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Mercado Financeiro

Bolsa fecha com alta de 0,55% e dólar com queda de 0,56%, em dia de correção de preços

Depois de cair bem no pregão do dia anterior, Ibovespa tem correção de preços e fecha em alta

Data de publicação:06/01/2022 às 19:33 -
Atualizado 5 meses atrás
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O mercado financeiro retomou clima de relativa serenidade nesta quinta-feira, 6, após ser abalado, no dia anterior, pela ata do Fed (Federal Reserve, banco central americano), que sinalizou possível aceleração no processo de alta dos juros nos Estados Unidos. A Bolsa subiu, e o dólar caiu.

Em ambiente menos estressado, o mercado de ações andou até descolado da queda das bolsas no exterior, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, atravessou o dia com sinal positivo, chegou a subir até mais e sustentar uma alta de 1,22% no melhor momento do pregão, mas fechou com valorização de 0,55%, em 101.561 pontos.

bolsa
Foto: Envato

O dólar também passou por uma correção de preços, ao recuar e voltar abaixo de R$ 5,70, depois de acompanhar a valorização global do dólar perante a principais moedas no dia anterior. A moeda americana fechou esta quinta-feira com desvalorização de 0,56%, cotada por R$ 5,68.

Os mercados refletiram um dia de certo alívio após o estresse vivido com a ata do Fed, afirma Flávio de Oliveira, head de Renda Variável da Zahl Investimentos. “A bolsa subiu na falta de notícias locais ruins, descolada das bolsas internacionais, porque as ações brasileiras estão muito descontadas em relação às do exterior, principalmente americanas, que vinham em uma sequência de altas muito fortes.”

Bolsa foi sustentada pelas commodities

A recuperação do mercado de ações foi influenciada pela valorização do minério de ferro e petróleo, o que beneficiou empresas exportadoras de commodities. A tonelada do minério de ferro valorizou-se no mercado chinês e a alta do petróleo foi puxada pela decisão da companhia Chevron de interromper a produção no Cazaquistão, em meio à crise que atinge esse país asiático, antiga república soviética.

O barril do tipo Brent subia 2,21%, para US$ 81,93, e o WTI, 2,99%, para US$ 79,48, no fim desta quinta-feira. A alta, contudo, não foi suficiente para impulsionar Petrobras. PETR4 fechou quase estável, com ligeira queda, pressionada pelas vendas para realização de lucros. A Vale (VALE3), exportadora de minério, valorizou-se 1,57%, para R$ 79,38. 

Oliveira classifica o movimento dos mercados locais nesta quinta-feira como de correção, sem que signifiquem uma continuidade de recuperação daqui para a frente. Segundo ele, há muitas incertezas e indefinições no ar, tanto no cenário doméstico como no internacional.

Investidores e gestores não disfarçam que estão incomodados com o fato de que a corrida presidencial, em um calendário eleitoral antecipado, já levanta e coloca em debate questões que lançam dúvidas sobre mudanças na política econômica, como possível revisão de teto de gastos, alteração nas regras de responsabilidade fiscal e em pontos de reformas econômicas já sacramentadas, como a trabalhista.

Gustavo Bertotti, head de Renda Variável da Messem Investimentos, afirma que as preocupações com a questão fiscal e a aversão ao risco avançam em um ambiente de deterioração do cenário macro de queda do PIB, inflação e juros em alta e retração do mercado doméstico.

No Exterior, as bolsas continuaram reagindo negativamente à perspectiva de elevação dos juros americanos que, de acordo com Bertotti, tende a reduzir a liquidez global, o volume de dinheiro em circulação nos mercados mundiais, com impacto negativo sobre as bolsas de valores.

Nas bolsas de Nova York, em pregão de elevada volatilidade, o índice Dow Jones fechou com desvalorização de 0,47%, em 36.236 pontos; o S&P 500 caiu 0,10%, para 4.696 pontos, e o índice Nasdaq subiu 0,86%.

Sobre o autor
Tom Morooka
Colaborador do Portal Mais Retorno.