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Mercado Financeiro

Ranking de maio: Bolsa lidera com alta de 3,22% e dólar fica no vermelho com queda de 3,86%

Escalada nos preços das commodities também ajudou a sustentar o Ibovespa

Data de publicação:31/05/2022 às 19:45 -
Atualizado um mês atrás
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A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, foi a aplicação mais rentável de maio. A valorização de 3,22% do Ibovespa no mês, contudo, não foi suficiente para neutralizar a forte queda de 10,10% em abril. O dólar foi uma das piores aplicações, com desvalorização de 3,86%, no mês.

Maio terminou com um sentimento mais positivo dos investidores e os mercados, global e local, em recuperação. A melhora no humor do mercado financeiro foi consequência do afrouxamento das medidas de restrição adotadas pela China para conter o novo surto de covid em algumas regiões do país, incluindo Shangai.

Bolsa
Retomada das atividades na China, após lockdown, animou negócios na bolsa - Foto: Envato

O alívio nas expectativas negativas em relação ao impacto de possíveis novos bloqueios chineses na economia global não afastou as preocupações com o avanço inflacionário pelo mundo.  Uma pressão sobre os preços, originada no choque de oferta, causada principalmente pela guerra no Leste da Europa, entre Ucrânia e Rússia.

A escalada dos preços das commodities e de energia, que favoreceu as exportadoras como a Vale e a Petrobras, ajudou a impulsionar a Bolsa. Em contrapartida, aumentou a preocupação com a inflação global e acentuou o sentimento de aversão ao risco dos investidores.

A ação dos bancos centrais das principais economias do mundo para o controle da inflação, via manejo de juros, não tem causado maiores estresses nos mercados, principalmente nos de risco. As bolsas de valores passaram por forte volatilidade, mas fecharam o mês em recuperação.

Para especialistas, os bancos centrais têm adotado uma gestão moderada de política monetária em meio a uma preocupação crescente com o surto inflacionário que se espalha pelo mundo.

Gustavo Bertotti, head de renda variável da Messem Investimentos, diz que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) adotou uma política de juros mais branda, em relação à prevista por analistas e investidores. Com o aumento de 0,50 ponto porcentual, em vez de uma alta maior, na última reunião, “o Fed agiu com parcimônia na política de normalização dos juros americanos”, avalia Bertotti.

A postura dos bancos centrais das principais economias, principalmente do Fed, contribuiu para pavimentar o caminho de recuperação das bolsas de valores em maio. Um movimento que se animou também com as medidas de relaxamento de bloqueios e sinais de novos estímulos do governo chinês para tentar dar tração à economia.

O rendimento das aplicações em maio

Confira o rendimento das aplicações em maio, de acordo com os cálculos do administrador de investimentos Fabio Colombo.

Aplicação/índiceVariação
1 - Ibovespa3,22%
2 - Títulos indexados ao IPCAde 1,05 a 1,15%*
3 - Fundos DIde 1,05 a 1,15%**
4 - Fundos de Renda Fixade 1,02 a 1,12%**
5 - CDBde 0,97 a 1,07%**
6 - Poupança0,67%
7 - IPCA0,59%***
8 - IGP-M0,52%
9 - Fundo Imobiliário (Ifix)0,26%
10 - Euro-2,15%
11 - Dólar-3,86%
12 - Ouro-6,69%
13 - Bitcoin-17,05%****
Fonte: Fabio Colombo

Obs.:

*  indicativo

** média

*** estimativa

**** Dado calculado pelo site investing.com

Sobre o autor
Tom Morooka
Colaborador do Portal Mais Retorno.