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Economia

Embora o mercado imobiliário ainda permaneça aquecido - com lançamento de novos projetos pelas construtoras e bom movimento nos estandes de vendas - os bancos estão começando a ficar mais restritivos para conceder crédito para compra de moradias. 

Os maiores bancos privados do Brasil - Santander, Bradesco e Itaú Unibanco - já subiram as taxas do crédito imobiliário por duas vezes neste ano. O movimento reflete as incertezas sobre os rumos da economia, marcada pelo descontrole da inflação, pelo aumento da taxa básica de juros (Selic) e por conflitos políticos.

Foto: Even/Reprodução
Com alta da Selic, bancos subiram as taxas de juros dos financiamentos imobiliários - Foto: Even/Reprodução

Já a Caixa Econômica Federal - estatal que responde por dois terços dos financiamentos imobiliários no País - tem segurado as taxas em um esforço para atender a demanda dos consumidores e ajudar a girar a economia.

Taxas devem subir mais

“Os bancos privados estão acelerando os ajustes nas taxas devido às incertezas do mercado”, explica Paulo Chebat, presidente da Melhor Taxa, plataforma que compara as taxas de crédito imobiliário. “E eu vejo a probabilidade de um novo aumento ainda neste ano”, acrescenta. 

Segundo Chebat, a análise de crédito pelos bancos ao receberem pedidos de empréstimos já tem demorado um pouco mais. Até umas semanas atrás, a resposta era dada geralmente em até três dias. Agora, o tempo de espera subiu para cinco a seis dias, conta. “Eles estão pensando mais. Ficaram mais cautelosos”, relata.

Situação ainda favorece comprador

Apesar disso, o consultor recomenda que o consumidor interessado em adquirir a casa própria agilize a tomada de decisão. Isso porque a tendência é de juros mais altos daqui para frente. “A dica para quem está pensando em comprar um imóvel é pegar a taxa atual. As taxas dos meses anteriores já não existem mais. Não se consegue mais flexibilizações. E pela frente devem subir mais”, alerta.

Quando os juros sobem, a parcela do financiamento também fica maior. Mas em comparação com a média histórica, ainda é uma situação favorável ao comprador. Dados do Banco Central mostram que a taxa média de juros do crédito imobiliário está hoje em torno de 7,5% ao ano. O patamar ainda segue abaixo do verificado antes de 2019, quando passou dos dois dígitos.

Confira a seguir as principais linhas de crédito imobiliário e um comparativo entre as taxas praticadas pelos bancos. (valores atualizados em 22 de setembro de 2021):

Crédito Imobiliário indexado à Taxa Referencial (TR)

- Como funciona:

O contrato utiliza a Taxa Referencial (TR) para atualizar o saldo devedor. É a modalidade mais tradicional do mercado.

- Quem oferece:

Caixa: de 7% a 8% a.a. + TR. 

Itaú Unibanco: a partir de 8,3% a.a. + TR.

Bradesco: de 8,5% a 8,90% a.a. + TR

Santander: de 8,99% a 10,99% a.a. + TR

Banco do Brasil: a partir de 6,99% a.a. + TR

Crédito Imobiliário indexado à caderneta de poupança

- Como funciona:

Os juros do contrato são compostos por uma taxa fixa mais o rendimento da poupança - este, por sua vez, equivale a 70% da Selic quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano. Quando a Selic passa desse valor, o rendimento da caderneta fica em 6,17% ao ano.

Quem oferece:

Caixa: A partir de 2,95% a.a + poupança

Itaú Unibanco: A partir de 2,99% a.a + poupança

Bradesco: A partir de 2,99% a.a + poupança

Santander: não

Banco do Brasil: não

Crédito Imobiliário indexado ao IPCA

- Como funciona:

É possível financiar o imóvel utilizando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como fator de atualização do saldo devedor do contrato.

- Quem oferece:

Caixa: 3,55% a IPCA + 4,95% a.a

Itaú Unibanco: não

Bradesco: não

Santander: não

Banco do Brasil: não

Crédito Imobiliário com Taxa de Juros Fixa

- Como funciona:

É uma alternativa para o mutuário que busca financiar seu imóvel sabendo quanto vai pagar da primeira à última prestação.

- Quem oferece:

Caixa: Entre 8,25% e 9,75% a.a.

Itaú Unibanco: não

Bradesco: não

Santander: não

Banco do Brasil: não

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