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Focus: projeção para a inflação em 2022 sobe de 7,46% para 7,65% e segue longe da meta
Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta segunda-feira, 13 de dezembro

Economistas reduziram as estimativas para o indicador pela primeira vez neste ano

Data de publicação:13/12/2021 às 11:06 -
Atualizado 10 meses atrás
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Após fechar a semana com alta de 2,37%, a Bolsa retomou as atividades nesta segunda-feira, 13, com uma agenda cheia de eventos importantes e seguindo no ambiente positivo. Localmente, o mercado digere as projeções dos economistas, divulgadas no Boletim Focus, que pela primeira vez neste ano reduziram as expectativas de alta para a inflação em 2021.

Contribui ainda para a alta do Ibovespa a valorização de quase 3% das ações da Vale, que refletem o dia favorável ao minério de ferro na China. Às 17h, o Ibovespa subia 0,48% - durante a manhã chegou a bater mais de 1% de alta, mas acabou perdendo a força - aos 108.275. O dólar subia 1,07%, cotado a R$ 5,674.

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta segunda-feira, 13 de dezembro
Investidores digerem retração nas projeções da inflação para 2021 e aguarda decisões sobre política monetária dos principais BCs do mundo, além da ata da última reunião do Copom - Foto: Envato

Na agenda, novos indicadores econômicos relevantes, como o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, também estão no radar. O cenário internacional promete trazer dados importantes para o investidor, com decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), do Banco da Inglaterra e do BC europeu, que devem sinalizar movimentos de retirada – ou não – de estímulos para a economia.

Durante a manhã, o Banco Central divulgou a edição atualizada do Boletim Focus, que traz as projeções feitas pelos economistas do mercado para os principais indicadores econômicos do País. O grande destaque foi a retração nas projeções do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano. De 10,18% caíram para 10,05%, quebrando um ciclo após 35 altas consecutivas.

Segundo o economista-chefe da Necton, André Perfeito, o movimento já era esperado, uma vez que o pior das estimativas já tinha sido incorporado às projeções. “Muito provavelmente devemos ver alguma melhora na margem, o que pode reanimar os investidores, ao perceberem que o ciclo de alta da Selic será limitado”.

Em relação ao crescimento do País, cuja economia se encontra atualmente em recessão técnica, os economistas seguem baixando suas expectativas. As estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) recuaram de 4,71%, nos últimos sete dias, para 4,65% em 2021. Em 2022, de 0,51% para 0,50%, e em 2023, de 1,95% para 1,90%.

Sobre a Selic, taxa básica de juros, para o próximo ano, as projeções foram alteradas de 11,25% para 11,50%.

Ao longo da semana, vários eventos que envolvem os principais bancos centrais do mundo – incluindo o Brasil – são aguardados com expectativa pelos investidores. Aqui, o Banco Central divulga a ata da última reunião do Copom, que resultou em um aumento de 1,5 pontos-base na Selic, a 9,25% ao ano. Porém o que chamou a atenção do mercado foi o tom duro do comunicado, o que reforça os olhos dos investidores no documento que será divulgado nesta terça-feira, 14.

Lá fora, o mercado monitora as reuniões do Fomc (Copom americano) e do Banco Central Europeu (BCE), na quarta-feira, 15, que devem trazer pistas sobre a retirada de estímulos da economia americana. Na zona do euro, segundo analistas, a aposta é a continuidade da liquidez por conta do avanço da variante ômicron no continente.

Juros futuros

As taxas de juros negociadas no mercado futuro operam em alta, após iniciar o dia em leve baixa. Por volta das 14h40, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2023 tinha taxa de 11,44%, ante 11,39% na abertura. O contrato de janeiro de 2025 projetava 10,49%, contra 10,35%. A taxa do DI para janeiro de 2027 era de 10,36%, contra 10,27%.

