onda de covid-19 que a segunda maior economia do mundo vem enfrentando.

O PMI de serviços chinês medido pela S&P Global com a Caixin Media caiu a 36,2 em abril, atingindo o menor nível desde fevereiro de 2020, fase inicial da pandemia. / com Agência Estado

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