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Fundos DI serão beneficiados com alta da Selic; conheça os 10 com mais cotistas do mercado e saiba quanto pagam

Fundos vão melhorar o rendimento, mas sem a capacidade de cobrir a inflação

Data de publicação:08/12/2021 às 05:00 -
Atualizado 7 meses atrás
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A alta da Selic terá um efeito direto nos resultados dos fundos de renda fixa DI. A opinião é compartilhada pela maioria dos analistas, que contam com a elevação da taxa básica de juros do País em 1,5 ponto porcentual, para 9,25% ao ano. A decisão será conhecida nesta quarta-feira, 8, após o fechamento do mercado financeiro. Um levantamento exclusivo da Mais Retorno mostra quais são e o que pagam os fundos DI com mais cotistas em toda a indústria.

Os bons ventos empurram os fundos DI, um dos mais populares entre os brasileiros. Eles são obrigados a aplicar, no mínimo, 95% do seu patrimônio em títulos públicos federais do Tesouro Direto – atrelados ao CDI ou à Selic. Alguns apimentam o portfólio com uma posição pequena em títulos privados, como debêntures de baixo risco.

Fundos DI com mais cotistas no mercado

Pelo fato de serem referenciados ao CDI, que anda de mãos dadas à taxa básica de juros, esses ativos acabam melhorando sua performance quando a Selic sobe.

“Eles acompanham a Selic para o bem ou para o mal, e não lidam com uma volatilidade tão grande, pelo fato de terem uma rentabilidade programada”

Leonardo Morales, sócio e diretor da SVN Investimentos

Os fundos DI não costumam entregar uma rentabilidade lá muito atraente, mas acenam com mais estabilidade e segurança, em meio a um cenário econômico e fiscal mais deteriorado no País. Uma condição relevante para quem quer proteger seu patrimônio, porém sem abrir mão de alguma rentabilidade.

Durante um bom período, enquanto Selic ficou na casa dos 2%, esse ativo perdeu muito espaço na carteira de investimentos. Com o retorno da elevação da taxa de juros, mesmo com o avanço da inflação – esperada em torno de 1,15% em novembro e batendo em dois dígitos – os fundos DI pós-fixados voltaram a entregar retorno para os investidores.

De característica mais conservadora – para quem não quer correr muito risco – os fundos DI têm como ponto alto a sua liquidez, podendo ser mexido a qualquer momento sem prejudicar a sua taxa de retorno.

Com a Selic nas alturas – ou não – a renda fixa se mantém como uma classe de ativos importante na estratégia de diversificação da carteira de investimentos. E agora os fundos DI devem ganhar ainda mais espaço. “São investimentos mais previsíveis, que ajudam a dar mais estabilidade para a carteira, principalmente em um momento de incertezas fiscais e econômicas”, ressalta.

Tamanho dos fundos DI

Em um universo de 504 fundos de renda fixa DI com um total de 3,33 milhões de cotistas, os 10 que contam com mais participantes detêm um total de 1,88 milhão, ou nada menos que 56% de toda a indústria dos DI.

O maior deles em cotistas é o BB RF Referenciado DI Plus Ágil FIC FI, com 415.127. E se forem considerados os 4 fundos que compõem esse ranking dos 10 maiores, o total de cotistas do Banco do Brasil vai para 799.108 cotistas, ou nada menos que 42% da lista dos campeões.

Não por acaso, esses mesmos 10 fundos abocanham mais de 10% do patrimônio total dos fundos de renda fixa DI: os 504 fundos reúnem um patrimônio acima de R$ 1,244 trilhão, sendo que os 10 com mais cotistas participam do segmento com 132,114 bilhões, ou 10,6% do total.

No entanto, ao mesmo tempo que são os maiores e ligados aos grande bancos, portanto às grandes redes de captação, não são esses fundos DI que remuneram melhor os investidores. Entre os 10 com maior número de participantes, 4 deles são do Banco do Brasil, 2 da Caixa, 2 do Bradesco, 1 do Itaú e 1 da XP.

Qual a remuneração dos fundos

A rentabilidade bruta, sem desconto do imposto de renda, paga por eles em 2021 ficou entre 4,03% e 2,09%; em 12 meses, de dezembro de 2020 a novembro de 2021, entre 2,14% e 4,30%; e em novembro, entre 0,45% e 0,62%.

É uma remuneração tímida, insuficiente para repor as perdas para a inflação nos diferentes períodos. Daí que se supõe que são fundos que contam com mais cotistas pela acessibilidade, pela larga oferta, do que pelo retorno proporcionado ao investidor.

Para que a comparação fique bem nítida, o fundo DI mais rentável em 2021, o Infinity Tiger Alocação Dinâmica apresenta um retorno de 10,97%, seguido pelo Sul América Premium, com 8,78%, e o Santander RF CP Dinâmico, com 5,84%. Sendo que o Infinity Tiger é o único, não só entre os DI, mas de renda fixa em geral, a cobrir a inflação do período.

Em 12 meses, a rentabilidade do Infinity Tiger é de 20,12%, do Sul América Premium, de 9,20%, e do Santander Dinâmico, de 6,28%. Em novembro o retorno foi de 0,76%, 0,72% e 0,72%, na mesma ordem.

Entre os DI com mais cotistas a melhor remuneração no ano e em 12 meses ficou com o Itaú Privilège, com 4,29% e 4,48%, respectivamente. Na segunda posição apareceu o Bradesco FIC FI MAX, com 4,03% de janeiro a novembro deste ano, e 4,30% em 12 meses. / com Regina Pitoscia

Quanto pagaram os fundos DI em novembro

  1. BB REF DI PLUS ÁGIL mês: 0,51%
  2. BB REF DI ÁGIL mês: 0,45%
  3. FIC FI CAIXA GIRO IMEDIATO mês: 0,47%
  4. BRADESCO REF DI HIPERFUNDO mês: 0,49%
  5. ITAÚ PRIVILÈGE REF DI mês: 0,62%
  6. FIC FI CAIXA GIRO MPE DI mês: 0,49%
  7. TREND DI SIMPLES mês: 0,59%
  8. BRADESCO REF DI MAX mês: 0,62%
  9. BB REF DI VIP mês: 0,60%
  10. BB REF DI PLUS mês: 0,55%

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Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.