Sobe e desce da Bolsa

Maiores altas

Hapvida (HAPV3)+4,02%
Notre Dame Intermédica (GNDI3)+ 3,59%
Vale (VALE3)+ 3,17%
Bradespar (BRAP4)+ 2,63%
Sabesp (SBSP3)+ 2,10%

Maiores baixas

Cogna (COGN3)- 7,24%
Banco Pan (BPAN4)- 5,79%
Méliuz (CASH3)- 4,94%
Eztec (EZTC3)- 3,89%
CVC (CVCB3)- 3,60%
Fonte: B3 - dados atualizados às 14h46

Exterior

Nova York

Nas bolsas americanas, o tom é de cautela, com os investidores no aguardo da reunião do Fomc, que vai trazer novas sinalizações sobre a política monetária do país.

De acordo com Filipe Teixeira, sócio da Wisir Research, espera-se que o Federal Reserve acelere a retirada de estímulos e talvez abra a porta para aumentos nas taxas de juros em 2022 se as pressões sobre os preços permanecerem perto de um pico de quatro décadas em sua reunião nesta quarta-feira, 15.

Os juros dos Treasuries sobem moderadamente nos vencimentos curtos e recuam nos trechos longos.

Bolsas americanas - principais índices

  • S&P 500: - 0,68%
  • Dow Jones: - 0,90%
  • Nasdaq 100: - 1,02% (dados atualizados às 14h52)

Europa

Na zona do euro, as bolsas fecharam em queda nesta segunda-feira, seguindo o movimento negativo das das bolsas de Nova York. O mercado renovou os temores com relação ao avanço da variante ômicron do coronavírus no continente, enquanto aguarda as decisões monetárias do Fed, na quarta-feira, 15, e do Banco da Inglaterra (BoE) e Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira, 16.

Para Michael Hewson, analista da CMC Markets, embora as preocupações do mercado com a ômicron pareçam estar diminuindo, as dos governos parecem estar indo em direção contrária. Para ele, o mercado está preocupado que os políticos estão reagindo de forma exagerada.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, confirmou a primeira morte em decorrência da cepa no país. No domingo, ele também alertou para o risco de um "maremoto" de casos de covid-19 em meio à disseminação da nova cepa.

Bolsas europeias - principais praças

  • FTSE 100 (Londres): - 0,83% (7.231 pontos)
  • Stoxx 600 (Europa): - 0,43% (473,52 pontos)
  • DAX (Frankfurt): - 0,01% (15.621 pontos)
  • CAC 40 (Paris): - 0,73% (6.942 pontos)
  • PSI 20 (Lisboa): - 0,18% (5.488 pontos)
  • Ibex 35 (Madrid): - 0,57% (8.322 pontos)

Ásia

No continente asiático, as bolsas fecharam sem direção única, refletindo a expectativa sobre as decisões de política monetária de bancos centrais ao redor do mundo ao longo da semana.

A decisão da chinesa SenseTime de adiar a abertura de capital, após sanções dos Estados Unidos, penalizou os negócios em Hong Kong.

Depois que os EUA incluíram a empresa chinesa de inteligência artificial SenseTime em uma lista de sanções, a companhia anunciou hoje que adiará a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Hong Kong que estava marcada para a próxima sexta-feira.

O caso ilustra as dificuldades de corporações da China em operar no meio de um ambiente de divergências entre as duas maiores economias do planeta.

O papel da Evergrande perdeu 2,82%, diante da crise de liquidez da incorporadora chinesa, que se tornou oficialmente inadimplente na semana passada. / com Tom Morooka e Agência Estado

Fechamento/ bolsas asiáticas

  • Hang Seng (Hong Kong): - 0,17% (23.954 pontos)
  • Taiex (Taiwan): - 0,33% (17.767 pontos)
  • Shenzen (China): + 0,60% ( 2.561 pontos)
  • Xangai (China): + 0,40% (3.681 pontos)
  • Nikkei (Japão): + 0,71% (28.640 pontos)
  • Kospi (Coreia do Sul): - 0,28% (3.001 pontos)
  • S&P/ASX 200 (Austrália): + 0,35% (7.379 pontos)
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