Finanças Pessoais

Influenciadores digitais de finanças: CVM vai estudar o impacto de criar uma regulação para a atividade

O estudo será desenvolvido em 2022

Data de publicação:07/12/2021 às 16:14 - Atualizado um mês atrás
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Com o crescente peso das redes sociais na tomada de decisões de investidores, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu realizar um estudo para avaliar os impactos da criação de regras específicas para influenciadores digitais de finanças. Chamado de Análise de Impacto Regulatório (AIR), o estudo será desenvolvido em 2022 e servirá de apoio para a autarquia decidir se deve ou não regulamentar essa atividade.

Antonio Berwanger, superintendente de desenvolvimento de mercado da CVM, lembra que estudos indicam que os influenciadores digitais tornaram-se uma das principais fontes de informação para investidores tomarem decisões. Segundo ele, isso cria um alerta para a xerife dos mercados de capitais. "Pode, algumas vezes, haver outros interesses que ficam invisíveis para os investidores", disse Berwanger.

Computador de influenciadores digitais de finanças
Hoje, os influenciadores digitais de finanças já somam mais seguidores do que os veículos de mídia especializados no assunto

Ele explica que o AIR vai analisar, por exemplo, como o tema tem sido tratado pelos órgãos reguladores do mercado de capitais de outros países.

Berwanger lembrou que a decisão por realizar a análise de impacto regulatório não significa que a autarquia irá, necessariamente, lançar regras sobre o tema. "A conclusão pode ser que, no momento, não existem medidas a serem adotada sobre isso", disse o superintendente, durante evento online.

No fim do ano passado, a área técnica da CVM emitiu esclarecimentos sobre suas interpretações a respeito da atuação de pessoas nas redes sociais em ofertas de serviços profissionais que dependam de registro na CVM, sejam influenciadores ou não. Somente pessoas que atuam em caráter profissional precisam de credenciamento. A atuação profissional pode ser caracterizada por habitualidade, benefícios, cobranças, receitas indiretas.

Popularidade dos influenciadores digitais de finanças

Um levantamento realizado pela Anbima entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021 revela que a base de seguidores dos influenciadores digitais de finanças já é de mais de 74 milhões, enquanto os veículos de notícias focados em economia e mercado financeiro têm uma base de 69 milhões de seguidores. O estudo chamado de Influenciadores de Investimentos mapeou 266 perfis divididos entre Twitter, Instagram, Facebook e Youtube.

Entre as principais conclusões obtidas através do relatório estão:

  • O Twitter é a rede social mais utilizada pelos influenciadores digitais de finanças e 71,04% das publicações pesquisadas foram feitas na rede social do passarinho, enquanto o Instagram corresponde a 11,76% do total;
  • Foram mapeados 591 perfis de influenciadores que falam sobre finanças, divididos em 11 categorias, das quais produtores de conteúdo, analistas, especialistas, casas de análise e traders são as que apresentam maior relevância;
  • Entre as principais categorias das páginas avaliadas pela Anbima estão os criadores de conteúdo, com um total de 48 perfis nas diferentes redes e uma base de 39 milhões de seguidores;
  • Os temas mais abordados nas publicações são dicas de investimento e ações, criptomoedas, análise de ações, day trade, abertura e fechamento de mercado e educação financeira.

Os influenciadores digitais de finanças mais famosos por cada rede social

Rede socialInfluenciadorSeguidores
TwitterNath Finanças418,9 mil
InstagramCarol Dias6,2 milhões
YouTubeMe Poupe!6,5 milhões
FacebookEmpiricus1,1 milhão

CVM também deve editar reforma do formulário de referência

Além do estudo sobre influenciadores digitais de finanças, a CVM deve publicar, ainda neste fim de ano, a revisão do regime informacional das companhias abertas. A minuta foi colocada em audiência pública há um ano e propõe simplificar o formulário de referência e aprimorar a prestação de informações ligadas à agenda ESG (sigla em inglês para ambiental, social e de governança).

A reforma da Instrução 480 era uma das mais aguardadas da agenda regulatória da CVM. "A edição da Instrução 480 é um primeiro passo importante no sentido de exigir transparência e disclosure das questões de ESG por parte das companhias abertas", disse Antonio Berwanger, superintendente de desenvolvimento de mercado da CVM, durante evento ao vivo sobre 45 anos da Comissão. / com Bruna Miato e Agência Estado

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