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Mercado ao vivo: acompanhe as movimentações da Bolsa e do dólar nesta quinta-feira, 1° de setembro

Apesar do PIB brasileiro positivo no 2° trimestre, Bolsa cai puxada por Vale e exterior

Data de publicação:01/09/2022 às 10:55 -
Atualizado 3 meses atrás
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Em dia de divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre de 2022, a Bolsa de Valores opera em baixa nas primeiras horas do pregão. Apesar do avanço de 1,2% no PIB do País entre abril e junho, às 10h40 desta quinta-feira, 01, o Ibovespa recuava 0,19%, aos 109.320 pontos, puxado pela queda das ações da Vale e acompanhando o exterior, que vive mais um dia negativo.

A mineradora é a empresa com maior peso na composição do principal índice acionário da Bolsa. Assim, quando há uma baixa nas ações da Vale, o Ibovespa tende a cair também. Os papéis da companhia, no mesmo período, tinham variação negativa de 2,14%, na esteira da desvalorização do minério de ferro no exterior, após a divulgação de dados de atividade econômica fracos na China - país que é um dos principais demandantes pela commodity no mundo.

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Vale puxa a queda da Bolsa nesta quinta-feira | Foto: Reprodução

O PIB positivo e acima das expectativas do mercado, que apontavam para uma alta mais modesta no crescimento, de 0,90%, ajuda a segurar o Ibovespa de uma queda mais expressiva e impulsiona o real frente o dólar. Às 10h40, a moeda americana tinha queda de 0,64% e era negociada a R$ 5,17.

O dia na Bolsa

Maiores altas da Bolsa

EmpresaCódigoVariação
MRVMRVE3+5,06%
CyrelaCYRE3+4,66%
RumoRAIL3+3,02%
Carrefour BrasilCRFB3+2,78%
CieloCIEL3+1,82%
Fonte: B3 | Dados atualizados às 10h40

Maiores baixas da Bolsa

EmpresaCódigoVariação
IRB BrasilIRBR3-6,71%
ValeVALE3-2,14%
BRFBRFS3-2,02%
CSN MineraçãoCMIN3-1,93%
CSNCSNA3-1,88%
Fonte: B3 | Dados atualizados às 10h40

Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, as bolsas abriram em baixa pelo quarto pregão consecutivo. "Mercado segue atentos aos sinais de aperto monetário e efeitos na atividade econômica", afirmam analistas do BTG Pactual. Na última sexta-feira, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, disse que a instituição deve continuar elevando seus juros para combater a inflação no país, que já é a maior em 40 anos, com alta de 8,5% no acumulado em 12 meses em julho.

A declaração veio um dia depois do Departamento do Comércio dos Estados Unidos confirmar, em segunda leitura, que o PIB do país recuou no segundo trimestre de 2022, a uma variação negativa de 0,6%. Esse foi o segundo trimestre consecutivo de contração da economia americana, o que caracteriza uma recessão técnica.

O Departamento do Trabalho americano divulgou, hoje, que o número de pedidos de auxílio-desemprego teve queda de 5 mil na semana encerrada em 27 de agosto, a 232 mil, abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam 245 mil solicitações. O órgão informou, ainda, que a produtividade nos Estados Unidos, com exceção do setor agrícola, caiu 4,1% no segundo trimestre, ante expectativas de baixa de 4,3%.

Europa com atividade econômica fraca

No continente europeu, os principais índices acionários operam em queda, em um dia marcado por uma série de divulgações de dados econômicos - que elevam a cautela dos investidores em relação a uma possibilidade de que a Europa passe por um período de recessão econômica.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da zona do euro caiu de 49,8 em julho para 49,6 em agosto, atingindo o menor patamar em 26 meses, segundo pesquisa final divulgada nesta quinta-feira pela S&P Global. O resultado abaixo da barreira de 50 mostra que a atividade manufatureira do bloco se contraiu pelo segundo mês consecutivo. O bloco ainda contou com a divulgação da taxa de desemprego, que caiu de 6,7% em junho para 6,6% em julho.

No Reino Unido, o PMI industrial caiu de 52,1 em julho para 47,3 em agosto, atingindo o menor nível em 27 meses. Na Alemanha, o mesmo indicador recuou de 49,3 em julho para 49,1 em agosto, enquanto as vendas no varejo tiveram alta de 1,9% em julho ante junho.

Ásia no negativo

Na Ásia, as bolsas fecharam com baixas acentuadas nesta quinta-feira, após Wall Street acumular perdas pelo quarto pregão consecutivo, em meio a preocupações sobre novos aumentos de juros nos EUA, e também na esteira de dados fracos de atividade manufatureira da China.

O PMI industrial chinês medido pela S&P Global e Caixin Media caiu de 50,4 em julho para 49,5 em agosto, com a leitura abaixo de 50 indicando contração da atividade. O indicador está em linha com o PMI industrial oficial do país, que ficou em 49,4 no último mês. Além de novos surtos de covid-19, a China vem enfrentando sua pior onda de calor em seis décadas, que levou a racionamentos de energia e prejudicou a manufatura.

Desempenho das bolsas americanas

  • Dow Jones: baixa de 0,56%
  • S&P 500: baixa de 0,64%
  • Nasdaq 100: baixa de 0,77%

Dados atualizados às 10h40

Desempenho das bolsas europeias

  • Stoxx 600 (Europa): baixa de 1,45%
  • FTSE 100 (Inglaterra): baixa de 1,79%
  • DAX (Alemanha): baixa de 1,26%
  • CAC 40 (França): baixa de 1,51%

Dados atualizados às 10h40

Fechamento das bolsas asiáticas

  • Xangai Composto (China): baixa de 0,54%
  • Shenzhen Composto (China): baixa de 0,74%
  • Hang Seng (Hong Kong): baixa de 1,79%
  • Nikkei (Japão): baixa de 1,53%
  • Kospi (Coréia do Sul): baixa de 2,28%
  • Taiex (Taiwan): baixa de 1,94%

Com Agência Estado

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