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Economia

Analistas projetam que, mesmo com ajuda das commodities, inflação fica acima da meta em 2022

Especialistas estimam que a inflação para este ano deve ficar entre 6,50% e 8,3%

Data de publicação:19/04/2022 às 09:19 -
Atualizado um mês atrás
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Para os economistas, mesmo considerando o câmbio em torno de R$ 4,70 e o petróleo em US$ 100, de acordo com o cenário alternativo do Banco Central, as projeções para o IPCA, índice que mede a inflação do País, ficam bem acima do centro da meta em 2022 (3,5%).

Analistas projetam que, mesmo com ajuda das commodities, inflação fica acima da meta em 2022
Inflação deve ficar acima da meta em 2022, mesmo com a ajuda das commodities, segundo economistas - Foto: Agência Brasil

Na avaliação do economista Leonardo França Costa, da ASA Investments, ficam em 6,50%, este ano, e em 4% em 2023.

"Mesmo com as commodities (produtos básicos, como alimentos e minério de ferro) ajudando, a inflação ainda fica acima da meta", diz, citando como desfavoráveis para o índice os níveis altos de serviços e bens industriais.

Leonardo França Costa, da ASA Investments

"A política monetária restritiva (a alta de juros) vai ajudar com a inércia de serviços e bens industriais, mas não será tão rápido”, complementa.

A projeção oficial para o IPCA de França Costa é 7,20%, para 2022, e de 4,20% para 2023, considerando revisão recente do câmbio de R$ 5,50 para 5,10.

Para o economista, a perspectiva de eleição conturbada no Brasil e de maior aumento de juros nos países desenvolvidos deve impedir que o dólar continue no nível de hoje.

O economista João Fernandes, sócio da Quantitas Asset, já incorpora a valorização de câmbio para R$ 4,70 na projeção para o IPCA de 2022, atualmente em 8,3%, beneficiando um pouco o IPCA de 2023, projetado em 4,3%.

"Mesmo após incorporar essa valorização recente do real nas projeções, continuamos com um cenário acima da meta nos dois anos. No caso de 2022, acima do teto da meta".

João Fernandes, sócio da Quantitas Asset

Ritmo

O economista-chefe do Banco Original, Marco Caruso, argumenta que o repasse cambial para a inflação doméstica é mais rápido e mais forte em momento de depreciação da moeda brasileira.

"Devemos ver alimentos e combustíveis melhorando daqui para frente, mas não vejo por que mudar meu IPCA para o ano, que hoje está em 7,7%", considera.

Marco Caruso, economista-chefe do Banco Original

Citando também o repasse mais demorado em momentos de fortalecimento do real, o economista-chefe do Banco Fibra, Cristiano Oliveira, afirma que, quando aparecer, o impacto deve ser relevante, principalmente sobre itens ligados a commodities e bens industriais. Hoje, ele projeta 8,3% para o IPCA em 2022 e entre 4,0% e 4,5% no ano que vem. / com Agência Estado

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