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Mercado Financeiro

Bolsa fecha em alta de 1,80% com falas de dirigentes dos BCs ao redor do mundo

Investidores acompanharam os sinais sobre as políticas monetárias das principais economias mundiais, além dos dados mais recentes sobre a inflação aqui

Data de publicação:11/01/2022 às 18:51 -
Atualizado 6 meses atrás
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A Bolsa fechou o pregão em alta de 1,80% aos 103.778 pontos nesta terça-feira, 11, acompanhando o ritmo do mercado internacional e recuperando uma parte das perdas recentes. O dólar concluiu o dia com retração de 1,63%, cotado a R$ 5,58.

Ao longo do dia, a atenção se voltou para a inflação, sob o ponto de vista global, e para as declarações dos dirigentes dos Bancos Centrais ao redor do mundo sobre a condução da política monetária. A divulgação de um IPCA aqui um pouco acima das expectativas não chegou a mexer com a Bolsa.

Bolsa fecha em alta de 1,80% com falas de dirigentes dos BCs ao redor do mundo
Jerome Powell, do Fed, destacou que, se necessário, pode elevar a taxa de juros dos Estados Unidos com mais rapidez para reduzir a inflação - Foto: Reprodução

Durante audiência no Senado, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, afirmou que os Estados Unidos estão em “uma era de juros muito baixos” e provavelmente permanecerão nessa configuração, mesmo com as perspectivas de elevação da taxa básica nos próximos meses.

O presidente do Fed atribuiu a recente escalada da inflação no país a desequilíbrios entre oferta e demanda. Para ele, as condições e oferta devem ser normalizadas ao longo deste ano, o que ajudará a conter a escalada inflacionária.

No entanto, o dirigente assegurou que, se necessário, o Fed pode elevar juros em ritmo mais rápido para reduzir a inflação.

Fechamento – bolsas americanas

  • S&P 500: + 0,91%
  • Dow Jones: + 0,51%
  • Nasdaq 100: +1,47%

Inflação de dezembro no Brasil veio acima do esperado

Pela manhã, o IBGE divulgou o IPCA de dezembro, que registrou alta de 0,73% no período e fechou 2021 com um acumulado de 10,06%, maior patamar desde 2015 (10,67%). O resultado mensal veio acima da mediana esperada pelo mercado de 0,65% para dezembro.

Um dos pontos que chamou a atenção foi a aceleração nas medidas de núcleos do IPCA no último mês do ano, o que, segundo analistas, reforça o quadro de preocupação com a inflação neste momento de incertezas em torno da velocidade da alta dos juros americanos e acerca da nova onda da pandemia no âmbito interno e global.

Segundo Eduardo Cubas, sócio e diretor da Manchester Investimentos, a inflação de dezembro mostra que o mercado e as autoridades superdimensionaram o poder de retroalimentação da inflação ao longo das cadeias logísticas de produção.

“Isso tem acontecido de forma consistente. Bateram no processo de que seria temporário, mas não é”, avalia. “Deixa uma inércia importante, apesar de boa parte já ter sido precificada”, indicando que a Selic deve terminar o ciclo com alta de 11,50% e 12,00%.

Mesmo com a inflação mais alta aqui, o que sugere elevação dos juros, a Bolsa de Valores seguiu seu curso em alta.

Banco Central aponta para a continuidade da elevação da taxa de juros

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em carta divulgada à imprensa, destacou que o Comitê de Política Monetária (Copom), diante da elevação da inflação e do risco de desancoragem para prazos mais longos, deve reforçar ainda mais a política monetária em território contracionista.

Além disso, apontou que a inflação deve se manter superior à meta em 2022, “embora dentro do intervalo de tolerância”, em virtude dos efeitos inerciais da inflação em 2021.

Campos Neto elencou alguns fatores que fizeram com que a inflação estourasse o teto da meta, como a elevação de preços de bens em moeda local, com destaque para as commodities; adoção da bandeira de energia elétrica de escassez hídrica, que entrou em vigor no ano passado, e o desequilíbrio da oferta e demanda de insumos, por conta dos gargalos nas cadeias produtivas globais.

As maiores altas e baixas da Bolsa nesta terça-feira, 11 de janeiro

As maiores altas

Petz (PETZ3)+7,36%
Méliuz (CASH3)+6,91%
Hapvida (HAPV3)+5,32%
Usiminas (USIM5)+5,79%
PetroRio (PRIO3)+ 5,26%
Fonte: B3

As maiores baixas

BRF (BRFS3)- 1,40%
Embraer (EMBR3)- 1,26%
Marfrig (MRFG3)- 1,07%
Braskem (BRKM5)- 1,23%
Minerva (BEEF3)- 1,53%
Fonte: B3

Bolsas europeias fecham em alta

Na zona do euro, as bolsas europeias fecharam o pregão em alta nesta terça-feira, após a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, enfatizar que leva a preocupação do público com a alta dos preços “com muita seriedade”.

Em discurso durante cerimônia de posse de Joachim Nagel como presidente do Bundesbank, o BC alemão, Lagarde garantiu que o compromisso do BCE com a estabilidade de preços é "inabalável", o que é crucial para "ancorar as expectativas de inflação com firmeza e garantir a confiança" no euro.

Em dezembro, a inflação anual da zona do euro atingiu o nível recorde de 5%, segundo dados preliminares. / com Agência Estado

Fechamento – principais praças europeias

  • Stoxx 600 (Europa): + 0,84%
  • FTSE 100 (Londres): + 0,62%
  • DAX (Frankfurt): + 1,10%
  • CAC 40 (Paris): + 0,95%
  • PSI 20 (Lisboa): + 1,33%
  • Ibex 35 (Madrid): + 0,56%
Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.